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domingo, 21 de junho de 2026
Notícias Ao Fim Da Tarde
A Falta De Fiabilidade Política
Que André Ventura não é confiável não é propriamente uma descoberta científica. No Contra-Corrente de 19 de junho afirmei-o sem qualquer hesitação. Ainda assim, quando me perguntaram se o Chega votaria com o PSD na lei laboral, dei o benefício da dúvida, acreditando que Ventura escolheria a coerência. Enganei-me.
O primeiro problema é a sua falta de fiabilidade política. Ventura apresenta-se como um homem de convicções inabaláveis, mas as suas posições mudam frequentemente ao sabor da conveniência do momento. Hoje apoia uma medida, amanhã rejeita-a e, se necessário, depois de amanhã explicará que sempre defendeu a posição oposta.
Ventura fala de coragem política desde que não tenha de suportar os custos que essa coragem implica e defende reformas desde que não seja necessário enfrentar a impopularidade das mesmas. O resultado é um padrão recorrente: a retórica promete firmeza, mas a prática revela hesitação e oportunismo.
Isso seria já suficientemente problemático para quem aspira a exercer funções governativas. Mas existeum segundo ponto, ainda mais relevante. Apesar de se apresentar como o grande inimigo do sistema, Ventura comporta-se frequentemente como defensor daquilo que mais crítica:
O líder do Chega já demonstrou repetidamente duas características essenciais: a dificuldade em honrar compromissos políticos estáveis e a tendência para agir como um barão conservador de esquerda sempre que é chamado a escolher entre a popularidade imediata e a coerência reformista. (Vicente Ferreira da Silva, OBSR) (texto na íntegra)
O primeiro problema é a sua falta de fiabilidade política. Ventura apresenta-se como um homem de convicções inabaláveis, mas as suas posições mudam frequentemente ao sabor da conveniência do momento. Hoje apoia uma medida, amanhã rejeita-a e, se necessário, depois de amanhã explicará que sempre defendeu a posição oposta.
Ventura fala de coragem política desde que não tenha de suportar os custos que essa coragem implica e defende reformas desde que não seja necessário enfrentar a impopularidade das mesmas. O resultado é um padrão recorrente: a retórica promete firmeza, mas a prática revela hesitação e oportunismo.
Isso seria já suficientemente problemático para quem aspira a exercer funções governativas. Mas existeum segundo ponto, ainda mais relevante. Apesar de se apresentar como o grande inimigo do sistema, Ventura comporta-se frequentemente como defensor daquilo que mais crítica:
O líder do Chega já demonstrou repetidamente duas características essenciais: a dificuldade em honrar compromissos políticos estáveis e a tendência para agir como um barão conservador de esquerda sempre que é chamado a escolher entre a popularidade imediata e a coerência reformista. (Vicente Ferreira da Silva, OBSR) (texto na íntegra)
Entre O Luar E A Paisagem
Entre o luar e a folhagem,
Entre o sossego e o arvoredo,
Entre o ser noite e haver aragem
Passa um segredo.
Segue-o minha alma na passagem.
Tênue lembrança ou saudade,
Princípio ou fim do que não foi,
Não tem lugar, não tem verdade,
Atrai e doi.
Segue-o meu ser em liberdade.
Vazio encanto ébrio de si,
Tristeza ou alegria o traz?
O que sou dele a quem sorri?
Não é nem faz,
Só de segui-lo me perdi.
