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domingo, 22 de fevereiro de 2026

A Realidade Contemporânea

A realidade contemporânea impõe uma reflexão inquietante. Permitimos que o mundo se tornasse uma distopia enraizada. A transcendência foi substituída pelo excesso; a fraternidade, pela exclusão.  (Pedro Martins da Silva, OBSR)

Quando a riqueza ultrapassa qualquer medida ética, gera uma patologia da alma: a crença de estar acima da condição humana o que se pode traduzir em distopias de isolamento , lugares como a “ilha dos horrores de Epstein” ou os “safáris humanos” de “snipers voluntários” e pagando para o serem, representando a tentativa de criar um mundo sem o “Outro”. Se o Reino de Deus propõe a comunhão, estas elites buscam a secessão. Querem habitar uma realidade ontologicamente diferente, onde as leis morais e sociais não se aplicam. É a “humanidade transfigurada” invertida em “monstruosidade desfigurada”.

É o comportamento de Trump e dos seus principais conselheiros que colocou os EUA numa rota semelhante à do Titanic.  (Harold James, J Negócios)

Os desenvolvimentos políticos recentes nos Estados Unidos revelaram uma fragilidade estrutural americana. Na sequência das ameaças do Presidente Donald Trump à Gronelândia (das quais viria a recuar em Davos), o vice-presidente dos EUA, JD Vance, acabou por admitir inadvertidamente uma dura verdade durante uma intervenção numa instalação industrial portuária, em Toledo, no Ohio. Ao apregoar um alegado “grande regresso americano”, culpou a administração do antigo Presidente Joe Biden por uma crise de acessibilidade em rápido crescimento e acabou por deixar escapar: “Não se faz o Titanic mudar de direção de um dia para o outro”. 

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