“É melhor ser temido do que amado”, dizia Maquiavel. A questão, aqui, é que os Estados Unidos não se estão a tornar temidos, que sempre foram, é estarem a tornar-se odiados. (Alexandre Borges, OBSR)
O espelho do Estado num boletim de voto com 14 nomes - O caso dos boletins de voto que foram impressos com 14 nomes para uma eleição onde apenas 11 foram formalmente admitidos é algo de inimaginável até ao momento em que se torna realidade. (Paulo Ferreira, OBSR)
Não estamos perante uma operação moral. Estamos perante uma operação de poder. A nova doutrina americana é uma doutrina de guerra económica total. O campo de batalha? Portos, minas, contratos de concessão, sistemas financeiros e governos frágeis. (Miguel Baumgartne, JEconómico)
O que estamos a assistir não é ao regresso de um imperialismo clássico. É algo mais perigoso. Um imperialismo económico sem narrativa moral, sem preocupação institucional, sem limites autoimpostos. Um poder que age porque pode. E porque acredita que, se não agir agora, perderá a corrida. A captura de Maduro não encerra um ciclo. Abre-o. A pergunta já não é se outros países podem ser pressionados, desestabilizados ou controlados. A pergunta é quando. E com que grau de resistência.
A guerra já começou. Só ainda não nos habituámos a chamar-lhe pelo nome. A guerra já começou. Só ainda não nos habituámos a chamar-lhe pelo nome.

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