Dos drones portugueses que voam alto em cenários de guerra aos estilhaços de Epstein que atingiram a família real britânica. E as tempestades, e os seus efeitos, que passaram a ser o grande teste à governação de Montenegro. Conheça o rating desta semana. (Ricardo Gomes Ferreira, J Económico)
O discurso europeu da “autonomia estratégica” tornou-se uma curiosa ginástica sem músculo. Falamos de independência energética, mas dependemos de gás caro; falamos de liderança tecnológica, mas continuamos a importar chips asiáticos; falamos de defesa, mas hesitamos em gastar o que prometemos. (Luís Miguel Henriques, J Negócios)
No passado sábado, em Munique, Mark Rubio lançou aos europeus uma provocação com sotaque de urgência: “O século XXI será decidido por quem tiver coragem para simplificar.”
Se neste momento podemos encarar com tranquilidade orçamental uma situação anormal de emergência é porque, nos últimos anos, construímos uma reputação nos mercados. (Paulo Ferreira, OBSR)
É evidente que o objectivo de equilíbrio orçamental deve ser abandonado temporariamente, apenas na medida do impacto orçamental deste choque económico e sem entrar em facilitismos que vão para além disso. (...)
E se neste momento podemos encarar com normalidade e tranquilidade orçamental uma situação anormal de emergência é porque, ao longo dos últimos anos, o país soube construir nos mercados uma reputação que nunca teve: que entende que as contas públicas devem ser equilibradas e a dívida do Estado deve ser mantida em níveis confortáveis. (...)
E devemos, sem dramas, assumir que virá aí um orçamento retificativo para este ano porque o tecto da despesa (e, eventualmente, da dívida) que está autorizado pelo Parlamento deverá ser ultrapassado.
Eis como pode haver vida para além do orçamento. Quando se parte de uma situação de equilíbrio é tudo mais fácil e dentro da normalidade.

Sem comentários:
Enviar um comentário