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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Os Morcegos E A Saúde Pública


Recentemente, investigações científicas conduzidas por virologistas confirmaram que os morcegos continuam a representar ameaças preocupantes para a Saúde Pública a nível global. Há sinais de alerta que exigem vigilância e medidas de prevenção, visto que podem originar doenças graves e a ocorrência de epidemias (incluindo de expressão pandémica).

As fezes que eliminam, tal como a urina e a saliva, podem transmitir infeções a outros animais e a pessoas suscetíveis. Por isso, em epidemiologia, os morcegos são considerados reservatórios, uma vez que armazenam, na natureza, os agentes patogénicos, nomeadamente uma multiplicidade de vírus.

O pior é a ameaça que podem representar para a nossa própria saúde pelo papel que desempenham como reservatório natural de infeções emergentes de origem zoonótica.      (Francisco George, DN)

sábado, 18 de abril de 2026

Novas Espécies De Aranhas Descobertas No Alentejo


Seis novas espécies de aranhas descobertas no Alentejo
Uma aranha do género que inspirou a personagem do Homem-Aranha está entre seis novas aranhas espécies descobertas no Alentejo, revelou em comunicado a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL).

Uma das seis aranhas encontradas na Herdade da Ribeira Abaixo é do género Scytodes e tem “o traço distintivo de cuspir teia com veneno para aprisionar as presas”, pertencendo ao grupo da “aranha que serviu de inspiração para a história do Homem-Aranha”, o super-herói da Marvel Comics criado por Stan Lee e Steve Ditko em 1962.

Das restantes cinco aranhas, “duas das espécies pertencem ao género Dysdera (que inclui as aranhas-de-tenaz que se alimentam de bichos-de-conta); outras duas pertencem ao género Harpactea (mais pequenas, escuras e elegantes que as do género Dysdera)” e “há uma espécie classificada dentro do género Pelecopsis (típicas caçadoras furtivas)”, adianta o comunicado.

Agora em laboratório, Pedro Cardoso trabalha com Miguel Sousa, investigador do CE3C e aluno de mestrado em Biologia da Conservação na FCUL, no processo de descrição científica das espécies descobertas. “Temos a certeza de que são espécies que ainda não eram conhecidas e queremos continuar com a descrição científica de cada uma delas” (Público)

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Esta É A Frase (65)

 Portugal, com o seu espaço atlântico, os seus recursos renováveis e a sua posição geográfica, pode passar de periferia energética a um dos pilares da segurança energética europeia no Atlântico.

Num momento em que a Europa procura reduzir dependências energéticas externas, o espaço atlântico português pode transformar-se num ativo estratégico para a segurança energética do continente. Com a eletrificação da economia, o crescimento da procura energética e o potencial da eólica offshore, Portugal pode desempenhar um papel cada vez mais relevante no novo mapa energético europeu.

Mais do que novos parques eólicos, trata-se de construir uma nova infraestrutura energética no Atlântico. Uma rede offshore interligada poderá ligar centros de produção renovável a diferentes países europeus, reforçando a segurança energética do continente e criando novas rotas de eletricidade limpa.

Além da segurança energética, esta transformação está também alinhada com a agenda de resiliência territorial associada ao PTRR, que procura reforçar a capacidade de resposta do país a fenómenos climáticos extremos.

A transição energética europeia não é apenas uma mudança tecnológica. É também uma redefinição geográfica do sistema energético do continente. Num continente historicamente dependente de energia externa, esta transformação representa uma mudança estrutural na forma como a Europa garante a sua autonomia estratégica, estabiliza os custos da energia e reduz a exposição a choques geopolíticos.

(Tópicos do texto de Tiago Morais, J Económico)

sexta-feira, 6 de março de 2026

O Nível Do Mar Continua A Subir Com Efeitos Devastadores

 


A principal causa para esta subida é o aquecimento global, que é absorvido pelos Oceanos. Além do degelo alarmante que contribui para o aumento da quantidade água presente nos Oceanos, água também se expande.

A subida do nível do mar está entre 30cm e um metro mais elevada
Um novo estudo publicado na revista Nature conclui que a maioria das avaliações científicas sobre o impacto da subida do nível do mar pode estar a subestimar de forma significativa a altura real da superfície oceânica e, consequentemente, o risco costeiro em todo o planeta. A diferença média global ronda os 30 centímetros, mas em regiões como o Sudeste Asiático e o Indo‑Pacífico, a diferença pode ser mais de um metro. Os autores falam numa “falha interdisciplinar” com consequências profundas para milhões de pessoas.

