quarta-feira, 11 de julho de 2018

Esta É A Frase

O orçamento da Saúde aumentou para 10,3 mil milhões, mas há hospitais que fecham salas de parto, outros falam em catástrofe e noutros há crianças a fazer quimio nos corredores. Chamem o Paulo Macedo.

Pedro Sousa Carvalho, ECO


Assim acontece:

  • A maternidade Alfredo da Costa encerrou três salas de parto aparentemente por falta de profissionais disponíveis;
  • No hospital de São José, os chefes de equipa de medicina interna e cirurgia apresentaram a demissão por considerarem que as condições da urgência não têm níveis de segurança aceitáveis e falam na necessidade de “um plano de catástrofe”;
  • No São João, as crianças fazem quimioterapia em corredores e os pais falam da falta de condições num hospital onde a ala pediátrica funciona há dez anos em contentores;
  • No Santa Maria, o Tribunal de Contas vem dizer que se anda a desbaratar dinheiro público para se fazer menos e pior do que no São João, no Porto.
Numa altura em que a Nova Lei de Bases da Saúde foi atirada para as calendas gregas e a Estrutura de Missão para a Sustentabilidade do Programa Orçamental da Saúde não dá sinais de vida, convém perceber o que se passa nos hospitais portugueses. Nem é preciso um estetoscópio para perceber que a Saúde não respira saúde. Basta ler as notícias.

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