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domingo, 23 de novembro de 2025
Notícias Ao Fim Da Tarde
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
Colapso Da Civilização Maia: Seca Extrema E Prolongada Acabou Por Ditar O Seu Fim
Cientistas quantificaram pela primeira vez o fenómeno. Entre os anos 800 e 1000 d.C. houve entre 41% e 70% menos chuva na região. As alterações climáticas abruptas podem mesmo pôr termo a uma civilização.Sabe-se que um período prolongado de secas extremas contribuiu decisivamente para que a lendária e ainda muito misteriosa civilização maia se desintegrasse completamente há cerca de um milénio. Mas um grupo internacional de cientistas deu agora um importante passo para aprofundar esse conhecimento, ao conseguir pela primeira vez quantificar a dimensão dessas secas devastadoras.
No estudo que publicam nesta quinta-feira na revista Science, os autores mostram que durante aquele curto período de 200 anos houve fases de quebras anuais entre 41% e 54%, que chegaram a défices de 70% no pico da crise da seca, enquanto o teor da humidade no ar chegou a ter valores inferiores entre 2% e 7% em relação ao clima atual. A seca extrema e prolongada acabou por ditar o abandono da região pelas populações, a que se seguiu o declínio e a falência das estruturas sociais que sustentavam o modo de vida da civilização maia.
"O papel das alterações climáticas no colapso da civilização maia tem sido de alguma forma controverso, em parte porque os estudos anteriores só tinham permitido reconstruções qualitativas do clima da época", explica Nick Evans, investigador da universidade britânica de Cambridge e o principal autor da investigação. "O nosso estudo representa um avanço substancial, porque pela primeira vez conseguimos fazer estimativas robustas da precipitação e dos níveis de humidade [atmosférica] durante esse período", sublinha.
O estudo acaba por demonstrar também como as alterações climáticas, produzindo um impacto profundo no equilíbrio das estruturas e das atividades de uma sociedade, podem contribuir para o seu fim.
sábado, 22 de julho de 2017
A Apóstola Dos Apóstolos: Maria Madalena
Com data de 3 de Junho de 2016, o Papa Francisco, através de um dos seus mais próximos e valiosos colaboradores, o Cardeal Robert Sarah, decretou que a celebração litúrgica de Santa Maria Madalena passasse a ser festa, a realizar todos os anos no dia 22 de Julho, que era já o da sua memória.Esta promoção litúrgica da santa de Magdala ocorre por exigência de vários critérios pastorais que, no referido decreto, sumariamente se referem: “Na actualidade, quando a Igreja é chamada a reflectir mais profundamente sobre a dignidade da mulher, a nova evangelização e a grandeza do mistério da misericórdia divina, pareceu conveniente que o exemplo de Santa Maria Madalena fosse também proposto aos fiéis de uma forma mais adequada. Com efeito, esta mulher conhecida por ter amado Cristo e por ter sido muito amada por Cristo, chamada por São Gregório Magno ‘testemunha da divina misericórdia’ e por São Tomás de Aquino ‘a apóstola dos apóstolos’, pode ser hoje proposta aos fiéis como paradigma do serviço das mulheres na Igreja”.
A este propósito, o secretário da Congregação para o Culto Divino, arcebispo Arthur Roche, muito justamente recordou que “foi João Paulo II quem dedicou uma grande atenção, não só à importância das mulheres na missão do próprio Cristo e da Igreja, mas também, em particular, ao especial papel de Maria de Magdala, como sendo a primeira testemunha que viu o ressuscitado, e a primeira mensageira que anunciou a ressurreição do Senhor aos apóstolos (cfr. Mulieris dignitatem, n. 16)”.
Questão mais difícil é a de apurar quem foi, de facto, Maria Madalena. No passado, houve quem a identificasse com a pecadora que derramou o perfume em casa de Simão, o fariseu; mas a moderna exegese desmente essa identificação. Talvez essa confusão tenha originado a má fama que, desde então, persegue esta santa. Com efeito, a tradição popular imputa-lhe um passado luxurioso, que a Bíblia, contudo, não corrobora. (...)
