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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

Esta É A Frase (124)

Num país normal, a reforma da lei laboral teria naturalmente levado estes líderes empresariais a aparecer para defender ou criticar a iniciativa do Governo – ou uma mistura das duas. 

 (André Macedo, J Económico)

Os líderes empresariais andam escondidos. Ocultam o que pensam, parecem não existir sequer nos assuntos que dizem respeito às suas empresas e negócios. Por vezes, nem na apresentação de resultados anuais dão a cara: publicam um comunicado anódino e imprestável, cinzento e redondo, copy paste do texto do ano anterior, com ligeiríssimas e burocráticas alterações. 

Os atores desertaram, demitiram-se desta obrigação social e política. Profundidade de análise, originada pelos protagonistas e sustentada por exemplos que falam por si, isso há muito que deixou de haver. Alguém imagina esta pobreza com Belmiro de Azevedo e Alexandre Soares dos Santos ou o gestor Fernando Ulrich? Sem este contributo – legitimamente interessado – fica tudo mais difícil de fazer e mudar no país. Ganha o statu quo. Os novos líderes são frágeis (por escolha própria) e as suas empresas também o são. Não existem para além de Excel. Um dia vão perceber como se tornaram demasido vulneráveis – eles e os seus negócios.

O Artista


“O artista como artista sente menos do que os outros homens porque produz ao mesmo tempo que sente, e nesse caso há uma dualidade de espírito incompatível com o estar entregue a um sentimento.”

(Fernando Pessoa)

Nota: Nos seus ensaios sobre estética reunidos no Arquivo Pessoa, ele reflete profundamente sobre o papel do criador:
Fingimento poético: O artista intelectualiza a dor. Ele finge a dor que deveras sente.
Dualidade de espírito: Sentir e produzir ao mesmo tempo impede a entrega total ao sentimento.
Pensar o sentimento: Pessoa afirmava que sentia com o pensamento e que pensar era a sua forma de viver

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

Esta É A Frase (123)

Como é possível dizer que um país enfraquecido militarmente, a enfrentar uma crise económica grave, com um regime detestado pela maioria da população, ganhou uma guerra? Por causa de Trump.  

(João Marques de Almeida (OBSR)

Trump cometeu enormes erros. A guerra foi mal planeada e mal executada. As forças armadas norte-americanas sabiam que o Irão iria tentar ocupar o Estreito de Ormuz (fazia parte dos planos de guerra americanos na região há décadas), mas nada foi feito para o controlar antes do Irão. Ninguém sabe se as forças armadas americanas teriam conseguido ou falhado porque não foi tentado. As negociações com os iranianos também foram de uma pobreza enorme. Há um mito que nos diz que Trump é um negociador hábil. Talvez seja de negócios de construção civil e hotelaria. De negociações diplomáticas, não é seguramente. Trump não tem paciência para ganhar guerras e vencer na diplomacia. É impulsivo, farta-se, distrai-se, e está sempre a mudar.

Esta coleção de erros ajudou a tendência de discutir a guerra no Irão olhando apenas para Trump e ignorando quase tudo o resto. Aqueles que tentaram ir além de Trump foram raras e honrosas excepções. Os erros de Trump, e a antipatia e mesmo o ódio que causa em muitos comentadores, contribuíram para a pobreza das análises. Há uma dialética evidente sobre a mediocridade da política de Trump e a mediocridade das análises sobre a guerra do Irão.

Ninguém sabe quais são as consequências da guerra para o futuro do Irão e do seu regime. Sabe-se que há divisões no regime e no país, que a autoridade do Estado funciona mal e que a economia está destruída, com inflação descontrolada, o aumento do desemprego e da pobreza. O futuro do Irão pode ir desde o fortalecimento do regime, a mudanças no interior do regime, ao fim do regime ou a uma guerra civil. Ninguém sabe. Nem os iranianos. Qualquer destes cenários terá consequências enormes para a região. Daqui a dois anos, deixaremos de falar sobre a política do Presidente Trump, mas as mudanças internas no Irão, as suas relações com os seus vizinhos e o conflito com Israel continuarão a dominar os debates sobre o Médio Oriente.   (ler texto na  íntegra)

Lembro-me Do Passado ...

 
Lembro-me do passado, não com melancolia ou saudade, mas com a sabedoria da maturidade que 
me faz projetar no presente aquilo que, sendo belo, não se perdeu.

(Lya Luft)

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

Esta É A Frase (122)

Economistas conceituados terão razão quando afirmam que o Ocidente está à beira do abismo. Quanto menos permeável for às mudanças, maior e mais rápida será a sua quebra de hegemonia, sobretudo na Europa, que não está a saber “divorciar-se” dos EUA, em tempo, de forma a construir o seu rumo.    
(João Abel de Freitas, J Económico)
A China avança, a passos largos, por este caminho da competição tecnológica. Até onde?

Múltiplos cenários dizem-nos que, a prazo, a China sairá vencedora. Aliás, é tema quase assente que o Ocidente, sob a batuta dos EUA, está em perda progressiva de poder no Mundo. Há até quem (especialistas altamente qualificados e de elevado prestígio) aponte datas para o país, líder do Ocidente, deixar de o ser (2035), transformando-se, num país banal, cujo sinal forte seria o dólar passar a ter um peso correspondente à dimensão da economia americana. Muitos desses especialistas dizem que o barco já se move em águas do século da Ásia. Tudo dito e alicerçado em estudos de grandes bancos e companhias de seguros desse mesmo Ocidente.

Para bem da Humanidade, seria bom que se pudesse dizer que, desta competição, o Mundo seria o vencedor. Os resultados seriam mais bem repartidos e chegariam com maior rapidez às pessoas.

Nem sei, se tão cedo teremos, como desafio, um outro tipo de competição de finalidades mais humanas!

O Sul Global, com os BRICS à cabeça, apesar das múltiplas contradições que enfrentam entre si e dentro de si, vão a passo e passo construindo e colocando degraus na escada do poder.

O que poderá resultar, se não se caminhar no sentido de uma competição minimamente cooperante, é que se formem dois ecossistemas tecnológicos, desconectados e de padrões globais, com alicerces diferentes.

Isto levará a uma partição e a um alinhamento dos países em que o Sul Global e os BRICS tenderão a alinhar com a China, até porque as condições de cooperação experimentadas do passado são mais favoráveis ao desenvolvimento dos países, não de imposição de modelos, nem de dependência.

Conjugando estas diversas dinâmicas, com a perda lenta do dólar na participação do mundo financeiro, somos levados a concluir que economistas conceituados, como Jeffrey Sachs e vários prémios Nobel terão razão, quando afirmam que o Ocidente está à beira do abismo e que quanto menos permeável for às mudanças, maior e mais rápida será a sua quebra de hegemonia e maiores os estilhaços, sobretudo na Europa, que não está a saber “divorciar-se” dos EUA, em tempo, de forma a construir o seu rumo. (ler texto na íntegra)

A Dança

Sentir a música através da alma e dançar como se não houvesse amanhã 
é a melhor forma de liberar todas as nossas boas energias para o mundo. 
Dança é arte.
Dança é liberdade.
Dança é música.
A dança é faísca. 
A alegria da dança não está apenas na sua prática, mas também na energia contagiante que ela proporciona, iluminando tanto o dançarino quanto aqueles que a observam.

Mais do que técnica, a dança é um convite ao prazer, à liberdade e à conexão profunda entre corpo e espírito, revelando a beleza do humano na sua forma mais pura.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde