Mais escuta e menos proclamações. Pensar no que se vai dizer, antes de se dizer. Lembrar, por exemplo, aos que acham que vão “dar um murro na mesa” e mudar de vida, que não é com um Presidente da República que se faz isso – muito menos o português. Ou então, sim, no pior dos casos, recuperar o apreço ao valor dourado da quietude e fazer como já recomendava, na Grécia Antiga, o velho Pitágoras: “Se o que tens a dizer não é mais belo do que o silêncio, então cala-te.”
O problema não é, portanto, só de palavras, nem sequer de decibéis; começa por ser um problema de números – e de sobranceria. Pelo facto de o líder de um partido dar “indicação de voto”, isso não significa a transferência automática daqueles que nele votaram para o outro que agora “indica”. E só uma forma muito paternalista de olhar o mundo poderia pensar assim, tratar o cidadão como ovelha dum rebanho que irá para onde a mande o pastor. (Alexandre Borges, OBSR)

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