Os santos não foram, ao contrário do que uma certa mentalidade puritana tende a crer, os que nunca pecaram, ou os que pecaram pouco, mas os que muito amaram, mesmo tendo pecado, alguns até muito. A santidade cristã não é a suprema sublimação do impoluto, mas a perfeição da caridade, sem a qual a fé, a pobreza, e mesmo a mais pura castidade nada valem (cfr. 1Cor 13, 1-3).
A elevação a festa da comemoração litúrgica de Maria Madalena expressa, em termos litúrgicos, o reconhecimento da sua qualidade de apóstola: “por isso – como disse o secretário da Congregação para o Culto Divino – é justo que a celebração litúrgica desta mulher adquira o mesmo grau de festa dado às celebrações dos apóstolos no Calendário Romano Geral e que se destaque a especial missão desta mulher, que é exemplo e modelo para todas as mulheres na Igreja”.
Os que pretendem a promoção das mulheres na Igreja por via da sua clericalização, talvez pensem que esta reforma litúrgica prenuncia a sua admissão ao sacerdócio ministerial, mas é mais lógico que queira dizer exactamente o contrário. Com efeito, se Maria Madalena, sem ter nunca recebido o diaconado, nem o presbiterado ou o episcopado, pôde ser e de facto foi apóstola. (ler artigo completo)
Fonte: P.Gonçalo Portocarrero de Almada
sexta-feira, 12 de maio de 2017
Esta É A Frase
Os católicos portugueses tinham assistido sem grande reacção aos ataques à sua igreja, à prisão de alguns padres e às perseguições aos bispos. Às vezes reagiam mas a revolta essa só chegava quando o anti-clericalismo do Estado os impedia de exercer essa fé que tinham consigo. E assim o mesmo país que parecia aceitar com fatalismo o afastamento dos bispos das respectivas dioceses enfrentava as autoridades para continuar a ter as suas procissões, o toque dos seus sinos e não abdicava de todos os rituais inerentes a um funeral católico. É desse país e dessa fé que “nós cá temos” que nasce Fátima.
Helena Matos, "É uma fé que nós cá temos!", OBSR
Helena Matos, "É uma fé que nós cá temos!", OBSR
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Foi Descoberto Em Badajoz Um Extraordinário Edifício Com Mais De 2500 Anos
![]() |
| Escalinata monumental de época tartésica hallada en el yacimiento del Turuñuelo de Guareña (Badajoz).SANTI BURGOSAdicionar legenda |
A casa de dois andares, com uma escadaria interior, construída com técnicas que só se pensava terem
sido descobertas muitos anos depois.
Nunca antes foi encontrada uma construção assim com tantos anos, pelo menos 2500. É "única" e
"extraordinária", garantem os arqueólogos. Uma escada com dois metros e meio liga os dois andares
do edifício, com cerca de um hectare, o maior alguma vez localizado naquela época tartésica
(1000 a.c a 550 a.c.), a riqueza dos materiais e o seu estado de conservação, deixaram surpreendidos os
investigadores do Instituto de Arqueologia do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC)
da Estremadura. A edição desta segunda-feira do jornal El País conta que desde 2015 que a equipa
coordenada pelos arqueólogos Sebastián Celestino e Esther Rodríguez estão a trabalhar nesta escavação
, localizada em Badajoz, no vale do Guadiana. Nesta construção foram detectados materiais e técnicas
que se pensava só terem sido utilizadas muito tempo depois.
Fonte: El País via DN
sido descobertas muitos anos depois.
