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quarta-feira, 22 de abril de 2026

Esta É A Frase (70)

 Hoje, ao olharmos para o texto constitucional de 1976, devemos celebrar, acima de tudo, a capacidade que tivemos em 1982 de o reformar para servir os cidadãos e não uma ideologia de comando. O desafio de agora deveria ser idêntico: perceber que a liberdade é um processo contínuo e que, sem novas reformas de fundo que libertem a economia do centralismo sufocante, corremos o risco de estar todos os anos a celebrar uma liberdade que é, cada vez mais, apenas formal.           (Ricardo Simões Ferreira,  DN)

Ao celebrarmos os 50 anos da Constituição de 1976, é imperativo reconhecer que o fôlego da nossa democracia não nasceu na versão original, mas sim no fim da tutela militar e no resgate da iniciativa individual que apenas a revisão de 1982 permitiu.

A verdadeira viragem do país, o momento em que Portugal começou a alinhar o seu relógio com o Mundo Ocidental, desenvolvido, só ocorreu com a revisão constitucional de 1982. Até esse momento, o país era um caso anómalo na Europa.

Houve obra feita no início dos anos 90 — até porque estava tudo por fazer, e foi verdadeiramente o único período em que convergimos a sério com a média da Europa. Mas depois, estagnámos. Há mais de 30 anos que o país teima em centralizar decisões, sufocando as periferias e a iniciativa individual com uma burocracia que é a herança viva desse espírito estatista que nunca foi totalmente derrotado.

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