O degelo está a tornar a Rota do Mar do Norte navegável por períodos mais longos. Consequentemente, a Rússia e a China estão a cooperar no desenvolvimento desta rota, que encurta significativamente o tempo de viagem entre a Ásia e a Europa, contornando o Canal do Suez (em certos trajetos, pode encurtar a distância de forma muito relevante). O projeto russo de criar um “Suez Ártico”, com apoio logístico chinês, reconfigura o valor geoestratégico do Ártico e torna a sua militarização mais provável. (...)
Dessa forma, na perspetiva americana, a Gronelândia afirma-se como um corredor fundamental para monitorizar os movimentos de submarinos e navios russos que entram no Atlântico Norte, donde a lógica do “estrangulamento” marítimo do GIUK (Greenland–Iceland–UK) continua a contar. Assim, a presença norte-americana em Pituffik (antiga Thule) dá a esta ilha um peso militar que a Europa tende a subestimar.
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Dessa forma, na perspetiva americana, a Gronelândia afirma-se como um corredor fundamental para monitorizar os movimentos de submarinos e navios russos que entram no Atlântico Norte, donde a lógica do “estrangulamento” marítimo do GIUK (Greenland–Iceland–UK) continua a contar. Assim, a presença norte-americana em Pituffik (antiga Thule) dá a esta ilha um peso militar que a Europa tende a subestimar.
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