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sexta-feira, 3 de setembro de 2021

A Frase

O Governo nacionalizou a empresa porque era estratégica, agora vai ter de pagar para a conseguir vender. É um manual de instruções sobre como o Estado não se deve meter onde não é chamado.        (António Costa)

A história já é conhecida, e Pedro Siza Vieira já não aparece a protagonizar a nacionalização de uma empresa que há mais de um ano era absolutamente estratégica para o país. No entretanto, o Governo ‘enterrou’ 70 milhões de euros de fundos públicos na Efacec sob a forma de garantia pública a empréstimos de um sindicato bancário, e que, como é óbvio, já são dados
como perdidos. (continuar a ler

Memória ...


Hoje (...) as pessoas parecem menos preocupadas com a sua memória do que com a memória com que os outros ficam delas. Os diários e as autobiografias têm, frequentemente, pouco de memória e muito de tentativa de implantação de uma certa memória nos outros.

(Poiares Maduro)

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Notícias Ao Fim Da Tarde

Covid-19: 2.830 Novos Casos E Mais Nove Óbitos, É A Situação Em Portugal Hoje Quinta-feira


Há ainda 695 doentes hospitalizados (mais 14) , 140 estão em unidades de cuidados intensivos (mais nove). (saber mais aqui)

A Enorme Capacidade De Alheamento E Negação Do Ser Humano Perante Claríssimas Evidências



Um esmagador relatório do IPCC, o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, a entidade criada dentro das Nações Unidas e que reúne os melhores cientistas de todo o mundo em matéria de alterações climáticas, veio traçar um cenário aterrador sobre o que nos espera adiante, ali ao virar do século, se nada fizermos já. Não é já, como quem diz daqui a uns anos. É já, JÁ! Nesta década.

Houve uma coisa que a pandemia da Covid-19 mostrou foi a enorme capacidade de alheamento e negação do ser humano perante claríssimas evidências. Mesmo com o lastro de morte e devastação de uma pandemia global à vista, com mortos, hospitalizados e testemunhos permanentes de dor e sofrimento ao nosso lado, há quem, ainda assim, consiga negar a existência do risco e recusar ouvir o que dizem médicos, cientistas e governantes. Tenho pensado muito nisso quando vejo a outra gravíssima ameaça global que temos neste momento entre mãos, e que é muito menos percetível a olho nu, tanto nos efeitos imediatos como no seu nexo de causalidade: as alterações climáticas.

Somos confrontados diariamente com as notícias do resultado do sobreaquecimento do planeta. Os furacões, como o Ida esta semana, estão a avançar tão rápido e de forma tão intensa que os sistemas de emergência não conseguem dar resposta.

(Mafalda Anjos, Visão)

Sobre O Amor

 
O rio passa ao lado de uma árvore, cumprimenta-a, alimenta-a, dá-lhe água...
e vai em frente, dançando. Ele não se prende à árvore.
A árvore deixa cair suas flores sobre o rio em profunda gratidão,
e o rio segue em frente. O vento chega, dança ao redor da árvore e segue em frente.
E a árvore empresta o seu perfume ao vento... Se a humanidade crescesse,
amadurecesse, essa seria a maneira de amar.

(Osho)

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Notícias Ao Fim Da Tarde

O Que irão As Autoridades Portuguesas Fazer Se Voltarmos A Ter Um Novo Surto, Como No Chile Ou Em Israel?

O que irão as autoridades portuguesas fazer quando, estando cumpridos os nossos objectivos de vacinação, voltarmos a ter um novo surto, como no Chile ou em Israel? Que explicações para esse surto pós-vacinação irão encontrar? Perda da imunidade, novas variantes, incumprimento de regras, início do ano lectivo, o Natal? E com que promessa de luz ao fundo do túnel nos vão então acenar? É que o “até estarmos todos vacinados” já não cola…

Será que nos vão impôr novas medidas e um novo confinamento, inútil e destruidor, encerrando tudo e sequestrando-nos a todos em casa, outra vez, como no Chile?

