(Eduardo Moniz, OBSR)
Há debates em saúde que parecem técnicos até ao momento em que se traduzem na vida das pessoas. Falar de convenções, tabelas, referenciação ou digitalização pode parecer distante. Mas é aí que começa a diferença entre conseguir um exame ou um tratamento em tempo útil, ou ficar preso a um circuito que não responde quando a resposta é necessária.Quando a liberdade de escolha existe no discurso, mas desaparece nos circuitos de prescrição, referenciação, marcação e realização dos atos de saúde. A liberdade de escolha não pode ser uma expressão decorativa.
Portugal precisa de um sistema de saúde integrado, plural e centrado no cidadão. Um sistema que não desperdice capacidade instalada, não confunda planeamento com centralização e não transforme a liberdade de escolha numa promessa vazia. O acesso não se decreta, constrói-se. E não se improvisa quando os utentes esperam.









