Há quatro anos seria impensável prever que Portugal conseguiria financiar-se no mercado a taxas de juro negativas. Só um lunático poderia projectar que a taxa de juro da dívida portuguesa a dois anos no mercado secundário passaria de quase 17% para valores negativos como aqueles que se verificaram esta semana – o que significa que, em vez de Portugal pagar uma taxa pelo financiamento, é o investidor que remunera o Estado para poder ficar com os títulos.
Em 2011, toda a Europa nos comparava com os gregos, tal como, nos anos seguintes, muitos encaravam um segundo resgate como uma inevitabilidade. Hoje, essas comparações parecem-nos irreais quando olhamos para a Grécia e percebemos que a sua saída começa a ganhar contornos concretos. Já não é uma especulação. É uma hipótese séria em termos da opinião pública europeia. Por várias razões. (continuar a ler aqui)
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