(Fernando Pessoa)
sábado, 20 de junho de 2026
Notícias Ao Fim Da Tarde
- O Irão volta a fechar o Estreito de Ormuz
- República Dominicana. Incêndio em resort mata uma mulher
- Valpaços. O plano da madrasta para matar enteada de 8 anos
- Valpaços. Prisão preventiva para madrasta suspeita de matar
- Governo deve denunciar obstáculos e "cascas de banana"
- Diogo Dalot garante que seleção portuguesa está "blindada, forte e unida"
- IA. Energia verde e conectividade de Portugal e Espanha são chave para fechar o "buraco" de 480 mil milhões na produtividade europeia
- Mulher de primeiro-ministro espanhol vai a julgamento por corrupção e outros crimes
- Carneiro considera “ridículas" insinuações sobre coligação com o Chega
- Pacote laboral. Palma Ramalho promete que voltará a fazer "esta e outras reformas por Portugal"
- O novo mapa do poder económico global
- José Luís Carneiro considera "ridículas" insinuações sobre coligação com o Chega
- IL aconselha Governo a perceber que Chega "não é um parceiro reformista"
- O que muda nos direitos dos passageiros aéreos?
- Isabella: a história de uma família italiana à mesa
- Angola vai vender em leilão online 35 diamantes com 10,80 quilates
- Congresso do PSD: Montenegro promete reformismo e foco no país sem intrigas ou politiquices
- Montenegro: crise política é dissertação sem correspondência com a realidade
- SNPVAC: chumbo da lei laboral é "vitória dos trabalhadores" e derrota para a ministra
- Nobel da Economia defende imposto sobre os mais ricos e taxa sobre a água usada com IACIP vai voltar à carga com reforma laboral
- Barcelos e a SAK Project têm o mundo a seus pés
- Ministra do Trabalho acredita que Governo vai insistir na reforma laboral
- Chefe da diplomacia iranianiana e vice-presidente dos EUA vão negociar na Suíça
- Brasil quer criar “cluster conjunto” da economia azul com Portugal
- Mulheres duplicaram nas TIC, mas proporção de diplomadas é a mais baixa em 20 anos
- Coimbra avança para a formação de executivos
- “Se bem o conheço, lá iremos outra vez fazer esta reforma”
- Chega “não é um parceiro reformista”, diz IL
- Chega justifica chumbo com “erros” do pacote laboral
- O chumbo do pacote laboral foi celebrado como uma vitória dos trabalhadores. É o contrário, e nunca foi tão perigoso como agora, com a IA e a robótica apenas a começar a mudar tudo.
- EUA dizem que 55 navios atravessaram hoje estreito de Ormuz
- “Se bem o conheço, lá iremos outra vez fazer esta reforma”
- MNE iraniano e vice-presidente dos EUA vão para a Suíça
- Avião ou tubarão? ‘Barbatanas’ poupam combustível aos aviões
- ECO Quiz. A reforma da legislação laboral foi aprovada?A Apple anunciou que os preços do iPhone vão subir, mas há uma decisão que pode mudar isso
- Mega-tsunami no Alasca: a ciência recriou a onda gigante vista de um jet ski
- Este restaurante é tão bom que há pessoas proibidas por lei de irem lá comer
- Combustíveis mais baratos para a semana. Gasóleo desce o dobro da gasolina
- Mais de mil milhões de barris de petróleo desapareceram durante o bloqueio no Estreito de Ormuz
- Pré-adolescentes nas redes sociais: os especialistas afirmam que isso pode levar ao consumo precoce de substâncias
- Vários milhões depois, há algas, tinta solta e Trump fala em "problemas reais com vandalismo": como vai a polémica obra no espelho de água de Lincoln
- Mega-tsunami no Alasca: a ciência recriou a onda gigante vista de um jet ski
- Continua o bate-boca entre Trump e Meloni. "A Itália continua a ser uma nação soberana", avisa a primeira-ministraIsrael mata mais de 20 pessoas em novos ataques ao Líbano um dia depois de novo acordo de cessar-fogo
- Irão avisa EUA: "Não assinámos um acordo para que não seja cumprido"
