Liderar num mundo sem margem para irresponsabilidade - Entre geopolítica, inteligência artificial e crise climática, a liderança responsável deixou de ser um atributo reputacional para se tornar um critério de sobrevivência económica. (Felipe Martins, J Negócios)
A presença simultânea de responsáveis políticos como Ursula von der Leyen, líderes multilaterais como António Guterres e executivos tecnológicos como Satya Nadella ilustra bem a transversalidade do desafio. Em esferas distintas, todos enfrentam a mesma exigência de saber liderar num contexto de fragmentação, aceleração tecnológica e pressão social crescente, onde a margem para decisões neutras ou isentas de impacto é cada vez menor.
Num mundo marcado por volatilidade geopolítica, disrupção tecnológica e erosão da confiança, liderar deixou de significar apenas definir estratégia ou otimizar resultados. Passou a significar assumir responsabilidade pelas consequências económicas, sociais e humanas das decisões tomadas, incluindo aquelas que só se tornam visíveis a médio e longo prazo. É neste ponto que o conceito de liderança responsável ganha densidade prática, não como rótulo aspiracional, mas como capacidade real de governar tensões entre "stakeholders", horizontes temporais e expectativas sociais frequentemente contraditórias. (ler texto na íntegra) (...)
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