quinta-feira, 25 de abril de 2019

Aclamações


Aclamações 
dentro do edifício inexpugnável 
aclamações 
por já termos chapéu para a solidão 
aclamações 
por sabermos estar vivos na geleira 
aclamações 
por ardermos mansinho junto ao mar 
aclamações 
porque cessou enfim o ruído da noite a secreta alegria por escadas 
de caracol 
aclamações 
porque uma coisa é certa: ninguém nos ouve 
aclamações 
porque outra é indubitável: não se ouve ninguém 

Mário Cesariny 

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*Precisa de renovar o cartão de cidadão? Nos Espaços do Cidadão bastam cinco minutos




Rui Ri "



Elegância É ...



"Elegância é a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado subtil de se deixar distinguir." 

Paul Valéry 

terça-feira, 23 de abril de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*Centeno vê sinais “encorajadores” para a economia no primeiro trimestre. Confia na subida do rating e na descida dos juros da dívida

Portugal Se Quiser Empatar, Estagnado, Já Perdeu

Portugal só ganhou quando se abriu ao exterior, na expansão e nas duas fases da integração europeia, nas décadas de 1960 e de 1980. Se quiser empatar, estagnado, já perdeu. (Joaquim Aguiar)


A FRASE...

"Se Portugal joga para o empate, perde."
 (Rui Tavares, Público, 19 de Abril de 2019)

A Análise de Joaquim Aguiar, J Negócios

Há quem esteja na política porque tem uma ideia para a sociedade que se candidata a dirigir. Mais importante do que perguntar-lhe qual é essa ideia, será perguntar-lhe por que modos pretende mobilizar recursos e vontades para responder aos problemas da sua época, porque será a sucessão de problemas e a alteração das condições que irão determinar a validade dessa ideia que tem para o país. Todo o mundo é feito de mudança, mas o que espanta é que não continue a mudar como mudava. Ter uma ideia em política só vale se tiver a capacidade para distinguir o possível do impossível perante a mudança das circunstâncias.

Há quem esteja na política porque tem interesses a defender, servindo-se das ideias para ocultar as suas intenções efectivas. Esses não reconhecem as mudanças nem estão dispostos a aceitá-las quando a realidade efectiva das coisas as tornam evidentes. Se perdem o contrato que celebraram com os seus protectores, não sabem se voltarão a encontrar quem os sustente. Reforçam a expressão das suas convicções até as tornarem dogmas, dividem em vez de mobilizarem, iludem em lugar de orientarem. Refugiam-se no distributivismo do interior para evitarem a competição com o exterior, promovem os monopólios do Estado para não se sujeitarem à comparação da eficiência e eficácia em mercado competitivo.

Uns jogam para ganhar, para promover a mudança ou para responder à mudança, e podem continuar mesmo quando perdem, porque não perdem sempre. Outros jogam para empatar, para continuar o que existe, e vão ser eliminados porque nunca ganham. Uns e outros vão ser confrontados com a mudança mais profunda desde a década de 1940, agora que chega ao fim a época da ordem mundial coordenada pelos Estados Unidos: uma sociedade dividida por confrontos polarizados não pode ser um centro hegemónico mundial. Entre Gorbachev e Trump, o mundo conhecido acabou. Portugal perdeu sempre que se refugiou no interior, distribuindo o ouro do Brasil e as transferências da Europa, expulsando os judeus. Portugal só ganhou quando se abriu ao exterior, na expansão e nas duas fases da integração europeia, nas décadas de 1960 e de 1980. Se quiser empatar, estagnado, já perdeu.

No Mundo, Só Comigo, Me Deixaram ...

No mundo, só comigo, me deixaram
        Os deuses que dispõem.
Não posso contra eles: o que deram
        Aceito sem mais nada.
    Assim o trigo baixa ao vento, e, quando
        O vento cessa, ergue-se.

              Ricardo Reis

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*Spreads da casa em queda. Mas qual o banco que acerta nas taxas mínimas?


Dia Da Terra: Hoje Sabemos Algo Muito Claro - Ou Mudamos Radicalmente ,Ou Podemos Sofrer Um Ponto De Não retorno

Feliz Dia da Terra 2019 Twitter
Segundo os dados da Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês), as emissões globais aumentaram cerca de 90% desde 1970. Cinco décadas inteiras de luta, protestos, petições, marchas, leis, relatórios, tratados e acordos, e os resultados estão bem à vista de todos. Em meio século, as emissões continuaram a empilhar-se umas atrás das outras, as grandes multinacionais continuaram a sentir-se à vontade para envenenar o planeta enquanto os governos do mundo olham discretamente para o lado.

Agora, o paradigma parece começar a sofrer alguns abalos. Lentamente, traça-se o caminho para descarbonizar e mudar o rumo da catástrofe ambiental. Mas estes são planos que deveriam ter sido feitos quando a semente plantada era ainda um pequeno rebento e a crise climática tinha ainda muita margem de manobra. Hoje, a semente lançada pelo primeiro Dia da Terra, há 50 anos, é já uma árvore corpulenta de respeitados movimentos ambientalistas. E sabemos algo de muito claro: ou mudamos radicalmente agora, ou sofreremos um ponto de não retorno daqui a 12 anos.

Fonte:Matilde Alvim, Público

Espelho E Alma ...

'Homem livre, tu sempre amarás o mar!
O mar é teu espelho,
tu contemplas tua alma...'