- "Se este memorando assenta na ideia de que Israel seguirá os EUA, temos a receita para grandes fragilidades na negociação de paz"
- Continua o bate-boca entre Trump e Meloni. "A Itália continua a ser uma nação soberana", avisa a primeira-ministra
- Vários milhões depois, há algas, tinta solta e Trump fala em "problemas reais com vandalismo": como vai a polémica obra no espelho de água de Lincoln
- Pânico no resort: incêndio em hotel de luxo mata turista e obriga centenas de pessoas a fugir As imagens impressionantes do momento em que incêndio consome resort na República Dominicana
- Espionagem dos EUA conclui: Israel vai continuar a atacar o Líbano
- China soma vitórias na guerra do Irão. Como Ormuz pode transformar-se na crise do Suez para os EUA
- Por dentro da corrida frenética de Trump para assinar um acordo com o Irão
- Ameaça de Vance é o mais recente sinal de que os EUA podem estar a romper com Israel
- EUA preparam-se para cortar financiamento para os programas de combate ao VIH na África Sul
- Mulher de Pedro Sánchez vai a julgamento. Juiz retira passaporte a Begoña Gómez e proíbe-a de sair de Espanha
- Procuradoria Europeia vê indícios de crime em novo contrato a envolver amigo da mulher de Sánchez
- "Afastados da realidade": ataques da Ucrânia estão a esgotar a paciência até àqueles que sempre estiveram ao lado de Putin
- Macron e Merz juntam-se contra Costa após contactos com o Kremlin que estão a dividir a União Europeia
- Ucrânia diz que Putin cometeu um "erro histórico" com a invasão;
- Kremlin promete novos bombardeamentosComo o fim da guerra no Irão pode ser a ajuda que faltava à Ucrânia
- Defesa Civil do Brasil foi alvo de “provável ciberataque”
- Temperaturas podem chegar aos 42 graus. Há três distritos sob aviso laranja
- Irão volta a fechar estreito de Ormuz em resposta a ataques israelitas no sul do Líbano
Um Dos Grandes Problemas De Uma Guerra, É Ser Difícil Saber Como Irá Acabar.
Este compromisso acolhe uma série de pretensões iranianas, reduz os meios de pressão dos EUA, e deixa cair praticamente todos os principais objetivos declarados por Trump (Bruno Cardoso Reis, OBSR)
Um dos grandes problemas de uma guerra, no entanto, é ser muito difícil saber como irá acabar. O inimigo tem um voto que torna a sua evolução, custo e desfecho difíceis de prever. Trump cometeu em relação ao inimigo iraniano um erro frequente e sempre muito custoso – subestimar o inimigo e a sua vontade de continuar a combater. Este acordo de cessar-fogo reflete esse erro. O mínimo que podemos fazer é tentar aprender alguma coisa com o sucedido.
Teremos de lidar com o uso crescente da inteligência artificial. Isso cria grandes oportunidades, mas também cria grandes problemas, inclusive éticos. Um dos mais importantes para a Estamos cada vez mais numa Guerra Fria tecnológica e em torno de outros recursos estratégicos entre os EUA e a China, em que a Europa está a ficar para trás, marginalizada. A Europa corre o risco, se ficar a regular sem inovar, de acabar por não ter o que regular. Precisamos de mudar de paradigma, não nas palavras, mas nas ações. (...)
Trump sempre achou que podia acabar com uma guerra com a facilidade com que fecha acordos imobiliários à custa da força da sua marca personalizada. (...)
O resultado é que este compromisso acolhe uma série de pretensões iranianas, reduz os meios de pressão dos EUA, e deixa cair praticamente todos os principais objetivos declarados por Trump: mudança de regime, fim do programa de mísseis, fim do apoio a grupos armados pela região, fim do programa de enriquecimento nuclear. De todos estes pontos apenas o nuclear é mencionado, mas em termos de um compromisso de continuar a negociar. E o Irão sempre disse que não queria ter armas nucleares. (...)