Em Portugal, onde mais de 70% da população vive a menos de 50 quilómetros da costa e onde zonas como a Ria de Aveiro, o Tejo e o Sado já enfrentam riscos de inundação, as conclusões desta investigação podem levantar novas preocupações sobre a adequação dos actuais planos de adaptação climática.

Estes efeitos devastadores já são sentidos com maior intensidade e frequência em especial nos países que têm grande parte do seu território abaixo do nível medio do Mar, como por exemplo as Maldivas, Bangladesh ou Kiribati. A cada ano que passa, as tempestades são cada vez mais severas.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Esta É A Frase (34)

Também as empresas deveriam aprender as duras lições no rastro de fenómenos meteorológicos extremos. Um plano de continuidade e resiliência robusto precisa fazer mais que a reposição da normalidade. Só um plano de continuidade corporativa robusto e sempre em dia é determinante não apenas para restabelecer operações, proteger pessoas e preservar valor. A qualidade e a consistência da resposta moldam o futuro.  

(Suzane Veloso, Público)

Ninguém demonstrou isso com mais clareza do que Sebastião José de Carvalho e Melo, diante de quem passo todos os dias. Para muitos, o Marquês de Pombal é apenas uma estátua no centro da rotunda. Mas deveria ser referência viva para o setor público e privado.

Se pudéssemos adaptar para o presente corporativo uma versão condensada da obra de Pombal em “Dez Mandamentos”, as suas diretrizes claras, pragmáticas e eficazes seriam mais que uma lanterna no caos. Seriam a base atemporal para empresas que buscam um plano de continuidade que garanta reconstrução rápida e eficiente, mas também longeva:

1. Centralização decisória: em momentos críticos, garante rapidez, coerência e segurança das pessoas.
2. Priorização da funcionalidade: restabelecer operação e receita antes de pensar em refinamentos.
3. Padronização para escalar: modularidade acelera e reduz custos
4. Inovação orientada ao risco: reconstruir igual ao que caiu é erro estratégico..
5. Engenharia como estratégia econômica: desenho e infraestrutura protegem e geram valor.
6. Financiamento estruturado: sem funding não há resiliência.
7. Comunicação firme: comandos claros e consistentes contêm o pânico.
8. Combate ao oportunismo: crises atraem predadores; governança robusta os afasta.
9. Planejamento de longo prazo mesmo na urgência: unir resposta imediata e visão futura
10. Reconstrução da confiança: marcas e instituições precisam restaurar reputação, não apenas ativos físicos.  (...)

sábado, 21 de fevereiro de 2026

É Positivo

Portugal foi o país da União Europeia com menor pegada carbónica, de acordo com dados divulgados pelo Eurostat, mostrando que em 2023 foram produzidas 6,5 toneladas de CO₂ por habitante.


O indicador mede todas as emissões de gases com efeito de estufa associadas a consumos, incluindo bens produzidos dentro e fora do país. Ou seja, não conta apenas o que é emitido em Portugal, mas também as emissões ligadas aos produtos importados e utilizados.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

É Positivo


 Em tempos de cheias, Setúbal tem saído ilesa. É defendida por um parque que é também uma bacia de retenção. Graças à construção da bacia de retenção no Parque Urbano da Várzea, desde 2018 que não se registam episódios de cheias na baixa.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Esta É A Frase (29)

O país, as pessoas e as infraestruturas estão em estado de stress em sequência das tempestades sucessivas.Caso haja dúvida, não, nem sempre foi assim: ao contrário do passado, quando grandes eventos extremos surgiam espaçados no tempo, hoje acumulam-se em ciclos cada vez mais curtos, pressionando infraestruturas e empresas. Mais do que variabilidade banal, é notável uma intensificação mensurável. Neste contexto, a adaptação começa a deixar de ser opcional.   (Éloi Figueiredo, Público)

Adaptar-se não elimina o risco climático, mas reduz a exposição. E, neste cenário, essa capacidade de adaptação começa a separar empresas preparadas daquelas que continuam a operar como se a estabilidade climática ainda fosse um dado adquirido.

