O que falta não é tecnologia. Temos a tecnologia. O que falta é decisão política de aceitar a realidade incómoda: que sistemas centralizados de comunicações rígidos (como o SIRESP) não funcionam mais.(Manuel Peres Afonso, OBSR)
Enquanto as equipas de bombeiros, os paramédicos e a Proteção Civil tentavam coordenar o caos no terreno, havia um problema que ninguém podia ver mas todos sentiam: o SIRESP — o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal — falhou. Não numa única noite. Falhou durante dias, desde o pico da tempestade, com intermitências contínuas e críticas que obrigaram as equipas de resgate a recorrerem a métodos alternativos de comunicação. Rádio analógico. Telemóveis pessoais. Tudo menos o sistema que deveria ser a espinha dorsal de todas as operações de emergência em Portugal.

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