Ventura pregou que havia maioria de direita. Não a vejo. Vejo um líder da oposição estatista, despesista e irresponsável. Serve de idiota útil da CGTP, o que deixaria o camarada Marx orgulhoso. (José Paulo Soares, ECO)
Ventura, tendo a faca e o queijo na mão, podia procurar negociar o texto que lhe chega às mãos, mas não quis. Quis mostrar desde o primeiro momento que não estava disponível para nada.
Baixar a idade da reforma é possível. Basta aumentar as contribuições para a Segurança Social, baixando o salário líquido, e diminuir a taxa de substituição, que, em 2070, andará pelos 40%. Estará Ventura disposto a este custo? É evidente que não.
O que Ventura se esquece, ou pretende ignorar, é que, ele goste ou não, a vida é feita de escolhas. Não sendo governo, vai podendo brincar com o eleitorado às promessas que sabe que não vai cumprir. Esconde o custo real de tomar uma decisão destas no bolso dos restantes portugueses, os pensionistas futuros. Mais uma vez, paga o futuro. Pagamos nós.
A ideia de pagar as medidas é sempre secundária, numa retórica idêntica aos desvarios do PCP ou às mercearias públicas do BE. O que rege Ventura não é, nem nunca foi, a ideologia, são os barómetros de opinião. Desta vez, serve de idiota útil da CGTP, o que deixaria o camarada Marx orgulhoso. (Tópicos do