terça-feira, 26 de setembro de 2017

Esta É A Frase

Muitos eleitores do AfD votaram por medo: da invasão dos refugiados; do crescimento das comunidades islâmicas; da diluição da identidade alemã; ou, simplesmente, medo de existir. Entendamo-nos de uma vez por todas: ou aquilo a que chamamos extrema-direita não é verdadeiramente extrema-direita, e nesse caso vai por aí uma histeria escusada, ou é-o, e então devemos ter medo, muito medo.   

Paulo de Almeida Sande, OBSR

Crítica Efémera


Por muito alto que nos coloquemos para julgar a nossa época, nunca será tão alto como o historiador futuro; a montanha onde pensamos fazer o nosso ninho de águia não passará para ele dum ninho de toupeira; a sentença que demos à nossa época figurará entre as peças do nosso processo. Em vão tentaremos ser o nosso próprio historiador: o próprio historiador é personagem histórica. Devemos concentrar-nos em fazer a nossa história às cegas, dia a dia, escolhendo entre todos os partidos aquele que nos parecer ser presentemente o melhor; mas nunca poderemos tomar para com ela os ares altivos que fizeram a fortuna de Taine e Michelet; nós estamos dentro dela. O mesmo acontece com o crítico: é em vão que inveja o historiador das ideias. 

Jean-Paul Satre

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Notícias Soltas (act.)

Burocracia Mais Burrocracia

A Universidade Nova de Lisboa fez um estudo no ano passado em que perguntava aos empresários franceses sobre os principais constrangimentos identificados pelas empresas que investem em Portugal. A primeira resposta não foi impostos, nem leis laborais, nem sequer acesso ao financiamento: 78% das empresas inquiridas apontaram a burocracia como o principal constrangimento.
Devíamos acabar com a burocracia. Dir-me-ão que tal não é possível. Mas a vaca voadora de Costa mostrou que não há impossíveis. E como dizia Max Weber, “o homem não teria alcançado o possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o impossível”.
A burocracia de Weber ao menos tinha a virtude de travar o nepotismo, garantir que as regras são cumpridas e garantir igualdade de oportunidades. A nossa burocracia, ao que parece, só serve para travar a inovação, o crescimento económico e permitir que alguns dos nossos governantes e gestores públicos possam disfarçar a sua incompetência com um carimbo de um qualquer serviço do submundo de uma repartição pública.
(excertos do artigo de Pedro Sousa Carvalho, hoje no Eco)

Fantasia...

"A fantasia é a lanterna mágica da nossa alma." 

( Marquês de Maricá) 

domingo, 24 de setembro de 2017

Projecção Dos Resultados Das Eleições Alemãs

O principal perdedor foi o Partido Social Democrata de Schulz, o principal desafiante de Merkel.

Notícias Soltas (act.)




Esta É A Frase

A Europa a que aderimos era um continente politicamente atraente e economicamente promissor. Além de ser uma garantia cultural e um futuro científico. Já havia, talvez, nos anos oitenta, sinais de inquietação, mas, para todos os efeitos, o horizonte europeu seduzia com razão qualquer país, a começar por Portugal, saído de uma ditadura, de uma guerra e de uma revolução. A Europa a que pertencemos hoje está politica mente em declínio, em dificuldade e na incerteza. Em qualquer caso, a perder pujança, ritmo e sentido.

Uma coisa é segura: temos uma liderança certa de uma Europa incerta !

Ver As Coisas Até Ao Fundo ...

Ver as coisas até ao fundo...
E se as coisas não tiverem fundo?

Ah, que bela a superfície!
Talvez a superfície seja a essência
E o mais que a superfície seja o mais que tudo
E o mais que tudo não é nada.

Ó face do mundo, só tu, de todas as faces,
És a própria alma que reflectes


Álvaro de Campos - Livro de Versos . Fernando Pessoa.

sábado, 23 de setembro de 2017

Notícias Soltas


Não Consegue Dormir Quando Está Estressado ? - Cura À Vista

Todos sabemos por experiência própria que eventos estressantes afectam a qualidade do nosso sono.

A boa notícia é que esse efeito deletério do estresse sobre o nosso sono, que só faz piorar as coisas, pode ser combatido com uma substância natural.
Cientistas japoneses descobriram que um componente ativo encontrado na cana-de-açúcar e em outros produtos naturais, chamado octacosanol, ajuda a dormir bem actuando directamente na base do problema - o estresse.
Os comprimidos para dormir disponíveis não lidam com o componente do estresse, e frequentemente apresentam efeitos colaterais graves. A perda de sono também está associada a outras condições médicas, incluindo doenças cardiovasculares, depressão, obesidade, ansiedade, transtornos comportamentais etc.

Policosanol e octacosanol

Mahesh Kaushik e Yoshihiro Urade, da Universidade de Tsukuba, descobriram que o octacosanol reduz o estresse e, por decorrência, restaura o sono.

O octacosanol é abundante em vários alimentos, como a cana-de-açúcar, o farelo de arroz, o óleo de germe de trigo e a cera de abelha.
O extrato bruto da substância é conhecido como policosanol, sendo o octacosanol o principal elemento constituinte. Ambos já foram utilizados em seres humanos para várias outras condições médicas, mostrando-se seguros e sem efeitos colaterais.
O que a equipe japonesa constatou é que o octacosanol reduz o nível de corticosterona no plasma sanguíneo, que é um marcador de estresse. Animais de laboratórios que receberam a substância apresentaram sono normal depois de serem submetidos a situações estressantes. O sono induzido pelo octacosanol foi semelhante ao sono natural.


Além disso, os pesquisadores também constataram que o octacosanol não afectou o sono dos animais normais, não estressados. Isto demonstra claramente, dizem eles, que o octacosanol é um composto activo que melhora o sono actuando directamente sobre o estresse, podendo ser útil em terapias para esses casos.

A Injustiça E O Seu Abuso

A dimensão dramática, psicológica e social dos trans, transgén eros e transexuais pode ser adivinhada por quem conhece o lado mesquinho da sociedade - e os próprios não a adivinham, sofrem-na. O Estado, que fez uma lei, deveria dotar-se de medidas para as fazer cumprir. Não acontecendo estas, avançou-se com um salto em frente.(...)

E depois?, disseram-me amigos. E depois, eu disse-lhes, ser homem ou mulher faz sentido e os nomes, de homem ou de mulher, também. Têm sentido e carregamo-los não sei onde. E andei por 36 formas de dizer isto, quando me decidi por esta: não quero que os títulos de livros mudem porque ser homem ou mulher e os nomes, de homem ou de mulher, deixaram de fazer sentido. 

Não quero chegar ao dia em que Romeu e Julieta se chame "Seres Humanos". E que O Primo Basílio seja "Parente em Quarto Grau". E que Tio Vânia, de Anton Tchekhov, seja o único a manter o título por causa da sua ambiguidade. E A Mãe, de Gorky não o queria "Progenitor sem Próstata". E que Lolita continue assim, sem precisar que Dolores Haze, que só tem 12 anos, chegue aos 16 e decida qual o género a que pertence. E que O Segundo Sexo, da Beauvoir, assim se mantenha apesar das contas curtas. E continue O Amante de Lady Chatterley, apesar de inspirado na verdadeira Lady Ottoline Morrell, que além do citado amante proletário teve vários outros e outras de várias classes. E que Os Maias não prolongue o título para "Os Maias (Incluindo Maria Eduarda)", para cumprir as quotas de género. Para compensar Eça, a vida tal como ela se vai fazendo já se tinha encarregado disso com Menina e Moça, de Bernardim Ribeiro.

Eu não queria que o Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, em que se fala das engenharias de alma, viesse, com justa causa a ter por título "O Registo Civil". E, sobretudo, queria que ele fosse lido, para não cairmos em erros há muito avisados.

(Excertos do artigo de Ferreira Fernandes, DN)

Chegou O Outono !