Seguradoras ajustam prémios e restringem coberturas; cadeias de abastecimento são redesenhadas com mais redundância e menos eficiência; empresas de energia investem em redes mais resilientes para lidar com precipitação intensa e ondas de calor. A Iberdrola reforçou as suas redes elétricas para resistirem a fenómenos extremos, a Nestlé adaptou e relocalizou hubs logísticos vulneráveis a cheias, e a Sogrape ajustou práticas agrícolas e calendários face a secas e temperaturas mais elevadas.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Esta É A Frase (17)

É desconcertante que, depois de décadas a discutir resiliência, proteção civil e adaptação climática, continuemos a tropeçar nos mesmos erros. O país tem planos - muitos, aliás -, mas falta-lhe aquilo que distingue um plano de um documento esquecido numa gaveta: credibilidade. E a credibilidade constrói-se com testes reais, simulações sérias, investimento continuado e uma cultura de responsabilidade que não desaparece quando o sol volta a brilhar.         (Filipe Alves, DN)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Programa De Ação Para O Restauro Ecológico De Rios E Ribeiras.

O Governo vai investir mais de 180 milhões de euros até ao final da década em intervenções em rios e ribeiras de Portugal, segundo o Pró-Rios – Programa de Ação para o Restauro Ecológico de Rios e Ribeiras.

O Pró-Rios foi hoje apresentado em Lisboa numa sessão presidida pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, que especificou que ao todo estarão afetos a obras em cursos de água 187 milhões de euros, o que da uma média de 46 milhões de agora até 2029.

Só para os rios e ribeiras do Algarve e Alentejo estão previstos 52,5 milhões de euros, disse Maria da Graça Carvalho, que pediu ambição e rapidez na apresentação e concretização dos projetos.

Deverão ser intervencionados mil quilómetros de rios e ribeiras, em mais de 80 intervenções, segundo a estimativa hoje apresentada.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Esta É A Frase (272)

Morte por aquecimento global?! - O problema agrava-se porque um aumento médio global de 2 ºC traduzir-se-á, em muitas regiões, em subidas de 3 a 4 ºC, como no Médio Oriente. Isto significa que várias zonas do planeta poderão tornar-se inabitáveis para grande parte da população, que terá de emigrar para sobreviver.    (Manuel Collares Pereira, J Económico)

As implicações sociais e económicas desta migração em larga escala ainda não estão a ser devidamente consideradas nem preparadas. Esta é uma forma de perceber a urgência que tem sido sublinhada rumo à COP 30. E, embora a janela de oportunidade esteja a fechar-se rapidamente, ainda podemos agir. Mas só se começarmos agora – e com a determinação que o momento exige

A temperatura média do planeta não deveria aumentar mais de 1,5ºC até 2100, mas esse limite já foi ultrapassado. Se continuarmos neste caminho, poderemos chegar ao final do século com um aumento próximo dos 3ºC. O problema é que, para além do agravamento das catástrofes naturais que já hoje enfrentamos – chuvas intensas, inundações, tornados, furacões, incêndios, subida do nível do mar – existem consequências diretas para a saúde humana e para a própria sobrevivência das populações, que não podemos ignorar. 

A aceleração do aquecimento global aumenta significativamente o número de dias por ano com temperaturas e níveis de humidade extremos. Com um aumento médio global de 1,5 ºC, estes eventos são muito menos frequentes do que seriam com um aquecimento de 2 ºC e, sobretudo, se nos aproximarmos dos 3 ºC. (...)

Nestes cenários, a probabilidade de ondas de calor letais sobe de forma acentuada e, em algumas regiões do planeta, esses efeitos poderão tornar-se permanentes. Entre as zonas mais ameaçadas estão o Golfo Pérsico, a América Central, o norte da América do Sul, a península Indiana, a costa leste da China e o sudoeste da Ásia, regiões densamente povoadas. A atitude atual, que na prática adia a ação necessária para manter o aquecimento global nos 1,5 ºC, terá impacto rápido e profundo no nosso futuro. (...)

domingo, 26 de outubro de 2025

A Frase (234)

 Pela primeira vez, os governos do mundo inteiro reconheceram que a desigualdade, o colapso climático e a perda de biodiversidade não são problemas separados — são sintomas do mesmo sistema desequilibrado.