Teremos de lidar com o uso crescente da inteligência artificial. Isso cria grandes oportunidades, mas também cria grandes problemas, inclusive éticos. Um dos mais importantes para a Estamos cada vez mais numa Guerra Fria tecnológica e em torno de outros recursos estratégicos entre os EUA e a China, em que a Europa está a ficar para trás, marginalizada. A Europa corre o risco, se ficar a regular sem inovar, de acabar por não ter o que regular. Precisamos de mudar de paradigma, não nas palavras, mas nas ações. (...)
Trump sempre achou que podia acabar com uma guerra com a facilidade com que fecha acordos imobiliários à custa da força da sua marca personalizada. (...)
O resultado é que este compromisso acolhe uma série de pretensões iranianas, reduz os meios de pressão dos EUA, e deixa cair praticamente todos os principais objetivos declarados por Trump: mudança de regime, fim do programa de mísseis, fim do apoio a grupos armados pela região, fim do programa de enriquecimento nuclear. De todos estes pontos apenas o nuclear é mencionado, mas em termos de um compromisso de continuar a negociar. E o Irão sempre disse que não queria ter armas nucleares. (...)
Os EUA viram a sua credibilidade como aliado e o seu papel de máximo garante da ordem global mais uma vez minados pela Administração Trump. A Trump isso não importa, só lhe interessa o seu protagonismo, os seus ganhos económicos e políticos pessoais, mas os verdadeiros amigos dos EUA sabem que isto é um grande problema, e não apenas para os norte-americanos.
Quem Tem Poucos Amigos Costuma Ter Estes 5 Traços Psicológicos Comuns
Quem tem poucos amigos costuma ter estes 5 traços psicológicos — o 4º surpreende especialistas até hoje Muita gente ainda associa vida social reduzida a timidez extrema, dificuldade de convivência ou até “problema de personalidade”. Só que a psicologia costuma olhar para isso de um jeito bem menos raso.
Em vários casos, ter poucos amigos está ligado a traços emocionais e comportamentais específicos, que fazem a pessoa ser mais criteriosa ao escolher com quem se relaciona.
Isso acontece porque nem todo mundo sente necessidade de circular entre muitos grupos, manter contato frequente ou sustentar vínculos por conveniência.
Há perfis que funcionam melhor em relações mais consistentes, com espaço para confiança, intimidade emocional e troca real. A seguir, estão cinco características que aparecem com frequência em pessoas que têm poucos ou nenhum amigo.
1. Elas percebem com rapidez quando uma relação não é genuína
Quem convive com um círculo muito pequeno costuma ter um radar social mais apurado para incoerências, disputas veladas, falsidade e aproximações por interesse.
São pessoas que tendem a notar mudanças de tom, ironias mal disfarçadas, comentários atravessados e atitudes que muita gente releva para evitar conflito.
Por causa disso, acabam se afastando com facilidade de ambientes em que tudo gira em torno de aparência, conveniência ou jogos de influência.
Em vez de insistirem em interações que causam desgaste, preferem se preservar. De fora, isso pode parecer frieza; na prática, costuma ser um limite bem claro sobre o que aceitam viver.
Em vários casos, ter poucos amigos está ligado a traços emocionais e comportamentais específicos, que fazem a pessoa ser mais criteriosa ao escolher com quem se relaciona.
Isso acontece porque nem todo mundo sente necessidade de circular entre muitos grupos, manter contato frequente ou sustentar vínculos por conveniência.
Há perfis que funcionam melhor em relações mais consistentes, com espaço para confiança, intimidade emocional e troca real. A seguir, estão cinco características que aparecem com frequência em pessoas que têm poucos ou nenhum amigo.
1. Elas percebem com rapidez quando uma relação não é genuína
Quem convive com um círculo muito pequeno costuma ter um radar social mais apurado para incoerências, disputas veladas, falsidade e aproximações por interesse.
São pessoas que tendem a notar mudanças de tom, ironias mal disfarçadas, comentários atravessados e atitudes que muita gente releva para evitar conflito.