Nunca antes foi encontrada uma construção assim com tantos anos, pelo menos 2500. É "única" e
"extraordinária", garantem os arqueólogos. Uma escada com dois metros e meio liga os dois andares
do edifício, com cerca de um hectare, o maior alguma vez localizado naquela época tartésica
(1000 a.c a 550 a.c.), a riqueza dos materiais e o seu estado de conservação, deixaram surpreendidos os
investigadores do Instituto de Arqueologia do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC)
da Estremadura. A edição desta segunda-feira do jornal El País conta que desde 2015 que a equipa
coordenada pelos arqueólogos Sebastián Celestino e Esther Rodríguez estão a trabalhar nesta escavação
, localizada em Badajoz, no vale do Guadiana. Nesta construção foram detectados materiais e técnicas
que se pensava só terem sido utilizadas muito tempo depois.
Fonte: El País via DN
sábado, 11 de março de 2017
Sinais Misteriosos Podem Ser Prova De Vida Extraterrestre
Cientistas de Harvard acreditam que misteriosos sinais de energia que têm chegado à Terra podem ser uma prova da existência de extraterrestres que não está a ser analisada correctamente.
![]() |
Como um raio energético de um planeta pode "empurrar" uma nave espacial
| M. Weiss/CfA |
As Fast Radio Burst (FRB), como ficaram conhecidas estes "pulsos" energéticos, têm levantado várias questões e teorias dentro da comunidade científica desde que foram detectadas pela primeira vez, em 2007.
Avi Loeb, do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, diz que umestes sinais podem estar a ser criados por uma avançada tecnologia alienígena - como um transmissor tão potente que sirva de propulsor para naves espaciais.
Os cientistas colocam a hipótese das FRB serem originadas para impulsionar naves que utilizam as ondas de luz da mesma forma que os barcos à vela utilizam o vento para se moverem no oceano, segundo o Independent. De acordo com os cálculos dos cientistas, a energia gerada é potente o suficiente para mover algo que pese milhões de toneladas.
"Isso é o suficiente para transportar passageiros vivos por distâncias intergalácticas", disse Manasvi Linga, também de Harvard. Desde 2007, foram registadas pelo menos 17 FRB.
"As FRB são extremamente brilhantes dada a sua pouca duração e origem a grandes distâncias e nós ainda não identificámos com confiança uma possível fonte natural", disse Loeb. "Vale a pena considerar e investigar uma origem artificial".
Caso se confirme tratar-se de sinais de seres extraterrestres, tratar-se-á de uma civilização muito mais avançada do que a nossa. Os cientistas estimam que um emissor capaz de gerar os sinais que estamos a captar ocuparia uma área duas vezes maior do que a superfície da Terra -- para conseguir captar energia solar suficiente para tão potentes impulsos. Além disso, a máquina precisaria de ser arrefecida, com muita água, para não derreter.
"Ciência não é uma questão de crença, é uma questão de prova", disse o professor. "Decidir o que está provavelmente à frente do tempo limita as possibilidades. Vale a pena colocar as ideias cá fora e deixar os dados serem os juízes".
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
domingo, 21 de agosto de 2016
Encontrado Um Descomunal Templo Megalítico A Cerca de 3 Km De Stonehenge
Uma equipa de arqueólogos encontrou o que parece ser um descomunal templo megalítico de madeira, a pouco mais de 3 quilómetros de um seu conhecido rival – Stonehenge.
Segundo o jornal britânico The Independent, o achado é composto pelo que parece ter sido um vasto círculo de postes de madeira gigantes, com 500 metros de diâmetro.
O monumental círculo foi encontrados a noroeste do sítio arqueológico de Durrington, onde o ano passado foi descoberto um super-monumento neolítico constituído por cerca de cem monólitos – a maior estrutura neolítica do Reino Unido.
Segundo os arqueólogos britânicos responsáveis pela notável descoberta, a concentração de formações neolíticas encontradas na região sugere que o famoso monumento de Stonehenge poderá ter sido construído numa época de intensa rivalidade religiosa, e eventualmente política.
A escavação foi liderada pelos arqueólogos Vince Gaffney, professor da Universidade de Bradford, e Mike Parker Pearson, da University College de Londres.
A descoberta de que se tratava na realidade de gigantescos postes de madeira mudou completamente a percepção da importância do sítio – o maior monumento antigo deste tipo na Grã-Bretanha.
