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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

Assim Acontece


Internamente, os EUA transformam-se num “autoritarismo competitivo”. Externamente, Trump vai destruindo o multilateralismo e qualquer noção de cooperação global.
 
As consequências desta reviravolta autoritária nos EUA vão depender muito da capacidade de resistência de quem está disposto a opor-se-lhe.  (Amílcar Correia, Público)

Clima - Não estamos preparados

O nosso país revela a vulnerabilidade a eventos meteorológicos extremos como a depressão Kristin. A adaptação às alterações climáticas é uma guerra para a qual ainda não estamos preparados.

Na semana passada, Portugal acordou para a realidade que os estudos científicos e as conferências internacionais há muito antecipavam, e que várias outras partes do mundo já viveram.  

Há quase vinte anos, o economista Nicholas Stern advertiu, no seu relatório sobre a economia das alterações climáticas, que a inação em estabilizar o clima poderia provocar uma contração da economia global comparável à de uma guerra mundial. A comparação entre fenómenos climáticos e uma guerra faz crescentemente sentido, bem para além dessa comparação no papel.

(Fausto Brito e Abreu, Público)

Esta É A Frase (20)

O que falta não é tecnologia. Temos a tecnologia. O que falta é decisão política de aceitar a realidade incómoda: que sistemas centralizados de comunicações rígidos (como o SIRESP) não funcionam mais.(Manuel Peres Afonso, OBSR)

Enquanto as equipas de bombeiros, os paramédicos e a Proteção Civil tentavam coordenar o caos no terreno, havia um problema que ninguém podia ver mas todos sentiam: o SIRESP — o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal — falhou. Não numa única noite. Falhou durante dias, desde o pico da tempestade, com intermitências contínuas e críticas que obrigaram as equipas de resgate a recorrerem a métodos alternativos de comunicação. Rádio analógico. Telemóveis pessoais. Tudo menos o sistema que deveria ser a espinha dorsal de todas as operações de emergência em Portugal.

Lembrança


Chega uma época em que nos damos conta de que tudo o que fazemos 
se transformará em lembrança um dia. É a maturidade. 
Para alcançá-la, é preciso justamente já ter lembranças.

(Cesare Pavese)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (19)

A campanha presidencial sofre de um colapso político. Depois do debate entre Ventura e Seguro os portugueses sabem que o voto é entre a banalidade e o vazio.   (Carlos Marques de Almeida, ECO)

As banalidades de Seguro têm o equivalente político no vazio de Ventura. Seguro é um sussurro político para tranquilizar o sistema. Ventura é um megafone político para perturbar o sistema. Seguro não tem ideias porque em Portugal as ideias são um obstáculo ao normal funcionamento da democracia. Ventura sem megafone revela o vazio de ideias que se alimenta da crítica às banalidades de Seguro. 

Desta observação fica a conclusão política sobre as presidenciais – Seguro é moderado porque só pode ser moderado para existir politicamente; Ventura é radical porque só pode ser radical para existir politicamente. Seguro não pretende ir a lado nenhum. Ventura segue o impulso de uma aventura política. O paradoxo das presidenciais é que os candidatos são mais forma do que conteúdo político. (...)

A campanha presidencial está reduzida a votómetros, radares de sondagens e pensamento mágico. A campanha presidencial é o hate-bombing contra love-bombing, mais o controlo e o descontrolo, mais a doutrinação sem doutrina, mais os segredos privados e as públicas virtudes, mais todo um elenco de sentimentos sem culpa. Com a esquerda anulada, a direita clássica está ausente, a direita populista está em roda livre e a grande família das direitas não percebe o seu papel na nova configuração do Regime. A grande família das direitas esconde-se no apoio a Seguro.

O próximo Presidente da República será escolhido pela filiação a uma imagem política e não pela adesão a um programa político.   (texto na íntegra)