Há momentos na política em que o país, cansado de sobressaltos, escolhe a opção que lhe garanta maior estabilidade quase por instinto. A eleição de António José Seguro para Belém é exatamente isso: um voto num Presidente que promete previsibilidade, moderação e um ambiente institucional desanuviado. ( Filipe Alves, DN)
Esse espaço é, aliás, uma oportunidade rara para Luís Montenegro. Depois de meses marcados por hesitações estratégicas, ruído interno e passos em falso, como ficou evidente na desarticulação perante os estragos causados pelo mau tempo, o primeiro-ministro tem agora a possibilidade de corrigir erros recentes e assegurar que o PSD continua a ser o partido charneira do sistema político português. (...)
Convém sublinhar que o PS parte para este novo ciclo com uma vantagem estrutural. No seu campo ideológico, os partidos à sua esquerda perderam a força que tinham até há poucos anos, o que abre espaço para um discurso socialista mais centrista e mais apelativo ao eleitorado flutuante do centro político.




