As banalidades de Seguro têm o equivalente político no vazio de Ventura. Seguro é um sussurro político para tranquilizar o sistema. Ventura é um megafone político para perturbar o sistema. Seguro não tem ideias porque em Portugal as ideias são um obstáculo ao normal funcionamento da democracia. Ventura sem megafone revela o vazio de ideias que se alimenta da crítica às banalidades de Seguro.
Desta observação fica a conclusão política sobre as presidenciais – Seguro é moderado porque só pode ser moderado para existir politicamente; Ventura é radical porque só pode ser radical para existir politicamente. Seguro não pretende ir a lado nenhum. Ventura segue o impulso de uma aventura política. O paradoxo das presidenciais é que os candidatos são mais forma do que conteúdo político. (...)
O próximo Presidente da República será escolhido pela filiação a uma imagem política e não pela adesão a um programa político. (texto na íntegra)

Sem comentários:
Enviar um comentário