A mais surpreendente descoberta que o local trouxe, no entanto, foi a de que a construção do complexo circular nunca terá chegado a ser completada – tendo sido interrompida, aparentemente, pouco tempo depois de iniciada a sua construção.
Os 200 a 300 postes, com 6 a 7 metros de altura e 60 a 70 cm de diâmetro, seriam aparentemente usados para apoiar ou expandir uma construção mais complexa.
Mas ao que tudo indica, os trabalhos no círculo foram interrompidos, cerca de 2460 AC, apesar de o círculo estar quase completo.
Segundo os arqueólogos, a razão mais provável para a paragem abrupta da obra é que tenham ocorrido na altura mudanças sociais, políticas ou religiosas na região.
“Estas descobertas lançam luz sobre a complexidade anteriormente desconhecida dos eventos religiosos e políticos da região, durante o período em que as maiores pedras de Stonehenge foram erguidas”, explica ao The Independent o arqueólogo Nick Snashall, director do Stonehenge & Avebury World Heritage Site.
Ou seja, algo como um golpe de estado neolítico terá impedido que hoje houvesse um imponente monumento de madeira a fazer sombra a Stonehenge.
Segundo o jornal britânico The Independent, o achado é composto pelo que parece ter sido um vasto círculo de postes de madeira gigantes, com 500 metros de diâmetro.
O monumental círculo foi encontrados a noroeste do sítio arqueológico de Durrington, onde o ano passado foi descoberto um super-monumento neolítico constituído por cerca de cem monólitos – a maior estrutura neolítica do Reino Unido.
Segundo os arqueólogos britânicos responsáveis pela notável descoberta, a concentração de formações neolíticas encontradas na região sugere que o famoso monumento de Stonehenge poderá ter sido construído numa época de intensa rivalidade religiosa, e eventualmente política.
A escavação foi liderada pelos arqueólogos Vince Gaffney, professor da Universidade de Bradford, e Mike Parker Pearson, da University College de Londres.
A descoberta de que se tratava na realidade de gigantescos postes de madeira mudou completamente a percepção da importância do sítio – o maior monumento antigo deste tipo na Grã-Bretanha.
A mais surpreendente descoberta que o local trouxe, no entanto, foi a de que a construção do complexo circular nunca terá chegado a ser completada – tendo sido interrompida, aparentemente, pouco tempo depois de iniciada a sua construção.
Os 200 a 300 postes, com 6 a 7 metros de altura e 60 a 70 cm de diâmetro, seriam aparentemente usados para apoiar ou expandir uma construção mais complexa.
Mas ao que tudo indica, os trabalhos no círculo foram interrompidos, cerca de 2460 AC, apesar de o círculo estar quase completo.
Segundo os arqueólogos, a razão mais provável para a paragem abrupta da obra é que tenham ocorrido na altura mudanças sociais, políticas ou religiosas na região.
“Estas descobertas lançam luz sobre a complexidade anteriormente desconhecida dos eventos religiosos e políticos da região, durante o período em que as maiores pedras de Stonehenge foram erguidas”, explica ao The Independent o arqueólogo Nick Snashall, director do Stonehenge & Avebury World Heritage Site.
Ou seja, algo como um golpe de estado neolítico terá impedido que hoje houvesse um imponente monumento de madeira a fazer sombra a Stonehenge.
sábado, 28 de maio de 2016
A Atitude Anticientífica Está Na Base De Certo Ateísmo
É essa atitude anticientífica que está na base de um certo ateísmo militante e irracional, que alguns confundem com a verdadeira fé. Foi a essa falsa fé que Dostoievsky aludiu quando, referindo-se aos seus conterrâneos, disse que alguns tinham tanta fé que até eram ateus!Embora a Igreja seja, por princípio, céptica em relação a milagres ou outros fenómenos sobrenaturais, até porque, nestas coisas, geralmente o que parece extraordinário raramente o é, não pode contudo deixar de neles crer, quando é a evidência científica que os impõe. O milagre é isso mesmo: uma constatação científica que a Igreja se limita a acatar e não uma imposição da Igreja de algo que, por se opor às leis científicas, é contrário à ciência e à razão. A fé cristã é racional: quem não acredita nos milagres que a ciência prova, opõe-se à razão e à ciência e, portanto, à fé.
