Um dos paradoxos que tem merecido a atenção recente dos economistas é a extraordinária capacidade de resistência das economias às sucessivas crises que nos têm abalado.
Repare-se que apesar de a Agência Internacional de Energia estar a recomendar que não se actue apenas do lado da oferta – como apoios -, não se ouve na Europa nenhum Governo a avançar com medidas que actuem na procura, reduzindo nomeadamente o consumo de combustíveis.Desta vez pode ser diferente porque estamos a falar de cerca de um quinto de gás e petróleo consumido pelo mundo, assim como um terço dos fertilizantes que precisam de passar pelo estreito de Ormuz.
A reabertura do estreito de Ormuz a todos os navios é fundamental para reduzir o impacto económico do conflito, ainda que neste momento não se perceba o efeito dos danos já infligidos em algumas das infraestruturas de gás e petróleo da região.
A pausa de cinco dias anunciada por Donald Trump nesta segunda-feira dia 23 de Março pode ser o princípio do fim do conflito. Até que ponto ainda vamos a tempo de evitar uma crise global, mantendo esta resistência das economias ao caos geopolítico que se instalou no mundo, só o tempo o dirá. Para já parece muito mais difícil que as economias resistam a um choque desta dimensão. A imunidade também tem os seus limites.
A pausa de cinco dias anunciada por Donald Trump nesta segunda-feira dia 23 de Março pode ser o princípio do fim do conflito. Até que ponto ainda vamos a tempo de evitar uma crise global, mantendo esta resistência das economias ao caos geopolítico que se instalou no mundo, só o tempo o dirá. Para já parece muito mais difícil que as economias resistam a um choque desta dimensão. A imunidade também tem os seus limites.

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