Pesquisar neste blogue

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O Terrorismo É Mais Do Que Um Problema De Segurança: Pode Ser O Começo Da Transformação Da Europa Num Novo Médio Oriente

O terrorismo é mais do que um problema de segurança: pode ser o começo da transformação da Europa num novo Médio Oriente, feito de identidades incompatíveis e de comunidades segregadas.

De cada vez que algo acontece, as autoridades e a imprensa parecem esperar que seja menos do que “terrorismo”: um acidente infeliz, um acto tresloucado. Mas o que se passa já é mais do que terrorismo. Em vez de um problema de segurança, pode ser o começo da transformação da vida política na Europa.

A propósito da imigração descontrolada que permitiram, os governos europeus insistem em imaginar indivíduos e famílias que, uma vez nos novos países, adoptariam a sua língua e costumes: em poucas décadas, os jovens sírios seriam alemães de meia idade. Esta perspectiva é um resquício do etnocentrismo colonial. Os imigrantes não são uma simples matéria-prima humana para compensar o declínio demográfico europeu. Trazem a sua história e os seus valores. A internet e as viagens baratas mantê-los-ão ligados aos meios de origem. Depois de Bush, os ocidentais acreditaram que bastaria retirar do Iraque para fazerem do Médio Oriente um problema longínquo. Mas através dos seus migrantes, o Médio Oriente está agora entre nós.

A composição das populações europeias está a mudar. Dos residentes da Alemanha, França, e Reino Unido, mais de 12% nasceram no estrangeiro e mais de 5% são muçulmanos. Desde 1990, que a população muçulmana na Europa aumenta 1 ponto percentual por década. É neste contexto que o jihadismo na Europa faz sentido. O seu objectivo é estigmatizar estas comunidades migrantes muçulmanas, torná-las suspeitas, de modo a facilitar a sua captura ideológica. Em França (os “territórios perdidos da república”), na Bélgica e na Alemanha, já há bairros inteiros dominados pelo radicalismo islâmico. Se o jihadismo for bem sucedido, haverá reacções de nativismo e de xenofobia, como a que a Frente Nacional protagoniza em França. Teríamos, por fim, a redução da política europeia ao choque de tribos inconciliáveis.(continuar a ler)

Rui Ramos, OBSR

É Natal !


« Que as comemorações do Natal sejam marcadas pelo desejo de um novo viver e de um novo caminhar que nos conduza a um só objectivo: semear o amor e a paz.»

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Ser Popular É O Que Está A Dar ...



... Não Esperem Pela Demora, Mais Cedo Que Tarde Alguém Terá de Pagar.

O Governo está a tornar-se especialista no anúncio de medidas populares que "alguém" há-de pagar. O aumento do salário mínimo, a solução para os lesados do BES e os preços dos transportes são os últimos exemplos. (continuar a ler)

André Veríssimo, JNegócios

O ciclo vicioso vai continuar. Organizar as contas, seguido de gastar até desorganizar. De novo equilibrar, para de seguida desequilibrar. Este é o ciclo vicioso em que parece permanecermos.

Toda A Discussão É Inútil ...

Habitas num recanto mínimo desta terra.
Os teus olhos chegam até onde alcançam muito pouco.
Ao pouco que ouves acrescentas a tua própria voz.
Mantém o bem e o mal, o branco e o negro, Cuidadosamente separados. Em vão traças uma linha Para estabelecer um limite. Se houver uma melodia escondida no teu interior, Desperta-a quando percorreres o caminho.
Não julgues, Ah, o tempo voa.

E toda a discussão é inútil. 

Rabindranath Tagore  

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O Akhal-Teke, Ou Cavalo Dourado

O Akhal-Teke, ou cavalo dourado, como é conhecido, é uma espécie proveniente de Turquemenistão e tornou-se o símbolo deste país.

Exemplares desta raça têm-se tornado cada vez mais raros e, segundo dados da associação britânica Welfare of Animals during Transport Order (WATO), existiam em 2012 apenas 6600 cavalos desta espécie no mundo e a maioria vivia no Turquemenistão e na Rússia.

Além do seu pelo dourado, o Akhal-Teke é apreciado pela sua grande resistência e velocidade, sendo usado tanto para ajudar humanos como em competições de equitação.

A Propósito Do 'Marselfie':Marcelo Resgata Um Certo Prestígio Da Política, Mas ... De Forma Pessoal E Intransmissível

Portugueses de todos os quadrantes acotovelam-se em busca de uma selfie com o Presidente, a já chamada ‘marselfie’

É um espetáculo único: ricos e pobres, anónimos e famosos, trabalhadores e desempregados, portugueses de todos os quadrantes acotovelam-se em busca de uma selfie com o Presidente, a já chamada ‘marselfie’.

Isso ficou bem visível na reportagem do CM e da CMTV sobre a personalidade do ano eleita pela nossa redacção. Mais do que recuperar o poder simbólico da chefia do Estado, como nesta coluna se previu logo após as eleições, Marcelo resgata um certo prestígio da política, mas de forma pessoal e intransmissível.

Nos próximos tempos, o regime será semi-marcelista e isso é uma novidade política poderosíssima ao fim de 42 anos de democracia.

Carlos Rodrigues, CM

Esta É A Frase ...

'Um Annus Horribilis'
Por comodismo, trocámos a verdade crua por uma dor pop e partilhável. Somos “Je suis” num dia e choramos as agruras do mundo agarrados ao CD póstumo do Bowie. Misturamos tudo e choramos a dor que dói menos.

Raul de Almeida, Económico

Ser Livre ...

«Ser livre é desenvolver um senso de justiça incomum, viver por si e mesmo assim não desistir de ver a felicidade estampada do ser comum que infelizmente precisa viver aos modos do sistema. Ser livre é proteger a sua emoção, recomeçar sempre que precisar e não temer o passado de jeito algum. Quem dera todos pudessem ter essa chance e viver em paz, com fé e sabedoria que somente sozinho se adquire, lidando com a solidão e a conquista do que sempre se quis.»