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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

O Charadista

O Charadista

Amas palavras cruzadas
e também os logogrifos,
pois a poesia, bem sabes,
é emoção filtrada em signos
de grifos e de hipogrifos,
e te divertes buscando
a chave obscura do verbo,
a chave esconsa do amor,
a chave enigma - do ser.

(Manuel Bandeira)

Também o pai era charadista para além de muitos outros afazeres. 
Nós ainda na primária, divertíamo-nos porque muitas vezes na brincadeira o pai pedia a nossa colaboração para a resolução das charadas. Quando acertávamos era uma alegria.  Bons tempos! - muitas saudades.
 
https://mfm-a-roda.blogspot.com/2008/12/faz-hoje-anos-que-nasceu-jos-de-sousa.html  

quinta-feira, 24 de abril de 2025

Eis A Questão

Se a RTP fosse uma empresa onde as produções fossem coordenadas e não existisse uma guerra de capelinhas, a pesquisa de António Faria e a visão de Gonçalo Madaíl seriam utilizadas para dar outra difusão à peça mais importante que a RTP tem para transmitir em mais este aniversário do 25 de Abril. Mas não, o documentário será estreado na RTP Memória, claro que ficará disponível na plataforma digital RTP Play e será transmitido, obviamente em data ainda não decidida, nessa aberração de programação que é a RTP3, que já é o menos visto de todos os canais informativos nacionais.

Sugiro que nos dias 25 e 26 de Abril vejam o novo documentário de António Barreto, “Rumo à Liberdade”, que está dividido em duas partes e que será emitido na RTP Memória nesses dias. O documentário mostra a visão de Barreto sobre o balanço do que aconteceu desde o 25 de Abril de 1974, uma ideia incómoda para muita gente que entende que “falta cumprir Abril”. 

António Barreto é claro sobre essa ideia: “É uma tolice absoluta. O que Abril tinha para dar está dado: democracia, liberdade, libertação dos presos políticos… tudo o resto é o processo social normal, são as nossas escolhas.” Esta ideia atrapalha muita gente, sobretudo à esquerda do PS, no Livre, no Bloco de Esquerda e no PCP. 

Dito isto convém elogiar o trabalho de dois quadros da RTP que permitiram, com o seu trabalho num caso, e a sua decisão noutro, que o documentário existisse: António Faria, um especialista na pesquisa dos arquivos da RTP desencantou as imagens que constituíram o alicerce do trabalho.

 Se a RTP fosse uma empresa onde as produções fossem coordenadas e não existisse uma guerra de capelinhas, a pesquisa de António Faria e a visão de Gonçalo Madaíl seriam utilizadas para dar outra difusão à peça mais importante que a RTP tem para transmitir em mais este aniversário do 25 de Abril. Mas não, o documentário será estreado na RTP Memória, claro que ficará disponível na plataforma digital RTP Play e será transmitido, obviamente em data ainda não decidida, nessa aberração de programação que é a RTP3, que já é o menos visto de todos os canais informativos nacionais. 

(Excertos do texto de falcão, A Esquina do Rio)

segunda-feira, 8 de abril de 2024

A Frase (79)

Arrogante e anti-semita. Dois adjetivos pejorativos que lhe encaixam na perfeição como uma luva de seda nos cinco dedos do comentador. (Miriam Assor, OBSR)

Sousa Tavares, Miguel, o comentador que ia embora à vidinha dele, disse adeus que rumava em direção ao Sul, afinal está sem norte na TVI. Assiste-lhe evidentemente o direito de trocar de ideias. Era o que faltava. O que não lhe assiste direito nenhum, e também a quem devia fazer o papel de entrevistador, é protagonizar, e com real à-vontade, um vergonhoso, mesquinho e miserável achincalhamento de Israel e de israelitas.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

3 De Outubro : A Saudade

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Paplo Neruda

domingo, 18 de abril de 2010

A Casa É O Nosso Ecossistema Privado


Passamos parte do ano a planear as férias, desejosos que cheguem.
Sejam onde forem ou como forem, o importante é mudarmos de ambiente e usufruir livremente do tempo que fica à nossa disposição.
Muitas vezes não damos conta da importância que para nós tem a nossa casa.
Mas, quando voltamos de férias e chegamos à nossa casa, ao nosso ecossistema privado, sentimos o aconchego das nossas coisas, das nossas recordações materializadas, do que nos rodeia, dos sons que nos entram pela janela.
Hoje constatei a angustia dos turistas em circulação que não conseguiam de imediato voltar a casa.
Se para alguns o que os afligia tinha que ver com a falta de dinheiro ou com a urgência de compromissos, para muitos era mesmo a saudade, o conforto, a segurança da sua casa, que lhes estava a faltar. Podemos viajar, mas, mais tarde ou mais cedo o apelo do regresso à nossa casa ao nosso ecossistema torna-se urgente.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A Minha Canção É Saudade Amália

Faz dez anos que Amália partiu .

Amália Rodrigues - (Lisboa, 23 de Julho ou 1 de Julho de 1920Lisboa, 6 de Outubro de 1999) foi uma fadista, cantora e actriz portuguesa, considerada o exemplo máximo do fado, comummente aclamada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX. Está sepultada no Panteão Nacional, entre os portugueses ilustres.

Tornou-se conhecida mundialmente como a Rainha do Fado e, por consequência, devido ao simbolismo que este género musical tem na cultura portuguesa, foi considerada por muitos como uma das suas melhores embaixadoras no mundo.

A Minha Canção é Saudade

De ilusões desvanecidas
Filme de esperanças perdidas
Minha canção é saudade

Ai, que de tranças caídas
Via tudo em cores garridas
E em todos via bondade

E nesta sinceridade
De amor e sensualidade
Ponho a alma ao coração

Numa angústia, uma ansiedade
Minha canção é saudade
Do amor sonhado em vão

Nesta saudade sem fim
Choro saudades de mim
Sou mulher mas fui pequena

Também brinquei e corri
Mas quem sabe se sofri
Se é de mim que tenho pena


terça-feira, 21 de julho de 2009

Guadiana o Ponto de Encontro




Estava-se no do SÉC. XIX. Para amenizar o calor intenso do Alentejo,
as famílias passavam a temporada de Verão nas casas
junto às margens do Guadiana.
Também do outro lado da fronteira, o mesmo acontecia.
Foi assim que a bisavó portuguesa, conheceu e... se perdeu de
amores pelo bisavô espanhol.