A falta de entendimento é, em si, obtusa, até porque as eleições legislativas foram há dez meses. Votamos nos nossos representantes para que se entendam, para que encontrem compromissos, para que cedam e negoceiem. Tudo o que se tem passado, culminando neste quarto adiamento das eleições, é degradante para as instituições. Não tenhamos dúvidas: demonstra a falta de consideração e respeito que os partidos na AR têm manifestado pelos contrapesos constitucionais e, em última instância, pelos eleitores.
Na ótica do PS, ou repõe o ‘seu’ juiz ou todos os órgãos que dependem da AR ficam sem preenchimento. Para além de birrenta, esta posição demonstra o apego que o PS tem ao bom funcionamento das instituições, ou à falta dele.
Para o Partido Socialista, um dos lugares é seu por direito, por inerência, mas tenho uma má notícia. Os lugares decorrem dos votos e dos resultados eleitorais e por mais afeição que tenhamos ao contributo histórico de cada um, no fim, os portugueses são soberanos. A posição do PS demonstra mais preocupação com nomear alguém para o cargo do que com o funcionamento do Constitucional, que está há meio ano com menos dois juízes, tendo um deles terminado o mandato ainda em 2024. (Continuar a ler aqui)

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