Um país que já conquistou oceanos… mas ainda hesita em conquistar a si próprio .Portugal é um país estranho.Um país que ensinou o mundo a navegar quando o mundo ainda tinha medo do mar.Um país que, durante séculos, viveu da coragem.E, no entanto, quando olhamos para dentro da sociedade portuguesa contemporânea, encontramos um paradoxo curioso: Portugal é hoje um país profundamente marcado pelo medo. (José Borralho CNN)
Não um medo dramático, visível, explosivo. Não o medo que se vê nas ruas ou que se declara em voz alta. É um medo mais subtil, mais cultural, mais silencioso. Um medo que não se grita, vive-se.
Sente-se nas decisões adiadas. Nos sonhos que nunca chegam a ser tentados. Nas ideias que ficam guardadas nas gavetas. Nas conversas onde alguém diz “um dia gostava de…” e imediatamente a seguir acrescenta “mas isso não é para mim”.O medo de falhar cria vidas seguras. Mas também cria vidas pequenas.
Existe ainda outro medo profundamente enraizado na cultura portuguesa: o medo do julgamento.
Muitas decisões importantes da vida são tomadas com uma pergunta silenciosa na cabeça: “O que é que os outros vão pensar?”
Outro medo profundamente presente na sociedade portuguesa é o medo da instabilidade.
As últimas décadas deixaram marcas profundas na memória coletiva do país: crises económicas, austeridade, desemprego elevado, salários estagnados e uma permanente sensação de fragilidade económica.
Outro medo profundamente presente na sociedade portuguesa é o medo da instabilidade.
As últimas décadas deixaram marcas profundas na memória coletiva do país: crises económicas, austeridade, desemprego elevado, salários estagnados e uma permanente sensação de fragilidade económica.







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