(Mafalda Sarmento. J Negócios) 

2030 não é o fim: é o ponto de viragem para o futuro que ainda queremos - A presidente Ursula von der Leyen defende que o futuro da Europa dependerá da sua capacidade de unir ambição climática, justiça social e autonomia estratégica.  

Mas, segundo o Sustainable Development Report 2025, a cinco anos do prazo final, o balanço é amargo. Apenas 17% das metas estão no bom caminho, quase metade avança lentamente e uma em cada cinco regrediu. O progresso é desigual, as crises multiplicam-se e a confiança na cooperação internacional enfraquece. Ainda assim, nunca a ideia de uma agenda comum para o planeta foi tão necessária.

O que está em causa não é apenas cumprir objetivos. É reaprender a cooperar num mundo cansado de desilusões, reatar a confiança entre ciência, política e cidadãos, e transformar o cansaço em visão.

Talvez, como escreveu a Nature Sustainability, “não consigamos fazer em cinco anos o que não fizemos em dez”, mas ainda podemos — como lembrou María Cortés Puch — “usar o melhor mapa que já tivemos para reencontrar o caminho.”

domingo, 21 de setembro de 2025

A Frase (213)

Ao desconectar da natureza, do corpo e dos outros, a sociedade decai. Decai nas escolhas políticas extremistas e populistas. Na solidão e no vazio interior. Nos consumos supérfluos e menos saudáveis.      (Nuno Medeiros Carrapatoso, OBSR)

Com o passar do tempo, fomos afastando-nos da nossa natureza inicial. Amplificámos o ego. O estatuto. A posição social. A multiplicidade de facetas. Passámos a ser uma profissão. Um casado ou solteiro. Um ser repleto de característica e funções no grande esquema das coisas. Passámos do animal, do simples ser humano, da criança, para o ser em sociedade.

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

A Frase (202)

As campanhas de desinformação, muitas vezes financiadas por interesses económicos e políticos que lucram com o atraso climático, superam em velocidade e alcance os recursos dedicados a políticas públicas de literacia e comunicação climática. 
(Alice Fonseca, J Económico) 

Num tempo em que os impactos das alterações climáticas são cada vez mais visíveis seria de esperar uma melhor resposta coletiva: agir para travar as crises climática e de biodiversidade. No entanto, há um obstáculo silencioso que mina essa urgência: a desinformação climática.

Esta desinformação ganha terreno sobretudo em contextos de incerteza, crise ou perante fenómenos extremos: as pessoas estão mais vulneráveis a discursos que apelam à emoção e menos propensas a filtrar o que leem ou ouvem. Assim proliferam teorias da conspiração, meias-verdades e narrativas que desviam o foco das soluções baseadas na ciência.

Hoje, a desinformação sobre o clima vai além do negacionismo e assume formas mais subtis: questiona a eficácia das soluções, distorce factos para alimentar narrativas polarizadoras ou propõe falsas alternativas com aparência técnica e inovadora. Este tipo de discurso tem consequências profundas: enfraquece a confiança nas medidas necessárias, atrasa decisões políticas e divide a sociedade.

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

A Frase (189)

Ardemos porque não aprendemos nem cumprimos - Temos o maior dispositivo de sempre – 14.155 operacionais, 3.162 viaturas e 72 meios aéreos. Nunca se investiu tanto em prevenção, em vigilância, em tecnologia. Mas, apesar de tudo, continuamos a ver aldeias cercadas por mato, reacendimentos não combatidos a tempo, populações que sentem abandono e autarcas que denunciam descoordenação. Continuamos a repetir erros conhecidos.

Em 2024, por exemplo, várias medidas de gestão de combustível e de reorganização da paisagem ficaram aquém das metas, o que significa que parte do “plano de batalha” não foi executado a tempo.

Esta discrepância entre planeado e realizado continua a ser um dos calcanhares de Aquiles do sistema: investe-se mais, planeia-se melhor, mas nem sempre se cumpre no terreno. planeamento antecipado, capacidade de mobilização, treino especializado, disciplina no terreno e avaliação permanente.   (Valentina Marcelino, DN)

domingo, 17 de agosto de 2025

Descoberta A Faísca Que Desencadeia Ondas De Calor Marinhas No Mediterrâneo

Górgonas-púrpuras, animais primos dos corais, que são afectados
pelas ondas de calor no Mediterrâneo 
Dugornay Olivier/IFREMER
 
O trabalho de cientistas italianos pode permitir desenvolver um sistema de alerta precoce destes fenómenos, que têm um severo impacto sobre a vida marinha.

