É por isso tudo que não posso deixar de estranhar aquilo que me parece ter saído das reuniões deste fim-de-semana, algo detectável nas palavras de Starmer, de Macron, de Giorgia Meloni: a ideia de que o melhor caminho é procurar consertar o mal acontecido naquela sexta-feira à frente de todo o mundo, é tentar reaproximar Trump e administração americana de Zelensky, é procurar reconciliar a Europa com esta administração americana, é procurar revitalizar a NATO acreditando que, nela, o papel central continuará ser desempenhado pelos Estados Unidos. (...)
Daí que, caros líderes europeus, este seja um tempo onde sem sentido de urgência e sem clareza de objectivos não iremos a lado nenhum, e os nossos amigos ucranianos muito menos.
Para que sobreviva o essencial é necessário perceber que para lidar com Trump não chegam lisonjas, não bastam palmadas nas costas, não é sequer suficiente um convite para visitar o rei e o Palácio de Buckingham – para lidar com Trump é necessário falar a linguagem da força.
É por isso que, ao contrário de quase todos, não estou seguro que Zelensky tenha saído assim tão a perder daquele encontro na Casa Branca – aos olhos do mundo ele mostrou que é possível não se ser intimidado mesmo pelo que julga ser o “homem mais poderoso do mundo”. Para já, é apenas o maior dos “bullies”. (texto na íntegra)
É por isso que, ao contrário de quase todos, não estou seguro que Zelensky tenha saído assim tão a perder daquele encontro na Casa Branca – aos olhos do mundo ele mostrou que é possível não se ser intimidado mesmo pelo que julga ser o “homem mais poderoso do mundo”. Para já, é apenas o maior dos “bullies”. (texto na íntegra)
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