Por causa disso, acabam se afastando com facilidade de ambientes em que tudo gira em torno de aparência, conveniência ou jogos de influência.
Em vez de insistirem em interações que causam desgaste, preferem se preservar. De fora, isso pode parecer frieza; na prática, costuma ser um limite bem claro sobre o que aceitam viver.
2. Elas não se satisfazem com conversa automática
Outra característica comum é o pouco interesse por relações mantidas só por hábito social. Pessoas com poucos amigos costumam se envolver mais quando existe profundidade na troca: conversa com conteúdo, escuta verdadeira, afinidade de valores e abertura para falar do que realmente importa.
Esse perfil raramente se anima com interações muito protocolares, superficiais ou baseadas apenas em repetição de rotina.
Não significa arrogância nem desinteresse pelos outros. Significa que a pessoa precisa sentir algum sentido naquela conexão. Quando isso não acontece, ela tende a não forçar intimidade.
Outra característica comum é o pouco interesse por relações mantidas só por hábito social. Pessoas com poucos amigos costumam se envolver mais quando existe profundidade na troca: conversa com conteúdo, escuta verdadeira, afinidade de valores e abertura para falar do que realmente importa.
Esse perfil raramente se anima com interações muito protocolares, superficiais ou baseadas apenas em repetição de rotina.
Não significa arrogância nem desinteresse pelos outros. Significa que a pessoa precisa sentir algum sentido naquela conexão. Quando isso não acontece, ela tende a não forçar intimidade.
3. O convívio social pode cansar mais do que o normal
Há também um fator importante ligado ao modo como certas pessoas processam estímulos.
Ambientes cheios, conversas paralelas, demandas emocionais e leitura constante do comportamento alheio podem gerar um nível de sobrecarga maior em alguns perfis.
Nesses casos, sair, interagir e sustentar muitas trocas no mesmo dia exige energia mental de verdade. Depois, vem a necessidade de se recolher, ficar em silêncio, organizar pensamentos e recuperar o equilíbrio.
Isso não quer dizer antipatia, rejeição ou falta de habilidade social. É, muitas vezes, uma forma diferente de funcionamento psíquico.
4. Elas costumam depender menos de validação externa
Pessoas com poucos amigos frequentemente desenvolveram uma autonomia emocional mais forte.
Conseguem tomar decisões sozinhas, ocupar o próprio tempo, refletir sem precisar de plateia e lidar com longos períodos de solitude sem transformar isso em sofrimento automático.
Essa independência costuma ser mal interpretada, porque vivemos numa cultura que valoriza presença constante, popularidade e disponibilidade social.
Só que nem todo mundo precisa desse retorno o tempo inteiro para se sentir bem. Em muitos casos, a pessoa até gosta de estar com alguém, mas não sente urgência em preencher todo vazio com companhia.
Há também um fator importante ligado ao modo como certas pessoas processam estímulos.
Ambientes cheios, conversas paralelas, demandas emocionais e leitura constante do comportamento alheio podem gerar um nível de sobrecarga maior em alguns perfis.
Nesses casos, sair, interagir e sustentar muitas trocas no mesmo dia exige energia mental de verdade. Depois, vem a necessidade de se recolher, ficar em silêncio, organizar pensamentos e recuperar o equilíbrio.
Isso não quer dizer antipatia, rejeição ou falta de habilidade social. É, muitas vezes, uma forma diferente de funcionamento psíquico.
4. Elas costumam depender menos de validação externa
Pessoas com poucos amigos frequentemente desenvolveram uma autonomia emocional mais forte.
Conseguem tomar decisões sozinhas, ocupar o próprio tempo, refletir sem precisar de plateia e lidar com longos períodos de solitude sem transformar isso em sofrimento automático.
Essa independência costuma ser mal interpretada, porque vivemos numa cultura que valoriza presença constante, popularidade e disponibilidade social.
