sexta-feira, 20 de março de 2020

Os Dados Promissores Da Cloroquina


Resultado de imagem para laboratórios a testar medicamento virus covid-19
Cientistas e laboratórios estão a testar drogas contra outras doenças virais. A cloroquina, utilizada na malária, é uma das candidatas que até já tem dados promissores. Se houver resultados positivos nos ensaios clínicos, poderemos estar a poucos meses de ter uma primeira arma eficaz contra o covid-19

Cientistas e laboratórios estão numa corrida contra o tempo, em busca de soluções para combater o covid-19, que ainda não tem qualquer tratamento ou vacina disponíveis.

Enquanto esta última não chega - as previsões mais otimistas apontam para 12 a 18 meses para se lá chegar - as maiores esperanças concentram-se em drogas que já são usadas na prática clínica contra outras doenças, como o VIH/sida, ou a malária. Em relação a esta última, há mesmo dados promissores de um estudo realizado em França, em que um pequeno grupo de 20 doentes tratados com cloroquina, ficaram sem carga viral ao fim de poucos dias.

Procurar entre as drogas já usadas poderá mesmo ser o caminho mais rápido e direto para se obter uma primeira arma eficaz contra o novo coronavírus, porque as moléculas utilizadas na prática clínica já passaram pelos testes de segurança para uso humano, que são sempre muito morosos.

Aprovada para o tratamento da gripe, a molécula favipiravir interfere com a capacidade de o novo coronavírus se replicar no interior das células, impedindo assim a progressão da infeção.

Ainda vai ser preciso esperar algum tempo para perceber que papel poderá ter que o favipiravir no contexto desta pandemia.

Outra possibilidade que está também já em estudo é a utilização da cloroquina, uma velha conhecida dos especialistas em medicina tropical para o tratamento da malária.

Segundo o médico, citado na revista francesa Science et Avenir, três quartos dos doentes tratados com cloroquina não apresentavam rasto do vírus seis dias depois, ao passo que 90% dos que não receberam o tratamento continuam mantinham a presença do vírus no organismo no mesmo período.
A investigadora em malária Joana Tavares, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S) da Universidade do Porto, considera que, apesar do" número reduzido" de doentes envolvidos no estudo, os dados são importantes, face ao momento que se vive no mundo.

Olhando os resultados, a investigadora assinala que numa parte dos doentes, que além da cloroquina receberam também um medicamento chamado azitromicina (que é normalmente administrada para prevenir infeções severas do trato respiratório em pacientes com infeções virais), "a eficácia do tratamento na eliminação do vírus foi de 100%".

Face a estes resultados considerados espetaculares, as autoridades francesas vão agora alargar a outros hospitais e a mais doentes a administração de cloroquina, sempre em contexto de ensaios clínicos, para que os dados obtidos possam fornecer conclusões robustas.
Fonte: DN

2 comentários:

Mar Arável disse...

Soltem os pássaros

mfm disse...

Já!