Ao abdicar da necessidade de parecer moralmente superior, os EUA soltam as amarras da autocontenção. (Jorge Silva Carvalho, DN)O maior predador do sistema deixa de fingir que cabe na jaula das instituições.
Esta perda de pudor sinaliza a erosão do multilateralismo e do direito internacional tal como definido após a II Guerra mundial. Quando a potência garante do sistema decide jogar pelas regras dos seus adversários, o Direito Internacional passa de árbitro a obstáculo descartável.
Na Venezuela, o mundo assiste ao maior predador do sistema a testar os limites da jaula institucional. Sem a máscara do good guy, sobra o poder bruto.
E num mundo onde os grandes predadores perdem a autocontenção, a questão para Estados, como os europeus, deixa de ser “quem tem razão” para passar a ser “como sobreviver sem se tornarem presa óbvia”. (ler texto na íntegra)

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