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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Esta É A Frase (38)

 Passos Coelho criticou o governo de Montenegro. Não sabemos o que faria de diferente, porque recusou disputar a liderança no PSD e apresentar-se como candidato a primeiro-ministro, defendendo o que entende serem as reformas necessárias ao país.  (Ricardo Santos Ferreira, J Económico)

Não veio acrescentar, mas marcar terreno, criticando o governo de Luís Montenegro pela ausência de reformas e pela escolha do ministro da Administração Interna. No primeiro caso, sabemos que o tempo de ação começa agora, no fim de um ciclo eleitoral exaustivo, mas sempre com o reparo de que se trata de um governo com apoio parlamentar limitado, que terá de se apoiar no Chega ou no PS para concretizar o programa com que foi eleito. No segundo, da transição de Luís Neves da Polícia Judiciária para a Administração Interna, não se percebe o reparo, quando Fernando Negrão foi diretor da PJ e ministro num governo liderado pelo próprio Passos Coelho, ainda por cima na Justiça, que tutela a PJ.

Também não sabemos o que faria de diferente, porque recusou disputar a liderança no PSD e apresentar-se como candidato a primeiro-ministro, defendendo o que entende serem as reformas necessárias ao país. Nem procurou a Presidência da República, apesar dos apelos. Guarda-se para outra oportunidade, certamente. Mais tempo do que António José Seguro, que esperou uma década.

Neste mundo mediatizado em que vivemos, o Diabo não está nos pormenores, mas nas palavras das declarações, na intervenção pública. E não com o bíblico dizer manhoso ao ouvido para provocar a tentação, mas no comentário para atingir quem é visado, ferindo-o, atirando de um lugar seguro.

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