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domingo, 18 de janeiro de 2026

A Frase (8)

 Liderar num mundo sem margem para irresponsabilidade - Entre geopolítica, inteligência artificial e crise climática, a liderança responsável deixou de ser um atributo reputacional para se tornar um critério de sobrevivência económica.    (Felipe Martins, J Negócios)

Nos últimos meses, exemplos de naturezas muito distintas têm exposto o mesmo problema de fundo. A instrumentalização do discurso democrático em contextos de pressão geopolítica e económica, a divulgação de envolvimentos empresariais em contextos de conflito que levantam sérias questões éticas, ou ainda a confirmação, pela World Meteorological Organization, de que 2025 figura entre os três anos mais quentes alguma vez registados, revelam uma realidade comum: as decisões com maior impacto global continuam a ser tomadas sem responsabilidade proporcional às suas consequências. (...)

A presença simultânea de responsáveis políticos como Ursula von der Leyen, líderes multilaterais como António Guterres e executivos tecnológicos como Satya Nadella ilustra bem a transversalidade do desafio. Em esferas distintas, todos enfrentam a mesma exigência de saber liderar num contexto de fragmentação, aceleração tecnológica e pressão social crescente, onde a margem para decisões neutras ou isentas de impacto é cada vez menor.

Num mundo marcado por volatilidade geopolítica, disrupção tecnológica e erosão da confiança, liderar deixou de significar apenas definir estratégia ou otimizar resultados. Passou a significar assumir responsabilidade pelas consequências económicas, sociais e humanas das decisões tomadas, incluindo aquelas que só se tornam visíveis a médio e longo prazo. É neste ponto que o conceito de liderança responsável ganha densidade prática, não como rótulo aspiracional, mas como capacidade real de governar tensões entre "stakeholders", horizontes temporais e expectativas sociais frequentemente contraditórias. (ler texto na íntegra) (...)

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