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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

Esta è A Frase (10)

Luís Montenegro que é sem dúvida o vencido que enfrenta desafios mais difíceis de ultrapassar. Neste momento, como dizem os brasileiros, “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Se apoiar André Ventura corre o risco de dividir ainda mais o partido – e de sair de novo derrotado. Se apoiar Seguro pode dividir menos o partido, mas dá campo aberto a Ventura para o seu discursos anti-sistema. Mas o pior dos seus problemas está para chegar ao longo deste ano. Tudo indica que Ventura não ganha as presidenciais, mas vai ter uma votação que lhe permite dizer que é o líder da direita. O que fará Ventura com essa liderança? Mais do que responder a essa pergunta, Montenegro vai ter de ser capaz de ter um golpe de génio que faça o seu eleitorado acreditar, especialmente o mais jovem, que está a resolver os problemas do país. Tem à sua frente um desafio de sobrevivência.        (Helena Garrido, OBSR)

Nota: "Para bom entendedor, meia verdade basta"

O Mundo Está Devolvido Ao Prazer De Odiar

O mundo está devolvido ao prazer de odiar. É uma constante da política e da natureza humana – O inconfundível prazer que o domínio e a humilhação do outro causam nas mentes primárias e nos intelectos mais elevados.  (Carlos Marques de Almeida, ECO)

Quando Trump recebe o prémio Nobel da paz que não lhe foi atribuído, tal gesto diminui a simbologia do prémio e funciona como uma humilhação do real destinatário. Quando Trump anuncia a expansão territorial da América através da anexação da Gronelândia, tal declaração desafia toda a construção de uma ordem internacional que projecta a humilhação de uma nação aliada e cooperante. 

E se algum país soberano não concordar com a soberania universal da América então dispara-se a arma das tarifas aduaneiras transformadas numa espécie de míssil de cruzeiro económico. Há qualquer coisa que aproxima estas declarações políticas da lógica das expedições punitivas para efeitos de pacificação da ordem internacional. É a nova versão da Pax Americana.

O ódio em política não é um atributo particular à direita ou à esquerda. O ódio é uma parte constitutiva da política – Maquilhado com a hipocrisia, disfarçado com a justiça, impulsionado com a cultura. O ódio é um dispositivo político que provoca um profundo sentido de identidade e uma ideia de destino manifesto. 

O ódio é uma emoção política que se liberta do medo, da inveja, do preconceito, do desejo puro de poder. O ódio permite unir comunidades inteiras contra um inimigo comum. 

O mesmo ódio que faz da política um exercício irracional associado a decisões destrutivas que podem ameaçar a harmonia social de uma comunidade e armadilhar qualquer sentido de realização pessoal. O ódio consolida as divisões e fortifica as fronteiras. 

O estado actual do mundo passa pela consolidação das divisões e pela fortificação das fronteiras. Fronteiras políticas e económicas. Contra uma versão lírica do Direito Internacional, o ódio é a mais eficaz máquina do medo. (ler aqui texto na íntegra)

Recomeço ...

 

“Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade.”

             ( Miguel Torga)