Há muito boa gente que pensa que isto dos milagres é mais um artifício clerical para enganar as pessoas simples e as convencer a aderir à supersticiosa religião dos dogmas, dos mistérios e de outras indecentes superstições. Nada mais falso, até porque não é a Igreja, mas sim a ciência, quem acredita em milagres, porque a noção de facto extraordinário decorre da comprovação científica da inexplicável anormalidade de um fenómeno que, por contrariar as leis que regem a realidade, tem que ser forçosamente atribuído a uma intervenção sobrenatural. Só quem conhece, com rigor, as leis a que obedecem os fenómenos naturais pode, portanto, ajuizar uma tal excepção, pelo que a noção de milagre, mais do que religiosa, é essencialmente científica. ( continuar a ler aqui)
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Foi Resolvido Mistério Dos Buracos-Sacarolhas
Foi preciso olhar do espaço para as marcas da civilização Nazca, no Perú, para resolver um dos grandes mistérios arqueológicos dos nossos tempos: a origem dos chamados puquios.
Segundo a investigadora Rosa Lasaponara, do Instituto italiano de Metodologias para a Análise Ambiental, estes buracos em forma de saca-rolhas serviam para captar o vento e levar a água a fluir pelos canais subterrâneos.
Estas formações faziam parte de um “sistema hidráulico sofisticado construído para retirar água dos aquíferos subterrâneos”, explica a cientista à BBC.
Já se sabia que estes buracos, construídos há mais de 2 mil anos pela civilização Nazca, como uma espécie de chaminés com o formato de saca-rolhas afunilados, situadas acima de canais subterrâneos, eram usados como aquedutos.
Mas só agora, depois uma análise de imagens de satélite, foi possível perceber qual era a sua verdadeira função dos puquios.
Foram construídos para canalizar o vento até aos canais subterrâneos para ajudar a água a fluir , transportando-a assim, até onde era precisa, constatou a equipa de Rosa Lasaponara.
As imagens de satélite analisadas permitiram fazer o mapeamento detalhado dos puquios, cruzando a sua localização com outras infraestruturas da civilização Nazca, ajudando a resolver um dos grandes enigmas arqueológicos dos nossos tempos.
“Os puquios foram o projecto hidráulico mais ambicioso na área de Nazca e tornavam a água disponível para todo o ano, não apenas para a agricultura e irrigação, mas também para necessidades domésticas”, constata Rosa Lasaponara na BBC, onde realça que algumas destas estruturas, ainda funcionam hoje em dia.
“Explorando uma inesgotável fonte de água, ao longo do ano, o sistema puquio contribuiu para umaagricultura intensiva dos vales num dos lugares mais áridos do mundo”, diz também a investigadora, referindo que a região era afectada por secas que podiam durar durante muito tempo, anos por vezes.
Outra ideia que sai desta investigação é que “a construção destes puquios envolveu o uso de umatecnologia particularmente especializada“, diz Rosa Lasaponara.
A investigadora realça o facto de os nativos de Nazca terem um conhecimento avançado da geologiae das variações anuais das fontes de água da região.
Manter os canais a funcionar exigia também, uma habilidade técnica grande, porque estavam situados em falhas tectónicas e a investigadora realça que “é realmente impressionante” os “grandes esforços, organização e cooperação exigidos para a sua construção e manutenção regular”.
Rosa Lasaponara prevê que a manutenção dos puquios devia funcionar num “sistema social e colaborativo organizado”, semelhante ao que levou ao “desenho” das famosas linhas de Nazca, algumas das quais estarão também relacionadas com a água, nomeadamente indicando a corrente da água subterrânea e os seus reservatórios.