Só que nem todo mundo precisa desse retorno o tempo inteiro para se sentir bem. Em muitos casos, a pessoa até gosta de estar com alguém, mas não sente urgência em preencher todo vazio com companhia.
5. Elas demoram mais para confiar por causa do que já viveram
Experiências passadas também pesam bastante. Decepções com amizades, exclusão, traições, exposição indevida, críticas recorrentes ou relações desequilibradas podem deixar a pessoa mais observadora antes de permitir proximidade.
Com o tempo, ela aprende a olhar menos para discurso e mais para consistência: como o outro age, como reage em momentos difíceis, se respeita limites, se sabe guardar confiança.
Esse cuidado extra pode reduzir o número de amigos, mas costuma funcionar como proteção emocional. Em vez de abrir espaço rapidamente, a pessoa filtra mais — e isso muda todo o tamanho do círculo social.
Ter poucos amigos, portanto, não aponta necessariamente para solidão, inadequação ou tristeza. Em muitos casos, revela seletividade, sensibilidade, autocontrole e uma busca mais rigorosa por relações que valham a pena de verdade.
Experiências passadas também pesam bastante. Decepções com amizades, exclusão, traições, exposição indevida, críticas recorrentes ou relações desequilibradas podem deixar a pessoa mais observadora antes de permitir proximidade.
Com o tempo, ela aprende a olhar menos para discurso e mais para consistência: como o outro age, como reage em momentos difíceis, se respeita limites, se sabe guardar confiança.
Esse cuidado extra pode reduzir o número de amigos, mas costuma funcionar como proteção emocional. Em vez de abrir espaço rapidamente, a pessoa filtra mais — e isso muda todo o tamanho do círculo social.
Ter poucos amigos, portanto, não aponta necessariamente para solidão, inadequação ou tristeza. Em muitos casos, revela seletividade, sensibilidade, autocontrole e uma busca mais rigorosa por relações que valham a pena de verdade.
sexta-feira, 19 de junho de 2026
Notícias Ao Fim Da Tarde
- Médicos de família do privado. Convenções não avançaram
- PSP quer foco no agressor na violência doméstica
- 11 artistas contestam cortes no Subsídio de Mérito Cultural
- Trump quer deixar expirar prazo de negociações com Irão
- Mais de 20 portugueses pediram asilo no Reino Unido em 2025
- PRR ultrapassa 13.000 milhões pagos a beneficiários
- Governo apoia projeto PITCH a fundos europeus
- ÉbPortuguês. EduQA nega falta de equidade, mas pede melhorias
- Normalização de Ormuz demora, mas já há impacto nos preços
- ola na RD
- Congo acelera com 896 casos e 232 mortos
- Montenegro reage ao chumbo da reforma laboral: "Jamais tomarei qualquer medida que possa prejudicar o pagamento futuro de pensões"
- Primeiro-ministro lamenta ter sabido de planos de ataque à sua casa pelas notícias
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- Doenças neurológicos ou mentais já custam 4,7 mil milhões de euros ao ano. Mais de metade dos portugueses serão afetados
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- Paragrafino Pescada apresenta o de Best of Belron como alternativa à bola Petróleo estabiliza após negociações canceladas
- PSD propôs ao Chega comissão sobre Segurança Social e rejeita que ministra se deva demitir
- BE pede demissão da ministra do Trabalho após rejeição da reforma laboral
- Ex-presidente da EBA pede clareza quanto aos requisitos de capital dos bancos
- Montenegro diz que havia "todas as condições para aprovar" propostas do Governo, Chega e IL
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- Israel e Hezbollah suspendem ataques após Irão interromper negociações com EUA
- A British Steel precisa de transformação, não de um resgateO Brasil espera acabar agora com uma seca de 24 anos - e a pressão nunca foi maior