Descoberta a faísca que desencadeia ondas de calor marinhas no Mediterrâneo
Intrusões de ar quente na Europa proveniente do continente africano têm um impacto muito maior do que o aumento da temperatura do ar. Desencadeiam também ondas de calor marinhas no Mediterrâneo, cuja frequência, duração e intensidade estão a aumentar, nas últimas duas décadas.

Descoberta a faísca que desencadeia ondas de calor marinhas no Mediterrâneo
Um novo estudo, conduzido por cientistas ligados ao Centro Euromediterrânico para as Alterações Climáticas (em Itália), e publicado esta semana na revista científica Nature Geoscience, analisou centenas de episódios de ondas de calor marinhas no mar Mediterrâneo, usando dados de satélite. Concluiu que na sua origem estão sistemas de alta pressão atmosférica semipermanentes, a que se dá o nome de cristas subtropicais

Estas cristas subtropicais formam-se frequentemente sobre o oceano, perto dos 30 graus de latitude (Portugal está nos 39 graus, virado para o Atlântico, mas ainda sob influência do clima mediterrânico), em ambos os hemisférios. Influenciam a dinâmica da circulação atmosférica e do clima regional, contribuindo para a formação de padrões climáticos como o El Niño, no Pacífico.

Descoberta a faísca que desencadeia ondas de calor marinhas no Mediterrâneo
O que os cientistas agora concluíram é que estas cristas subtropicais – também conhecidas como anticiclones africanos - fazem mais do que pôr a temperatura do ar a subir. A sua persistência cria as condições para a formação de ondas de calor marinhas. Podem ser vistas como a faísca para a subida da temperatura das águas, que pode causar grande mortalidade entre os seres vivos.

O trabalho da equipa permite pensar que será possível desenvolver sistemas de alerta precoce para ondas de calor no Mediterrâneo, e também estratégias para reduzir o seu impacto sobre a vida marinha e a economia.

Fonte: Clara Barata , Público

sexta-feira, 25 de julho de 2025

«Ao Deus-dará»


O partido liderado por André Ventura aponta que este tipo de crimes atinge “gravemente regiões como o Alentejo, Ribatejo e Algarve”.

“Estes crimes geram prejuízos que, muitas vezes, ultrapassam em larga escala o valor dos bens furtados, colocando em risco a sustentabilidade da atividade agrícola nacional”, adverte-se no mesmo comunicado.

Em comunicado, o Chega recomenda ao executivo PSD/CDS “uma resposta firme e eficaz” para combater o roubo de colheitas, de cobre, de combustível, gado e máquinas agrícolas”.

O Chega defende depois “o reforço da fiscalização junto dos intermediários de venda de produtos agrícolas, metais e maquinaria, através de uma ação coordenada entre a GNR, ASAE e Autoridade Tributária”.

Propõe, igualmente, “a obrigatoriedade da identificação eletrónica de animais, a digitalização do processo de denúncia, o desenvolvimento de tecnologias de rastreabilidade da cortiça e a criação de incentivos à instalação de videovigilância e portões de segurança”.

“Estas medidas visam não só prevenir os crimes, como também garantir a responsabilização dos autores e a proteção efetiva das propriedades agrícolas. O Chega considera ainda urgente a revisão do quadro jurídico-penal, com o agravamento das penas para crimes agrícolas e o reconhecimento da destruição de sobreiros como crime ambiental”, acrescenta-se.

(Fonte: 
Nota: É este o cenário que grassa em quase todos os sectores herdados do anterior Governo de maioria absoluta do PS)

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Saiba Como Vai Este País

Com a aprovação da nova Lei do Restauro da Natureza da UE, Portugal tem a oportunidade de liderar este movimento. Portugal tem conhecimento técnico, talento e experiência para se tornar uma referência europeia em restauro da natureza. Agora, podemos juntar ambição política e visão estratégica para integrar esta abordagem nos grandes instrumentos de planeamento económico. Se quisermos um país mais resiliente, competitivo e justo, temos de começar por onde tudo começa: a natureza. Poucos investimentos terão um retorno tão seguro.     (Ângela Morgado, J Negócios)

Hoje, face aos impactos económicos da crise climática, da escassez hídrica e da perda de biodiversidade, é urgente resgatar o equilíbrio ecológico que, em tempos, orientou a relação entre humanidade e natureza.