Em termos sociais, estas estruturas únicas eram também usadas como arma política, com os que detinham o poder a afirmarem-no “controlando a distribuição de água”.
A investigação ainda não foi publicada, o que está previsto acontecer ainda neste ano.( ZAP)
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
A Importância Dos Santuários Ao Longo Da História Vai Estar Em Debate No Alandroal
A importância dos santuários e o lugar central que têm ocupado em todas as culturas e religiões, ao longo da História, vão ser realçados num congresso internacional em Alandroal, entre esta sexta-feira e domingo, dias 12 a 14.
O congresso intitula-se “Santuários: Cultura, Arte, Romarias, Peregrinações, Paisagens e Pessoas” e vai decorrer no Fórum Cultural Transfronteiriço de Alandroal, englobando comunicações, debates, exposições e visitas.
Luís Jorge Gonçalves, professor da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, uma das entidades organizadoras, explica à Agência Lusa que o objectivo é “reunir estudiosos” sobre santuários e promover uma reflexão conjunta acerca do assunto.
“Pretende-se que seja o primeiro de muitos congressos, para que possamos criar quase uma pequena enciclopédia em torno desta temática tão rica”, diz.
Mais de 100 participantes e especialistas, portugueses e estrangeiros, sobretudo do Brasil, Espanha e Itália, vão estar reunidos, durante três dias, na vila de Alandroal, no Alentejo, concelho que alberga um antigo santuário do culto do Endovélico, deus dos lusitanos e com especial importância na época romana.
“Foi um dos maiores santuários do período romano e já fazia a síntese entre as populações indígenas, porque é em honra de um deus de indígenas, e a própria população romana, chegando mesmo a ser cristianizado”, explica Luís Jorge Gonçalves.
Os santuários, ao longo da História e “em todas as culturas e religiões”, realça o professor universitário, sempre foram vistos “como lugar de encontro com o divino” e estiveram “presentes na história humana, como lugares centrais onde se vai para estar mais perto do sagrado”.
“Em termos de construção, talvez tenham sido os lugares mais importantes, porque o homem sempre ‘moveu montanhas’ para os edificar, foram sempre uma coisa em grande”, refere.
Estes locais de culto, acrescentou, “ocupam um lugar central, independentemente da época histórica, da zona geográfica, da cultura e da religião, seja ela divina ou profana”.
Neste aspecto, Portugal “é um país muito rico” e tem “imensos santuários, públicos ou privados, maiores ou menores”, mas o de Nossa Senhora de Fátima é o mais importante: “Fátima é o culto dominante e o respectivo santuário ‘apaga’ os restantes”.
“Só preservamos o que conhecemos e, como em tudo na vida, os santuários nascem, têm o seu apogeu e muitas vezes morrem. Vamos também falar desse constante movimento religioso, para chamar a atenção para esta pluralidade de santuários”, frisa o organizador.
Fonte:Correio do Alentejo
O congresso intitula-se “Santuários: Cultura, Arte, Romarias, Peregrinações, Paisagens e Pessoas” e vai decorrer no Fórum Cultural Transfronteiriço de Alandroal, englobando comunicações, debates, exposições e visitas.
Luís Jorge Gonçalves, professor da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, uma das entidades organizadoras, explica à Agência Lusa que o objectivo é “reunir estudiosos” sobre santuários e promover uma reflexão conjunta acerca do assunto.
“Pretende-se que seja o primeiro de muitos congressos, para que possamos criar quase uma pequena enciclopédia em torno desta temática tão rica”, diz.
Mais de 100 participantes e especialistas, portugueses e estrangeiros, sobretudo do Brasil, Espanha e Itália, vão estar reunidos, durante três dias, na vila de Alandroal, no Alentejo, concelho que alberga um antigo santuário do culto do Endovélico, deus dos lusitanos e com especial importância na época romana.
“Foi um dos maiores santuários do período romano e já fazia a síntese entre as populações indígenas, porque é em honra de um deus de indígenas, e a própria população romana, chegando mesmo a ser cristianizado”, explica Luís Jorge Gonçalves.