Entre o amanhecer e entardecer 

de Outono

Nos ventos que sopram,

Nas folhas que caem...
O pensamento vagueia
Enquanto um leve sorriso 
Tenta ofuscar a saudade.
A noite calmamente se aproxima
A luz da lua, a luz das estrelas 
Com a negritude da noite
Entra numa profusão de cores. 
A brisa fria toca suavemente a pele
A esperança chega de mansinho
Para bailar com meus sonhos.
Noite adentro... O tempo todo muda
e há um tipo de esperança em cada hora.
Como plumas os pensamentos flutuam 
E me levam de encontro comigo mesmo.
Meu silêncio repousa pausadamente
Nas lembranças de um doce momento.


RB

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Notícias Soltas




Sem Surpresa ! ...

De: Vital Moreira
... Fica a saber-se que a poupança baixa para níveis de há 18 anos!

Os últimos dados do Banco de Portugal confirmam o disparo do crédito à habitação e ao consumo, enquanto prevalece uma redução do crédito às empresas.


Apesar do aumento do poder de compra trazido pela aceleração da retoma económica e pelo aumento de emprego, muitos portugueses voltaram a gastar mais do que ganham  mercê do recurso ao crédito, aproveitando os juros baixos e o novo ambiente de confiança económica. 

O aumento do endividamento dos particulares reduz a taxa de poupança (num país que tem uma enorme falta de capital) e faz aumentar as importações de bens de consumo agravando o défice da balança comercial de mercadorias.(continuar a ler)

Rota De Vinhos Do Alentejo. Mapa Interactivo

A Vinhos do Alentejo lançou um inovador mapa interactivo que permite aos internautas visitar todas as adegas da Rota dos Vinhos do Alentejo.
Com esta ferramenta os admiradores dos vinhos alentejanos podem explorar os locais onde se produz o melhor vinho do mundo (pelo menos para nós que não somos suspeitos), conhecer as casas produtoras e alguma história que está na base destas criações superiores.
O mapa, que pode ser visto aqui, permite aos admiradores definir a sua própria rota de férias, visitando os locais de referência onde o esperam simpatia e, claro, bom vinho.
Fonte:Tribuna. Alentejo.

Como Nos podemos Entender (...)

Como podemos nos entender (...), se nas palavras que digo coloco o sentido e o valor das coisas como se encontram dentro de mim; enquanto quem as escuta inevitavelmente as assume com o sentido e o valor que têm para si, do mundo que tem dentro de si?

Pirandello, L 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Notícias Soltas (act.)

Sinal Dos Tempos ...

O tédio tem certamente a ver com a frequência com que estas questões são apresentadas no chamado espaço público (a repetição, salvo para os maníacos, afasta a curiosidade) e com o desinteresse político que me sugerem. 

É verdade que ainda me surpreendo de vez em quando. Mas o sentimento mais recorrente, desde há algum tempo, é mesmo o tédio. Estou-me a referir aos furores legislativos em matérias que têm a ver com o que dantes se via como vida privada, nomeadamente com a sexualidade. Segundo li, os maiores de dezasseis anos poderão em breve escolher em Portugal qual o seu “género”, e em Espanha o Podemos reivindica naturalmente maior precocidade: os doze anos. E concebem-se penas pesadas para os pais que se oponham a tais decisões da sua prole.

No que diz respeito ao essencial, a complexidade da psique humana em matéria de sexualidade, Freud, há mais de um século, disse o que havia para dizer, e é muito curioso que, sinal dos tempos, o seu nome se veja arredado de qualquer discussão. Não é só ignorância: Freud, para quem se der ao trabalho de o ler, continua a inquietar. Para mais, e continuando no essencial, a vida dos outros é a vida dos outros e quanto menos nos metermos nela, pretendendo dirigi-la, melhor. 

Mas, é claro, a questão que hoje é discutida pouco se ocupa destas coisas. Mais uma vez sinal dos tempos, ela centra-se por inteiro na legislação. A legislação tomou todo o espaço do essencial e a complexidade da psique não é para aqui chamada. O inconsciente, para voltar a Freud, não existe no quadro legal. A única coisa que interessa é o modo como o Estado nos pode obrigar à liberdade concebida segundo as modas quadriculadas do dia.(...)

