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sexta-feira, 27 de março de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (56)

 Não lembra ao diabo que o líder do PS visite uma ditadura alvo de duras sanções económicas da União Europeia, com centenas de presos políticos e que é um dos países mais corruptos do mundo.       (Luís Rosa, OBSR)

Resumindo e concluindo: José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, decidiu fazer uma visita oficial de quatro dias acompanhado de Eurico Brilhantes Dias, líder parlamentar do PS, a uma ditadura que é, ao mesmo tempo, um dos países mais corruptos do mundo e que é alvo de fortes sanções económicas da União Europeia desde 2017 por não respeitar o Estado de Direito e manipular eleições.

Pior: o líder de um dos principais partidos democráticos portugueses resolveu pedir uma audiência a uma ditadora chamada Delcy Rodriguez que é um dos políticos venezuelanos contra quem a UE tomou as “as medidas necessárias para impedir a entrada no seu território ou o trânsito pelo mesmo” por ser uma das “pessoas singulares responsáveis por violações graves dos direitos humanos ou pela repressão da sociedade civil e da oposição democrática na Venezuela” e por promover ”
ações, políticas ou atividades” que comprometem “a democracia ou o Estado de direito na Venezuela”.

Pior ainda: Carneiro anunciou o encontro com pompa e circunstância com a substituta de Nicolás Maduro mas a reunião não se verificou porque Delcy teve coisas mais importantes para fazer e deixou o secretário-geral do PS à espera… 

Leve, Leve, Muito Leve


Leve, leve, muito leve,
Um vento muito leve passa,
E vai-se, sempre muito leve.
E eu não sei o que penso
Nem procuro sabê-lo.

(Alberto Caeiro)

quinta-feira, 26 de março de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (55)

 A desinformação não visa apenas convencer. Visa corroer esse consenso mínimo. Visa criar uma sensação permanente de incerteza. Visa instalar a ideia de que tudo é relativo, que tudo é manipulável, que nada é confiável. E quando nada é confiável, as instituições deixam de ser legítimas aos olhos de uma parte da população. É aqui que a desinformação se cruza com a guerra híbrida.

Discutir desinformação é discutir poder, mas é também discutir verdade, e é discutir Escolhas .(...) A desinformação não é apenas um problema técnico, não é apenas um problema comunicacional, é um problema estrutural para qualquer regime que assente na liberdade.

Hoje, uma narrativa falsa pode ser criada num continente, amplificada noutro e internalizada num terceiro, em poucas horas. Pode ser segmentada por perfis psicológicos. Pode ser reforçada por redes automatizadas. Pode ser replicada por inteligência artificial com um grau de realismo que há poucos anos seria impensável.

Mas há uma transformação ainda mais profunda: já não vivemos apenas num ambiente de excesso de informação. Vivemos num ambiente de fragmentação da autoridade.

Durante décadas, a esfera pública era relativamente concentrada. Existiam jornais de referência, canais de televisão com responsabilidade editorial clara, regras profissionais estabelecidas. A informação circulava num espaço mais delimitado.

Entrámos numa era em que a própria evidência visual deixou de ser prova suficiente. Isto altera radicalmente o ambiente social e democrático. Porque a democracia depende de um mínimo de consenso factual. Podemos discordar sobre políticas públicas. Podemos divergir sobre prioridades orçamentais. Podemos ter visões distintas sobre o papel do Estado. Mas se deixarmos de concordar sobre factos básicos, o debate torna-se impossível.   (Tópicos do texto de Rodrigo Saraiva, ECO)

Reflexão


"O que nos salva é a alegria. Um dia ser depois do outro depois do outro depois do outro, totalmente novo. A fé que suaviza as incertezas. A borboleta após o casulo. As miudezas. A poesia. O que salva a gente é mão na mão. Andar confortável pela vida com quem segue junto. A perseverança. A resiliência. A música tocando a vida de um jeito bom. A coragem. A companhia. O que nos salva da dureza do mundo é tudo aquilo que deixa o coração quentinho. Que é belo. Bom. Luminoso. Que nos faz respirar macio. Que faz sorriso. Que é amoroso. Que protege a alma do frio."

(Ana Jácomo)

quarta-feira, 25 de março de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (54)

O problema dos EUA é que, neste momento, quem dita o ritmo é o Irão. Não porque seja militarmente superior, mas porque descobriu como transformar a sua vulnerabilidade numa vantagem estratégica. Teerão percebeu que não precisa de derrotar os Estados Unidos ou Israel no campo de batalha para impor custos intoleráveis. Basta-lhe interromper o tráfego no Estreito de Ormuz, atacar instalações petrolíferas, campos de gás natural e outras infraestruturas críticas com mísseis e drones que mantêm toda a região em estado de ansiedade e combustão permanente. 
O caos tornou-se uma ferramenta de política externa e, para já, uma ferramenta eficaz.


"A Administração Trump tem três caminhos possíveis: declarar vitória e deixar a região a arder, enviar tropas terrestres para esmagar a resistência do Irão ou conter os danos e negociar o melhor acordo possível.”

O problema de Washington é que, enquanto o impasse persiste, o Irão continua a jogar no único tabuleiro que realmente domina, o da imprevisibilidade calculada. E, por agora, é isso que está a moldar o futuro da região e da economia global.   (Tópicos do texto de Filipe Alves, DN)

Adormece Teu Corpo Com A Música Da Vida

 

Adormece o teu corpo com a música da vida.
Encanta-te.
Esquece-te.
Tem por volúpia a dispersão.
Não queiras ser tu.
Quere ser a alma infinita de tudo.
Troca o teu curto sonho humano
Pelo sonho imortal.
O único.
Vence a miséria de ter medo.
Troca-te pelo Desconhecido.
Não vês, então, que ele é maior?
Não vês que ele não tem fim?
Não vês que ele és tu mesmo?
Tu que andas esquecido de ti?

(Cecilia Meireles)

terça-feira, 24 de março de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde