Durante décadas, difundiu-se uma leitura simplificada do estruturalismo, de Saussure, Barthes e outros, com a ideia de que não existe verdade fora das estruturas humanas e das suas relações de poder, de que tudo é linguagem e de que o mundo é apenas interpretação. Essa versão popularizada e distorcida do estruturalismo abriu caminho ao relativismo fácil, ao “cada um tem a sua verdade”, ao conforto intelectual de acreditar que a realidade se dobra às nossas convicções.
O problema desta forma de olhar a realidade é que, quando tudo é, afinal, relativo, nada chega a ser comum a todos. E sem um mínimo denominador factual, a vida coletiva torna-se impossível e o nosso destino, enquanto sociedade, será a fragmentação e o conflito permanente. (texto integral)

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