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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

A Tolerância Com Os Intolerantes ...

 

A  tolerância ilimitada deve conduzir a um desaparecimento da tolerância. Se entendermos a tolerância ilimitada incluindo aqueles que são intolerantes, sem não estarmos preparados para defender uma sociedade tolerante contra os ataques dos intolerantes, então os tolerantes serão destruídos, e a tolerância com eles.

Tenhamos por tanto que reclamar, em nome da tolerância, e o direito a não tolerar a intolerância.

O filósofo austríaco Karl Popper questionou até que ponto a sociedade deve ser tolerante com os intolerantes

A frase descreve o Paradoxo da Tolerância de Karl Popper, que argumenta que a tolerância ilimitada leva à destruição da própria tolerância, pois permite que os intolerantes a destruam; portanto, uma sociedade tolerante deve defender-se, reservando o direito de não tolerar aqueles que atacam a tolerância e a sociedade aberta, usando a força se necessário, especialmente quando a argumentação racional falha e eles recorrem à violência, como ensinado no livro A Sociedade Aberta e Seus Inimigos.

Entendendo o Paradoxo: O Problema: Uma sociedade aberta e tolerante, ao estender tolerância ilimitada a grupos que pregam a intolerância, corre o risco de ser destruída por esses grupos, que podem acabar com a liberdade e a tolerância.

A Solução de Popper: 
Primeiro, o Diálogo: Não se deve suprimir imediatamente ideias intolerantes se elas puderem ser combatidas com argumentos racionais e mantidas sob controle pela opinião pública.

Quando Intervir: Deve-se reivindicar o direito de não tolerar os intolerantes, e até mesmo suprimi-los pela força, se eles abandonarem o debate racional e se prepararem para usar a violência (punhos ou pistolas) para impor suas ideias.

O Limite: A linha é cruzada quando os intolerantes se recusam a dialogar, usam desinformação para criar bolhas, atacam oponentes e estão dispostos a usar violência física, ameaçando os fundamentos da sociedade democrática.

Em Resumo: Para proteger a sociedade aberta e plural, é preciso ser vigilante e, em última instância, intolerante com aqueles que ativamente buscam destruir a tolerância e a liberdade, garantindo que a democracia não seja vítima de seus próprios princípios.

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