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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

A Origem Do Ano Novo

 A origem do Ano Novo em 1º de janeiro remonta à Roma Antiga com Júlio César, que instituiu o Calendário Juliano, dedicando janeiro (mês de Jano, deus dos inícios) como o primeiro mês; a data foi oficializada globalmente com o Calendário Gregoriano no século XVI, embora civilizações antigas (mesopotâmios, egípcios) já tivessem celebrações na primavera, e outras culturas (chineses, judeus) mantenham datas próprias.

Raízes Antigas
Mesopotâmia e Antigo Egito (2000 a.C.): Celebrações de passagem de ano comemoravam a primavera e o fim do inverno, com rituais e festividades.
Romanos (Antes de César): O ano começava em março, ligado ao ciclo agrícola.

A Mudança para Janeiro
Júlio César (46 a.C.): Instituiu o Calendário Juliano, definindo janeiro como o primeiro mês, em homenagem a Jano (deus das transições, com duas faces, uma para o passado e outra para o futuro).Cristianismo Primitivo: A Igreja considerou o 1º de janeiro pagão e mudou o Ano Novo para 25 de março (Anunciação).

Oficialização Global
Papa Gregório XIII (Século XVI): Adotou o Calendário Gregoriano, restabelecendo 1º de janeiro como Ano Novo para os países católicos, alinhando-o com as celebrações romanas.
Expansão Ocidental: Com o tempo, o calendário gregoriano e a data de 1º de janeiro foram adotados mundialmente, tornando-se a celebração mais conhecida.

Outras 
CulturasAno Novo Chinês (Chun Jie): Celebrado entre janeiro e fevereiro.
Rosh Hashaná (Judaico): Celebrado em setembro/outubro.

Assim Vai Este País

 
 Vivemos num Estado com uma burocracia asfixiante, que se assume digital, mas cujos procedimentos à beira de um novo ano, são analógicos.   (Ana Cipriano, ECO)
 
Volvidas mais de duas décadas desde a viragem do século, assistimos à persistência de modelos organizativos excessivamente hierarquizados, de procedimentos administrativos redundantes e de uma cultura institucional pouco orientada para resultados globais que têm limitado a capacidade de adaptação do Estado a uma sociedade em acelerada transformação. (...)

Num tempo marcado pela digitalização, pela inovação tecnológica e pela crescente disponibilidade de dados, torna-se difícil justificar estas situações, pois talvez as razões não sejam tão somente de ordem tecnológica, mas de garantias, de direitos e liberdades (tal como refere a Constituição da República Portuguesa), num Estado que se quer moderno, transparente e verdadeiramente ao serviço do interesse público. Ano Novo, Vida Nova na Administração Pública? Esperemos que sim. Boas entradas!

A ironia cruel: nunca tivemos tanta tecnologia para ganhar tempo, e nunca nos sentimos tão sem ele. A promessa era libertação. O resultado foi aceleração. Cada minuto “poupado” foi imediatamente preenchido com mais tarefas, mais estímulos, mais exigências. O tempo não ficou vazio ficou colonizado.         (Ana Teresa Fernandes, OBSR)

E, no entanto, o tempo é a única coisa que não se acumula. Não se investe. Não se recupera. Passa. Sempre. Talvez seja isso que o torna tão ameaçador para um sistema que vive de crescimento infinito. O tempo lembra-nos dos limites, da finitude, da impossibilidade de fazer tudo, de ser tudo, de estar em todo o lado. (...)

Há algo profundamente político nesta falta de tempo. Quando não temos tempo, não questionamos. Não paramos. Não pensamos. Consumimos soluções rápidas para problemas que exigiriam silêncio. Reagimos em vez de refletir. O “não tenho tempo” é o aliado perfeito de um sistema que prefere indivíduos ocupados a cidadãos atentos.

Novo Ano 2026 !