Os santuários, ao longo da História e “em todas as culturas e religiões”, realça o professor universitário, sempre foram vistos “como lugar de encontro com o divino” e estiveram “presentes na história humana, como lugares centrais onde se vai para estar mais perto do sagrado”.
“Em termos de construção, talvez tenham sido os lugares mais importantes, porque o homem sempre ‘moveu montanhas’ para os edificar, foram sempre uma coisa em grande”, refere.
Estes locais de culto, acrescentou, “ocupam um lugar central, independentemente da época histórica, da zona geográfica, da cultura e da religião, seja ela divina ou profana”.
Neste aspecto, Portugal “é um país muito rico” e tem “imensos santuários, públicos ou privados, maiores ou menores”, mas o de Nossa Senhora de Fátima é o mais importante: “Fátima é o culto dominante e o respectivo santuário ‘apaga’ os restantes”.
“Só preservamos o que conhecemos e, como em tudo na vida, os santuários nascem, têm o seu apogeu e muitas vezes morrem. Vamos também falar desse constante movimento religioso, para chamar a atenção para esta pluralidade de santuários”, frisa o organizador.
Fonte:Correio do Alentejo
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
A Sombra Dos Dias
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Símbolos Misteriosos No Deserto . . .
. . . De Gobi
Imagens do Google Maps revelaram uma matriz de estruturas misteriosas e padrões gravados na superfície do deserto de Gobi na China. Os meios de comunicação - têm especulado que podem ser armas de testes chineses locais, indicadores de calibração de satélite, mapas de ruas de Washington, DC, e Nova York, ou mesmo mensagens para (ou de) alienígenas.
Acontece que parece que eles são utilizados para calibrar satélites de espionagem da China - é o que diz Jonathon Hill, um técnico de pesquisa e responsável pela planificação da missão no Centro de V. Espacial Mars Universidade Estadual do Arizona, que opera muitas das câmaras utilizadas durante as missões da NASA Mars. Colina trabalha com imagens da superfície marciana, tiradas por sondas e satélites, bem como dados de instrumentos em órbita da Terra da NASA.
Alinha de 65 metros de largura branca que compõem as redes da China não são feitas de metal reflexivo como muitos sites de notícias têm sugerido. " Têm lacunas onde elas se cruzam com alguns canais de drenagem natural e as próprias linhas não são perfeitamente preenchidas, têm muitas estrias e cobertura desigual. Eu acho que é seguro dizer que estes são uma espécie de tinta", disse Hill, observando que, se fossem feitos de pó branco ou de giz, o vento teria causado alterações.
Será assim, não será ? - Eis a questão
Fonte: SPACE
Imagens do Google Maps revelaram uma matriz de estruturas misteriosas e padrões gravados na superfície do deserto de Gobi na China. Os meios de comunicação - têm especulado que podem ser armas de testes chineses locais, indicadores de calibração de satélite, mapas de ruas de Washington, DC, e Nova York, ou mesmo mensagens para (ou de) alienígenas.
Acontece que parece que eles são utilizados para calibrar satélites de espionagem da China - é o que diz Jonathon Hill, um técnico de pesquisa e responsável pela planificação da missão no Centro de V. Espacial Mars Universidade Estadual do Arizona, que opera muitas das câmaras utilizadas durante as missões da NASA Mars. Colina trabalha com imagens da superfície marciana, tiradas por sondas e satélites, bem como dados de instrumentos em órbita da Terra da NASA.
Alinha de 65 metros de largura branca que compõem as redes da China não são feitas de metal reflexivo como muitos sites de notícias têm sugerido. " Têm lacunas onde elas se cruzam com alguns canais de drenagem natural e as próprias linhas não são perfeitamente preenchidas, têm muitas estrias e cobertura desigual. Eu acho que é seguro dizer que estes são uma espécie de tinta", disse Hill, observando que, se fossem feitos de pó branco ou de giz, o vento teria causado alterações.
Será assim, não será ? - Eis a questão
Fonte: SPACE
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