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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Monólogo


Estar atento diante do ignorado,
reconhecer-se no desconhecido,
olhar o mundo, o espaço iluminado,
e compreender o que não tem sentido.

Guardar o que não pode ser guardado,
perder o que não pode ser perdido.
— É preciso ser puro, mas cuidado!
É preciso ser livre, mas sentido!

É preciso paciência, e que impaciência!
É preciso pensar, ou esquecer,
e conter a violência, com prudência,

qual desarmada vítima ao querer
vingar-se, sim, vingar-se da existência,
e, misteriosamente, não poder.

(Dante Milano)

Neste poema, "estar atento diante do ignorado" é um convite à observação do desconhecido e à aceitação do mistério da vida: 

Reconhecer-se no desconhecido: Olhar para o mundo e para o espaço iluminado, tentando compreender o que parece não ter sentido.

Aceitação: É um chamado para guardar o que não pode ser guardado e perder o que não pode ser perdido, vivendo com prudência diante da existência.

Atitude: Exige paciência, impaciência, pensamento e a capacidade de não ceder à violência interna.