![]() |
| (Pedro Gonçalves) |
Voltámos a falar de guerra com uma normalidade inquietante. A palavra voltou aos discursos políticos, às análises geopolíticas, às conversas quotidianas. A guerra voltou à Europa, voltou ao Médio Oriente, voltou às manchetes.
Há algo profundamente errado com o nosso tempo. Nunca tivemos tanto conhecimento, tanta tecnologia, tanta capacidade de ligação entre pessoas e povos. Nunca comunicámos tão depressa, nunca tivemos tanta informação ao alcance de um simples gesto. E ainda assim, nunca pareceu tão difícil sermos verdadeiramente humanos. (...)E é aqui que a nossa geração enfrenta um desafio decisivo.
Mas a história mostra precisamente o contrário. Uma sociedade não nasce da soma de interesses pessoais. Uma sociedade nasce de um propósito partilhado. (...)
Quando o individualismo cresce sem limites, a verdade torna-se negociável. A lealdade torna-se opcional. O compromisso torna-se inconveniente. E lentamente as estruturas que sustentam uma sociedade começam a fragilizar-se. (...)
Quando o individualismo cresce sem limites, a verdade torna-se negociável. A lealdade torna-se opcional. O compromisso torna-se inconveniente. E lentamente as estruturas que sustentam uma sociedade começam a fragilizar-se. (...)
Portugal conhece bem os efeitos das últimas duas décadas. Vivemos crises económicas profundas, enfrentámos períodos de enorme incerteza social e vimos crescer uma desconfiança generalizada nas instituições. Muitos cidadãos passaram a acreditar que o sistema existe mais para se proteger a si próprio do que para servir o bem comum. (...)

Sem comentários:
Enviar um comentário