CB

sábado, 20 de abril de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*“Coletes amarelos” nas ruas de Paris. Mais de 120 pessoas foram detidas

Estabilidade: Uma Amêndoa Amarga

O governo entende que não há folga para que o investimento possa ser maior, mas tal é uma consequência do Estado não se ter reestruturado, mantendo uma despesa pública rígida e fazendo que a consolidação orçamental seja muito à custa da penalização do investimento e do aumento da carga fiscal – agora revista em alta face ao anterior Programa de Estabilidade – penalizando a competitividade da economia.

Paulo Nunes de Almeida, dinheiro vivo

Nas escolhas que fazemos temos de ser criteriosos. O governo entende que não há folga para que o investimento possa ser maior, mas tal é uma consequência do Estado não se ter reestruturado, mantendo uma despesa pública rígida e fazendo que a consolidação orçamental seja muito à custa da penalização do investimento e do aumento da carga fiscal – agora revista em alta face ao anterior Programa de Estabilidade – penalizando a competitividade da economia.

Quando colocamos metas de défice e dívida, que são desejáveis, mas simultaneamente temos despesa pública rígida, sobra muito pouco para políticas que verdadeiramente estimulem uma trajetória de crescimento sustentável.

Páscoa É ...


sexta-feira, 19 de abril de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde


  • O Inverno Demográfico Que Se Adivinha

    Precisamos urgentemente de ser um país atrativo para o capital estrangeiro para suavizar a catástrofe do Inverno demográfico que se avizinha.

    É comum os idosos começarem a precisar de cuidados mais permanentes a partir do 75-80 anos. Aqueles que hoje precisam desses cuidados tiveram, em média, 3-4 filhos. Isso permite uma divisão de responsabilidades equilibrada. Por outro lado, permite que a economia tenha uma população activa suficientemente elevada para criar a riqueza necessária para sustentar aqueles que não podem trabalhar. Apesar das tragédias humanas que se repetem pelo país, este não é um mau momento para ser idoso a precisar de cuidados.

    O pior virá quando a geração dos atuais cuidadores um dia tiver que ser cuidada. Ao contrário dos seus pais, eles já só tiveram 1-2 filhos. Quando for a vez desses filhos prestarem cuidados, muitos partilharão a responsabilidade com apenas mais um irmão ou podem mesmo não ter ninguém com quem a partilhar.

    O gráfico é elucidativo. A vermelho podem ver as pessoas que hoje potencialmente precisam de cuidados. A amarelo a faixa etária dos seus filhos, normalmente responsáveis diretos ou indiretos por esses cuidados. A área a amarelo, dos atuais cuidadores, é relativamente grande comparada com a área a vermelho. Ou seja, há muitos mais potenciais cuidadores do que pessoas a precisar de cuidados. Mas olhemos agora para a área a verde (os filhos dos atuais cuidadores). Essa área é substancialmente inferior à área a amarelo. Quando as pessoas na faixa etária dos que agora são cuidadores precisarem elas mesmas de cuidados, haverá muito menos cuidadores disponíveis do que há hoje.

    Excertos do artigo de Carlos Guimarâes Pinto, ECO

    Não Haverá Borboletas Se ...

    «Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses!»

    quinta-feira, 18 de abril de 2019

    Notícias Ao Fim Da Tarde



  • Jerónimo Martins dá 38 milhões em prémios aos trabalhadores
  • BCP devolve 100% dos cortes aos salários até 1.500 euros
  • Deve ponderar-se criar oleoduto para aeroporto, diz ANA
  • Galp e BCP pressionam bolsa antes do fim-de-semana da Páscoa
  • PSD rejeita peso da carga fiscal. Quer reformas estruturais
  • Transportes e turismo já reportam regresso à normalidade
  • «Costa fala em “intolerável aproveitamento político”
  • Taxistas lançam concorrente da Uber. Sem tarifas dinâmicas.
  • Rui Rio faz queixa do Expresso à ERC
  • ANA defende que petrolíferas devem ponderar criar oleoduto para aeroporto de Lisboa
  • Acidente na Madeira: o que já se sabe e o que falta saber
  • Duarte Lima pede para ser ele a entregar-se na prisão, longe dos holofotes mediáticos
  • A eurodeputada Maria João Rodrigues foi sancionada por assédio moral
  • Em direto: “É o fim da minha presidência”. Foi esta a frase de Trump quando soube que ia ser investigado. O que diz o relatório Mueller?
  • O Estado Falhou Aos Portugueses Uma Vez Mais

    Se ao Governo não se impõe que dirima o conflito de foro privado, exige-se que salvaguarde os mais elementares direitos dos portugueses e se empenhe no cumprimento do serviço público. Por omissão flagrante não o fez. Feriu o seu dever de antecipar os efeitos e de agir em conformidade, desprotegendo os portugueses. O Governo não tem o direito de se reclamar surpreendido pelos efeitos da greve, os portugueses sim. O Governo tem o dever – tal qual resulta da lei – de acionar planos de emergência para situações como esta e mobilizar todos os seus recursos para acautelar o fornecimento de combustível. Não o fez, os portugueses estão já a sofrer as consequências.

    Cristovão Norte, Ji  

     Caso o Governo se tivesse empenhado e agido, tomando as precauções adequadas e declarando aos portugueses que o impacto não seria severo, pois as medidas tomadas estariam de acordo com as necessidades básicas de consumo público, ou seja, que o interesse público estaria salvaguardado. Ora, desafortunadamente, tal não veio a suceder. É tragicamente incompreensível que o abastecimento das forças de segurança e de emergência dependa de um apelo público do Governo para que venha ser dada a estas instituições. O Estado falhou aos portugueses uma vez mais. Os portugueses não vão falhar aos bombeiros e às restantes forças de emergência e segurança.