Ou irão “recomendar” doses sucessivas de vacina, como em Israel, com vacinação da população a cada seis meses, a cada nova variante que surgir, novamente de uma forma “não obrigatória”, mas com sanções e discriminações infinitas para quem não se vacinar? (ler texto completo

Pâncreas Artificial Passa Com Êxito Nos Primeiros Testes


Pâncreas artificial

Em breve, um pâncreas artificial poderá ajudar as pessoas que vivem com diabetes tipo 2 e que também precisam de diálise renal.

Testes realizados por uma equipe da Universidade de Cambridge (Reino Unido) e do Hospital Universitário de Berna (Suíça) mostraram que o dispositivo experimental ajuda os pacientes a gerenciar com segurança e eficácia seus níveis de açúcar no sangue.

O diabetes é a causa mais comum de insuficiência renal, respondendo por quase um terço dos casos. À medida que aumenta o número de pessoas que vivem com diabetes tipo 2, também aumenta o número de pessoas que precisam de diálise ou transplante de rim.

A insuficiência renal aumenta o risco de hipoglicemia e hiperglicemia - níveis anormalmente baixos ou altos de açúcar no sangue, respectivamente - que por sua vez podem causar complicações, desde tonturas e quedas até coma.

O controle do diabetes em pacientes com insuficiência renal é difícil tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde. Muitos aspectos desses cuidados ainda são mal compreendidos, incluindo metas para os níveis de açúcar no sangue e tratamentos. E a maioria dos medicamentos orais para diabetes não é recomendada para esses pacientes, então as injeções de insulina são a terapia de diabetes mais comumente usada - embora os regimes de dosagem de insulina ideais sejam difíceis de estabelecer.

Pâncreas artificial controlado pelo celular

Com tantos problemas no gerenciamento da condição desses pacientes, os pesquisadores começaram desenvolvendo um pâncreas artificial que pudesse substituir as injeções de insulina para pacientes que vivem com diabetes tipo 1.

Com os bons resultados daquela primeira etapa, eles demonstraram agora que o aparelho pode também ser usado para dar suporte aos pacientes que vivem com diabetes tipo 2 e insuficiência renal.

O pâncreas artificial é gerenciado por um aplicativo rodando no celular do paciente, que atua enviando sinais a uma bomba de insulina para ajustar o nível de insulina que o paciente recebe. Um monitor de glicose mede os níveis de açúcar no sangue e os envia de volta ao aplicativo, para permitir que ele faça ajustes adicionais.

Ao contrário do pâncreas artificial usado para diabetes tipo 1, esta versão é um sistema de circuito fechado - enquanto os pacientes com diabetes tipo 1 precisam dizer ao seu pâncreas artificial que estão prestes a comer para permitir o ajuste da insulina, por exemplo, com esta nova versão eles podem deixar o aparelho funcionar de forma totalmente automática.

Outros benefícios do pâncreas artificial relatados pelos pacientes envolvidos no estudo incluíram menos necessidade de verificações do açúcar no sangue por picada no dedo, menos tempo necessário para controlar o diabetes, resultando em mais tempo e liberdade pessoal, e maior tranquilidade e segurança. As desvantagens incluíram o desconforto ao usar a bomba de insulina e ter que sempre carregar o celular.

Artigo: Fully automated closed-loop glucose control compared with standard insulin therapy in adults with type 2 diabetes requiring dialysis: an open-label, randomised crossover trial
Autores: Charlotte K. Boughton, Afroditi Tripyla, Sara Hartnell, Aideen Daly, David Herzig, Malgorzata E. Wilinska, Cecilia Czerlau, Andrew Fry, Lia Bally, Roman Hovorka
Publicação: Nature Medicine

A Dor Eventual É O Preço Da Vida


"A esperança me chama, e eu salto a bordo como se fosse a primeira viagem. Se não conheço os mapas, escolho o imprevisto: qualquer sinal é um bom presságio. Seja como for, eu vou, pois quase sempre acredito: ando de olhos fechados feito criança brincando de cega. Mais de uma vez sai ferida ou quase afogada, mas não desisto. A dor eventual é o preço da vida..."

(Lya Luft)