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- Movimento neonazi reuniu informações e planeou atentado contra Montenegro com "granada disparada por uma janela"
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- ex-governante de Trump afirma que acordo é "extremamente útil" para o Irão"Luís
- Esta era "a grande reforma" do Governo
- Voto do Chega contra reforma laboral "não é só uma mudança de opinião": "Isto é trair um parceiro"
- Hospital investiga "prisão" de funcionária com fita-cola: diretor de recursos humanos suspenso de funções
Esta É A Frase (114)
A reflexão da ex-ministra oferece mais do que uma justificação honesta, por isso rara, para o seu fracasso no cargo. É uma análise sobre a exigência inerente a estes cargos públicos expostos, muitas vezes ignorada pela maioria – incluindo quem faz as nomeações e as aceita. (Bruno Faria Lopes, J Negócios)Tivemos há dias um momento raro na política portuguesa. Maria Lúcia Amaral, que se demitiu de Ministra da Administração Interna depois das tempestades de fevereiro, falou com honestidade sobre a sua saída. Não é a admissão de que não tinha “autoridade” para continuar que merece mais atenção. Essa é a constatação de uma evidência, apesar de não ser comum admiti-lo nestes termos – fugindo à tentação de culpar terceiros – e de o próprio primeiro-ministro lhe ter pedido, por razões táticas, que continuasse mais uns tempos no lugar. O interesse das afirmações está mais nas razões invocadas para a perda da autoridade – e nas diferenças, aprendidas a custo, entre pensar a política pública e governar.
Momento
Enquanto eu fiquei alegre,
permaneceram um bule azul com um descascado no bico,
uma garrafa de pimenta pelo meio,
um latido e um céu limpidíssimo
com recém-feitas estrelas.
Resistiram nos seu lugares, em seus ofícios,
constituindo o mundo pra mim, anteparo
para o que foi um acometimento:
súbito é bom ter um corpo pra rir
e sacudir a cabeça. A vida é mais tempo
alegre do que triste. Melhor é ser.
(Adélia Prado)
O poema acima trata da transitoriedade do tempo, do correr da vida e de como se deve escolher leva-la.
Para ilustrar as várias fases da existência, o eu-lírico faz uso de imagens simbólicas como o bule azul descascado e a garrafa de pimenta pelo meio. As duas imagens sublinham o processo de desgaste e uso inerente à vida.
Alinhado com os objetos estão signos aleatórios como o latido de um cão e um céu limpo, itens que ocupam espaço no nosso cotidiano repetitivo.
Após essa justaposição de matérias e afetos, o eu-lírico conclui o poema de uma maneira positiva e com um tom otimista, destacando o corpo que ri e a alegria que vence a tristeza.
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Notícias Ao Fim Da Tarde
- Gabinete de Guerra: "Acordo é uma derrota clara para os Estados Unidos"
- Bolha na IA? "Não estamos lá, mas estamos mais perto disso"
- O prodígio escolar que Marrocos "roubou" a França
- "Há portugueses com perfil" para mediar paz na Ucrânia
- Vale de Judeus. Inibidores de sinal estão a ser instalados
- Suspeitos de maus-tratos a idosos em prisão preventiva
- MAI poderá tomar "decisões drásticas" devido às altas temperaturas esperadas para os próximos dias
- Governo admite aumentar período de residência exigido a imigrantes para acesso a PSU
- Hegseth crítica aliados da NATO e ameaça Teerão com o regresso da ação militar e do bloqueio naval caso acordo não seja cumprido
- Criança de 8 anos encontrada morta em Valpaços após alerta de desaparecimento. Madrasta detida
- Bolsas europeias terminam divididas pressionadas pelas petrolíferas
- Qatar Airways reativa rota para Lisboa com sete voos semanais
- Ano de 2025 terá sido o último em que CGD teve lucros acima da Revolut, diz Paulo Macedo
- Montenegro reitera “disponibilidade absoluta” do Governo para negociar pacote laboral
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