O conceito de “totalitarismo”, um conceito razoavelmente equívoco, como o são todos os conceitos de teoria política, implica não apenas, como, por exemplo, o de despotismo, um poder autoritário que suprime as opiniões políticas divergentes, mas a intromissão na vida concreta de cada um na sua esfera íntima. Em última análise, a indistinção da esfera pública e da esfera privada. Não se trata apenas de calar as opiniões divergentes (embora isso, é claro, também aconteça), mas sobretudo de afirmar a necessidade de, no nosso próprio coração, pensarmos como o Estado quer. E se isso é feito em nome da nossa própria liberdade, que maravilha que é.

Paulo Tunhas, 'Totalitarismo'

Nota: Este é só um dos 'sinais dos tempos' que estamos a viver. Muitos e muitos outros podemos constatar, que mostram o caminho para o declínio da civilização em que ainda vivemos.

Beber Café Ajuda A Diminuir O Risco De Desenvolver Diabetes Tipo 2

Nos últimos anos, pesquisadores constataram que beber café ajuda a diminuir o risco de desenvolver diabetes tipo 2.
Inicialmente os cientistas suspeitavam que a cafeína fosse responsável pelo efeito, mas estudos posteriores descartaram essa possibilidade, sugerindo que outras substâncias no café podem ter um papel mais importante.
O professor Fredrik Brustad Mellbye, da Universidade Aarhus (Dinamarca), queria mais detalhes, e saiu em busca de quais as substâncias exactamente actuam contra o diabetes.
A equipe descobriu que se trata de um composto chamado cafestol.

Nos novos testes, feitos em animais, o cafestol aumentou a absorção de glicose nas células musculares de forma tão eficaz quanto um medicamento antidiabético comumente prescrito para a condição.
Os investigadores concluíram que o consumo diário de cafestol pode atrasar o aparecimento do diabetes tipo 2, sendo um bom candidato para o desenvolvimento de medicamentos para tratar ou prevenir a doença.
O próximo passo será efectuar testes em seres humanos.
Para quem não quer esperar pelo comprimido, estudos anteriores sugerem que beber de três a quatro xícaras de café por dia reduz o risco de desenvolver diabetes tipo 2. (DS) 

Como Ser Livre ...

Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo - quando o homem se ergue a este píncaro, está livre, como em todos os píncaros, está só, como em todos os píncaros, está unido ao céu, a que nunca está unido, como em todos os píncaros. 

Fernando Pessoa

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Notícias Soltas (act.)

*MAI pede verificação das licenciaturas de todos os dirigentes e comandantes da Proteção Civil

*Comunicações. Preços sobem mais em Portugal do que na UE

*Ryanair esconde estar a braços com êxodo de pilotos para a concorrência

*Mosquito transmissor da dengue detetado no norte do país

*Referendo ilegal. Guardia Civil detém 14 dirigentes do governo catalão

*Sismo no México fez 225 mortos. Autoridades tentam resgatar crianças presas nos escombros de colégio

Esta É A Frase

Os governos é como as marés: vão e vêm. Nascem, estão, partem e vêm novas marés. Mas o embaraço, não. O embaraço constrangido que determinadas governações podem causar, fica. Um dia, daqui a muito ou pouco tempo – é irrelevante para o que me traz – a geringonça desconjunta-se-á, mas aquilo que nos constrangeu, envergonhou ou embaraçou, permanecerá, temo bem, impresso nas mentalidades e no ar do país. Não me refiro a medidas, prioridades ou escolhas que competem a quem governa, mesmo não tendo sido eleito para tal. Refiro-me a uma certa , como dizer?, cultura do modo como se está na política e do modo como ela se pratica. Um misto de leveza e manha, de “tudo nos é permitido” e vale tudo. Da manipulação encenada a partir do palco do poder para a plateia de patetas onde quem não é da geringonça, é suposto estar sentado.

Maria João Avillez, OBSR