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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Esta É A Frase (33)

Quando as redes de comunicação colapsam, colapsa também a “aldeia global” e revelam-se os limites de um modelo que delega no espaço digital a responsabilidade máxima pelo bem comum.    (Celsa Padamo, OBSR)

E todos os debates, reportagens, entrevistas e comentários convergem num ponto central: a comunicação, ou a falta dela, surge como a principal falha apontada ao Estado. As críticas repetem-se e ecoam argumentos já apresentados recentemente, aquando da crise provocada pela COVID-19. Contudo, ao recuarmos no tempo, encontramos as mesmas lacunas em episódios como os incêndios florestais, a crise do SNS ou o caso de Tancos, entre outros. Existe, de facto, um padrão: sempre que surge uma situação de crise, surge uma falha de comunicação pública, lado a lado.(...)

É preciso olhar com atenção e sentido crítico para as estruturas de comunicação que dão assessoria aos interlocutores institucionais do Estado nos momentos de crise e que são a ponte absolutamente fundamental com a população. São estas estruturas que gerem a preparação, autonomia e capacidade real para informar com clareza, coerência e responsabilidade quando a confiança pública está em jogo. (...)

Enquanto esta profissionalização não se consolidar, a comunicação pública continuará, para o bem e para o mal, excessivamente dependente das redes sociais. 

Quando as redes de comunicação colapsam, colapsa também a “aldeia global” – o momento em que se revelam os limites de um modelo que delega no espaço digital a responsabilidade máxima pelo bem comum, responsabilidade esta que dificilmente lhe pode ser imputada.

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