O nosso país pode captar fundos europeus e privados se souber valorizar os seus recursos naturais através de planos de restauro credíveis e bem estruturados. Na Bélgica, por exemplo, projetos financiados pela UE conseguiram atrair cofinanciamento de fundações e demonstraram benefícios económicos concretos: criação de postos de trabalho locais, valorização imobiliária e poupanças superiores a 12 milhões de euros em custos de saúde pública.

domingo, 8 de junho de 2025

Irradiação De Resíduos Plásticos Com Raios Gama

 
Reciclagem mais eficaz? Irradiação de resíduos plásticos com raios gama é uma ferramenta "muito eficaz"

No Dia Mundial dos Oceanos, celebrado este domingo, a poluição plástica continua a ser uma das principais ameaças que o planeta enfrenta. Para ajudar a travá-la, a ciência nuclear propõe uma alternativa às formas tradicionais de reciclagem: a irradiação dos resíduos plásticos, uma ferramenta "muito eficaz" para separar o plástico reciclado que foi lavado e triturado.

Degradação, reticulação, enxerto e oxidação são os quatro efeitos da irradiação dos resíduos plásticos com feixes de raios gama e de eletrões, que permitem a alteração da estrutura química tornando a reciclagem mais eficaz.

Esta é uma solução que a tecnologia nuclear oferece à poluição plástica, uma das mais graves ameaças que o planeta enfrenta e à qual o Dia Mundial do Ambiente, celebrado na na quinta-feira, foi dedicado ao lema "Não à poluição plástica".

Vários países a trabalhar em projetos-piloto

A Argentina, as Filipinas, a Malásia e a Indonésia já estão a trabalhar em projetos-piloto: travessas de caminho de ferro, compósitos de madeira e plásticos para construção de habitações e combustível são alguns dos produtos resultantes deste tipo de reciclagem.
"Estamos a passar da investigação para a vida real", afirma Azillah Binti Othman, responsável pelo tratamento de radiações da AIEA.

Após estes testes, prevê-se que o programa esteja totalmente operacional em 2026.
Ciência nuclear pode detetar, seguir e monitorizar plásticos e microplásticos

Além disso, de acordo com a AIEA, a ciência nuclear pode também detetar, seguir e monitorizar plásticos e microplásticos no oceano. (SIC notícias,ler texto na íntegra)

terça-feira, 27 de maio de 2025

A Propósito Dos Gastos Feitos Anualmente Na “Limpeza De Erva”,


“O dinheiro que podíamos investir na floresta, na gestão e na condução da floresta, como deve ser, estamos a investir na limpeza da erva todos os anos. Portanto, isto não é uma solução, é um recurso, mas não é uma solução até porque está mais do que provado, até pelas diferentes comissões que estudaram o assunto quando houve os grandes incêndios, que nada disso pararia os incêndios que ocorreram”, afirmou o presidente da ANEFA.

Pedro Serra Ramos defendeu, em declarações à Lusa, que “está na altura de rever a legislação”, embora seja preciso esperar pelo novo Governo para que isso aconteça.

“Este ano, ainda por cima, é um ano em que, como choveu muito, há muita erva. Se entretanto começar a aquecer muito toda ela vai secar e, portanto, andamos sempre a gastar dinheiro”, apontou.

Além das dificuldades dos proprietários na contratação de empresas para a limpeza, PSR admitiu que houve “um aumento geral de tudo”, da mão-de-obra aos custos de equipamentos, e, “por isso, os preços têm que subir” e “não há outra maneira de o fazer”.

O diretor-geral da Florecha, Rui Igreja, notou que, além das dificuldades de trabalhadores, “os equipamentos também não são infindáveis”, para a quantidade de trabalho, e o aumento do ordenado mínimo contribui para aumentar os custos, naturalmente refletidos nos clientes.

Fonte oficial do Ministério da Agricultura e Pescas referiu que o gabinete do secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, está a acompanhar com elementos do setor a situação, mas para já, após a prorrogação do prazo do fim de abril para 31 de maio, não há decisão quanto a novo prolongamento, até por duas semanas de calor bastarem para a vegetação secar.

Fonte: Greensavers