Mais do que novos parques eólicos, trata-se de construir uma nova infraestrutura energética no Atlântico. Uma rede offshore interligada poderá ligar centros de produção renovável a diferentes países europeus, reforçando a segurança energética do continente e criando novas rotas de eletricidade limpa.
Além da segurança energética, esta transformação está também alinhada com a agenda de resiliência territorial associada ao PTRR, que procura reforçar a capacidade de resposta do país a fenómenos climáticos extremos.
A transição energética europeia não é apenas uma mudança tecnológica. É também uma redefinição geográfica do sistema energético do continente. Num continente historicamente dependente de energia externa, esta transformação representa uma mudança estrutural na forma como a Europa garante a sua autonomia estratégica, estabiliza os custos da energia e reduz a exposição a choques geopolíticos.
(Tópicos do texto de Tiago Morais, J Económico)

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