E todos os debates, reportagens, entrevistas e comentários convergem num ponto central: a comunicação, ou a falta dela, surge como a principal falha apontada ao Estado. As críticas repetem-se e ecoam argumentos já apresentados recentemente, aquando da crise provocada pela COVID-19. Contudo, ao recuarmos no tempo, encontramos as mesmas lacunas em episódios como os incêndios florestais, a crise do SNS ou o caso de Tancos, entre outros. Existe, de facto, um padrão: sempre que surge uma situação de crise, surge uma falha de comunicação pública, lado a lado.(...)
É preciso olhar com atenção e sentido crítico para as estruturas de comunicação que dão assessoria aos interlocutores institucionais do Estado nos momentos de crise e que são a ponte absolutamente fundamental com a população. São estas estruturas que gerem a preparação, autonomia e capacidade real para informar com clareza, coerência e responsabilidade quando a confiança pública está em jogo. (...)
Enquanto esta profissionalização não se consolidar, a comunicação pública continuará, para o bem e para o mal, excessivamente dependente das redes sociais.
É preciso olhar com atenção e sentido crítico para as estruturas de comunicação que dão assessoria aos interlocutores institucionais do Estado nos momentos de crise e que são a ponte absolutamente fundamental com a população. São estas estruturas que gerem a preparação, autonomia e capacidade real para informar com clareza, coerência e responsabilidade quando a confiança pública está em jogo. (...)
Enquanto esta profissionalização não se consolidar, a comunicação pública continuará, para o bem e para o mal, excessivamente dependente das redes sociais.
Quando as redes de comunicação colapsam, colapsa também a “aldeia global” – o momento em que se revelam os limites de um modelo que delega no espaço digital a responsabilidade máxima pelo bem comum, responsabilidade esta que dificilmente lhe pode ser imputada.

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