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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Esta É A Frase (34)

Também as empresas deveriam aprender as duras lições no rastro de fenómenos meteorológicos extremos. Um plano de continuidade e resiliência robusto precisa fazer mais que a reposição da normalidade. Só um plano de continuidade corporativa robusto e sempre em dia é determinante não apenas para restabelecer operações, proteger pessoas e preservar valor. A qualidade e a consistência da resposta moldam o futuro.  

(Suzane Veloso, Público)

Ninguém demonstrou isso com mais clareza do que Sebastião José de Carvalho e Melo, diante de quem passo todos os dias. Para muitos, o Marquês de Pombal é apenas uma estátua no centro da rotunda. Mas deveria ser referência viva para o setor público e privado.

Se pudéssemos adaptar para o presente corporativo uma versão condensada da obra de Pombal em “Dez Mandamentos”, as suas diretrizes claras, pragmáticas e eficazes seriam mais que uma lanterna no caos. Seriam a base atemporal para empresas que buscam um plano de continuidade que garanta reconstrução rápida e eficiente, mas também longeva:

1. Centralização decisória: em momentos críticos, garante rapidez, coerência e segurança das pessoas.
2. Priorização da funcionalidade: restabelecer operação e receita antes de pensar em refinamentos.
3. Padronização para escalar: modularidade acelera e reduz custos
4. Inovação orientada ao risco: reconstruir igual ao que caiu é erro estratégico..
5. Engenharia como estratégia econômica: desenho e infraestrutura protegem e geram valor.
6. Financiamento estruturado: sem funding não há resiliência.
7. Comunicação firme: comandos claros e consistentes contêm o pânico.
8. Combate ao oportunismo: crises atraem predadores; governança robusta os afasta.
9. Planejamento de longo prazo mesmo na urgência: unir resposta imediata e visão futura
10. Reconstrução da confiança: marcas e instituições precisam restaurar reputação, não apenas ativos físicos.  (...)

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