Uma economia onde o salário mínimo se aproxima cada vez mais do salário mediano não sofre apenas de baixos salários, sofre de escassos incentivos à progressão, de falta de diferenciação salarial e de uma dificuldade persistente em transformar qualificações e produtividade em remuneração.
Esta é também uma questão de mobilidade social. Durante décadas, Portugal transmitiu aos mais jovens uma promessa simples. Estudar mais, adquirir competências e construir uma carreira permitiriam alcançar melhores condições de vida. Quando o prémio salarial associado a esse percurso diminui, não é apenas a produtividade que fica em causa, é a credibilidade dessa promessa.









