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sábado, 6 de junho de 2026

Boa Noite !


Que a noite te abrace com ternura e encha o seu coração de paz. 
Durma cercado de boas vibrações e carinho.
Amanhã será um novo dia, cheio de boas energias. 

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

 

Esta É A Frase (105)

A coerência de Passos, tal como a sua aura, só se sustenta a partir de fora do poder. Se estivesse na posição de Montenegro, ou abdicaria do liberalismo reformista ou abdicaria do poder.           (Mafalda Pratas, OBSR)

À primeira vista, são dois episódios sem qualquer ligação. De um lado, o Chega apresentou a sua proposta populista de reforma da Segurança Social, que corresponde a um aumento enorme de despesa com pensões, pago por um alegado “excedente” que os imigrantes geram na Segurança Social. Do outro, Pedro Passos Coelho, num lançamento de livro (como de costume) e sem nomear ninguém (como também já é hábito), chamou “prostituto sem carácter” ao político que imita o populista para o derrotar. Foram dois acontecimentos distintos, mas o problema é o mesmo. Existe uma maioria aritmética de direita no parlamento, mas é uma ilusão achar que existe qualquer maioria ideológica. A posição de Passos Coelho esconde um paradoxo fundamental.   

Seria fácil despachar isto como mera demagogia, mas seria também um erro de análise. A proposta é coerente com o eleitorado do Chega que, como tenho defendido, combina a procura de protecção social, de mais Estado (com mais despesa pública) e uma agenda dura em imigração e segurança. Com esta proposta, Ventura não está a trair os seus eleitores; está a representá-los. O problema nasce daqui: o eleitorado da AD e da IL quer precisamente o contrário do eleitorado do Chega em matéria económica. Não estamos perante uma divergência de grau entre duas alas da direita, mas sim perante uma divergência ideológica e sociológica profunda, entre eleitorados que querem coisas opostas. (Continuação)

O Que Se Encontra No Início? O Jardim Ou O Jardineiro?


“O que é que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? É o jardineiro. Havendo
um jardineiro, mais cedo ou mais tarde um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim
sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro?
Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins.
O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro.
O que faz um povo são os pensamentos daqueles que o compõem.”

(Rubem Alves)

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

Esta É A Frase (104)

Nos últimos dois anos, sinto que os acontecimentos me ultrapassam a cada momento. À cascata noticiosa gerada pela Administração Trump acrescem milhares de horas de podcasts, documentários e programas de opinião que, quando consumidos com dois ou três dias de atraso, parecem já reportar sobre temas do século passado. O ciclo noticioso deixou de ser uma vertigem para se tornar um caleidoscópio, a cada instante, uma nova configuração, uma nova urgência, um novo escândalo.        (Ricardo Carvalho ECO)

Do lado da ficção, a coisa não melhora. As centenas de episódios por ver de séries aclamadas pela crítica e pelos nossos amigos, e pelos nossos colegas, e pelo algoritmo provocam uma ansiedade surda, quase culpada, por nos atrevermos a dormir sete horas por noite. (...)

Desde 2023, a pandemia, o custo de vida, a discriminação, a geopolítica e a desinformação acumularam pressões que empurraram as sociedades desenvolvidas para uma polarização crescente. Essa polarização aprofundou-se num ressentimento difuso face ao sistema e 2026 é, segundo a Edelman, o ano da insularidade: uma retração para círculos fechados de confiança. O trajeto é claro e assustador: Polarização → Ressentimento → Insularidade.

Os números do estudo confirmam esta tendência com uma clareza desconfortável. (...)


Preconceitos

 
“Sabe-se muito bem que é dificílimo erradicar preconceitos dos corações 
cujos solos nunca foram revolvidos ou fertilizados pela educação: 
preconceitos crescem ali firmes como erva daninha entre pedras.”

(Charlotte Brontë)

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

Assim Acontece

Ao ver o mesmo José Luís Carneiro impresso num cartaz a pedir “confiança” aos portugueses hesita-se entre uma súbita amnésia de quem escolheu o fatal substantivo e uma atroadora impreparação política.        (Maria João Avillez, OBSR)

Na tempestade mais obsessiva do que perfeita que se tem abatido sobre o governo, ocorreu-me um exercício inocente: abra-se por momentos um entre parêntesis e ponha-se lá dentro Montenegro&governo&AD&CDS. A seguir esqueça-se a tropa de Ventura e o próprio ruidoso Ventura, mantenha-se na penumbra o amontoado de extremas esquerdas e depois olhe-se só, só, para José Luís Carneiro.

Não digo para o PS – em mais um dos “episódios” da sua novela de péssimos comportamentos mas recusando que “aquilo” seja com ele – porque era difícil saber de que PS se falaria, havendo mais do que um em curso. Atente-se só no líder actual, revejam-se estes seus embaraçantes meses de responsável-mor e a pergunta irrompe com verosimilhança: alguém o antecipa em S. Bento? A escolher, decidir, corrigir, mandar, desagradar, transmitir autoridade, exercê-la… governando?

As recentes (e aliás irrisórias) sondagens conhecidas são de borla: não haverá eleições tão cedo, até podem ser um entretenimento (se não forem uma mistificação).

É tempo de exigir valores e princípios e de acabar com esta ideia de confundir a liberdade e a tolerância com o facilitismo e a permissividade.            (Bruno Bobone,Greve OBSR)

Li nos últimos dias num jornal, alguém que dizia que temos de tomar cuidado para que a democracia não mate o sistema democrático.

E a primeira condição que referia era que a liberdade não deve ser considerada como ilimitada e que deve ser sempre travada quando põe em causa a liberdade dos outro

Para um político, aquilo que lhe parece essencial é garantir que satisfaz todas as pessoas com um facilitismo que não contraria e que, assim, não o condena nas suas atitudes.

Não policiar, não é dar liberdade, aceitar greves sem razão, que sempre se juntam a pontes e feriados e que prejudicam a vida diária dos cidadãos, também não é liberdade, permitir a destruição do património público por ocasião de espectáculos e manifestações também o não é.
É tempo de exigir valores e princípios e de acabar com esta ideia de confundir a liberdade e a tolerância com o facilitismo e a permissividade, que em vez de fazer crescer a sociedade a levam à sua destruição.

Não deixemos que a falsa democracia destrua o sistema democrático, pois isso será a nossa própria destruição.bilidade sobre o comportamento das pessoas, de ser capaz de dizer não aos comportamentos que são invasores da liberdade dos outros e que, a maioria dos políticos não está disponível para o fazer.

Dia De Hoje

 

Ó dia de hoje, ó dia de horas claras
Florindo nas ondas, cantando nas florestas,
No teu ar brilham transparentes festas
E o fantasma das maravilhas raras
Visita, uma por uma, as tuas horas
Em que há por vezes súbitas demoras
Plenas como as pausas dum verso.

Ó dia de hoje, ó dia de horas leves
Bailando na doçura
E na amargura
De serem perfeitas e de serem breves.

(Sophia de Mello Breyner Andresen)