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quarta-feira, 11 de março de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

Esta É A Frase (44)

Linhas de código surgem em segundos, protótipos aparecem quase por magia, a documentação técnica é gerada num piscar de olhos. Impressiona, mas acelerar não é apenas sinónimo de progresso. A verdadeira vantagem da IA está em libertar tempo para decisões que só os humanos sabem tomar.  (Mécio A. Fonseca, J Económico)

Estudos recentes mostram que a IA generativa não atua de maneira uniforme. Um artigo publicado este ano na revista Information & Management concluiu que a IA melhora os resultados quando a tarefa é bem definida e quando os developers sabem integrá-la no contexto certo. Um outro estudo, publicado pela editora Elsevier, mostrou que a IA não aumenta simplesmente o volume de código produzido, faz com que cada linha escrita tenha mais valor: menos tempo perdido em tarefas repetitivas e mais tempo para decisões complexas, integração de sistemas e qualidade do produto final. A mensagem é clara: a IA acelera tarefas automatizáveis e liberta as pessoas para aquilo que exige inteligência, julgamento e experiência.

Imparcialidade Inconsciente Do Crítico

 
Quando um crítico deve julgar uma obra pode escolher dois métodos. Ou limitar-se a essa única obra do autor e abstrair das outras; - ou integrar no seu juízo toda a produção do autor. Mas na maior parte das vezes ele emprega um outro método que lhe deveria ser sempre interdito - consiste em integrar no quadro das suas considerações, paralelamente à obra submetida a crítica, outras obras de acordo com o humor da sua escolha, deixando arbitrariamente de lado as outras que, de momento, não servem o objectivo que persegue ou o efeito que pretende obter, outrogando-se assim o direito de fragmentar o autor a seu belo prazer.

Quantas vezes acontece - e não é necessariamente por má vontade - que o crítico projecta na obra de um autor a sua ideia fixa, sem ser já capaz de aí ver outra coisa a não ser essa ideia, que o obceca de modo monomaníaco; - enquanto que para o autor ela é na sua obra apenas um elemento entre dezenas e não necessariamente o mais importante.
Atribui-se ao artista uma intenção artística, ética ou outra que ele nunca teve e critica-se-lhe o facto de não ter atingido aquilo que ele queria.

(Arthur Schnitzler, na 'Arte e Crítica')