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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Uma Coisa É O Brilhantismo De Marcelo Professor Outra Coisa É O Seu Percurso Enquanto Líder Político

De: João Diogo Stoffel
O brilhantismo do Professor Marcelo era tema recorrente de conversa na Faculdade Direito da Universidade de Lisboa.
O Professor escrevia na ardósia com as duas mãos em simultâneo; corrigia 400 testes numa noite; conhecia todos os alunos pelo nome; dormia menos de quatro horas por dia; falava com autoridade sobre os assuntos mais variados todos os domingos na televisão; e lia vários livros por semana. Sempre olhei para o Professor com admiração, pelas suas capacidades de outro mundo.

Deixando agora o brilhantismo do Professor de parte por alguns segundos, importa reflectir sobre o seu perfil e sobre o seu percurso (errático) enquanto líder político, em particular sobre a sua candidatura à Câmara de Lisboa e passagem pela liderança do PSD. Será esta a pessoa correcta para o cargo de Presidente da República? Julgo que não.

Portugal precisa de um Presidente próximo, igual a nós, que ouça e compreenda as pessoas. Um Presidente que enfrente os problemas e que não os comente apenas. Um Presidente que lidere e mobilize o país para as grandes causas e garanta o equilíbrio das instituições. Portugal precisa de um Presidente com pés na terra.(a)

João Diogo Stoffel, Económico

(a) - Difícil encontrar nos actuais candidatos este perfil. - É aqui que está o busílis.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Dia De Reis

Vieram do Oriente para adorar ao Rei.

Os três Reis Magos ofereceram como presente ouro, incenso e mirra. Um chamava-se Gaspar, que significa "o que vai com amor"; o outro Belchior, que significa "o que vai suavemente"; e o terceiro chamava-se Baltazar, que significa "o que obedece à vontade de Deus, humildemente".

Melchior, rei da Pérsia; Gaspar, rei da Índia; e Baltazar, rei da Arábia. Em hebreu, esses nomes significavam “rei da luz” (melichior), “o branco” (gathaspa) e “senhor dos tesouros” (bithisarea).

Paz na Terra aos homens de boa fé! Que nesta data os corações sejam preenchidos com amor e esperança!

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Cavaco Falhou Até Nas Duas Vezes Que Teve Razão

Cavaco Silva optou por ser consensual, esperançoso, banal e chato na sua última mensagem ao país. Não houve temas fracturantes nem cotoveladas, apenas manifestações de “profundo amor a Portugal”, a batida retórica da “identidade universalista” que “deu novos mundos ao mundo” (bocejo), o elogio chapa cinco aos “jovens cientistas”, e um louvor – esse, sim, mais original –, “aos portugueses que estão a fazer Portugal”, ao contrário dos portugueses que andaram a desfazer Portugal, entre os quais é difícil não incluir o próprio Cavaco. Aliás, a forma como no Ano Novo tentou incutir esperança à pátria com o entusiasmo de um cangalheiro é uma boa metáfora do seu legado.

Leia a opinião de João Miguel Tavares sobre  ' O homem que falhou demais'  no Público

Esta É A Frase ...

Vai penosa a romaria das presidenciais. O ambiente é de reeleição, como se Marcelo já fosse Presidente à procura de novo mandato.

Carlos Rodrigues,CM  


Viver É ...



«Viver é não esperar a tempestade passar... É aprender como dançar na chuva.»

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

" Refugiado"

“Refugiado” foi eleita a Palavra do Ano 2015, anunciou o grupo Porto Editora, que organiza a iniciativa desde 2009.

O Dom De deixar Ir ...

Quem não sabe viver, adia o instante e perde esse dom. Nesta vida, adiar é perder. Aqui e agora temos o dever de pedir e de agradecer, também o de abraçar e o de deixar ir... o de aprender a viver nesta tempestade de razões e emoções.

José Luís Nunes Martins

domingo, 3 de janeiro de 2016

Esta É A Frase ...

De: António Barreto
Na verdade, a função presidencial tem vindo a perder importância. Foi o que fizeram os dispositivos constitucionais que colocam o presidente numa espécie de reforma ou quadro de adidos. Mas também por causa das personalidades que sucessivamente ocuparam o cargo e o foram reduzindo. E finalmente por causa da complexidade do governo com a globalização, a Europa e a crise: presidir, sem poder executivo, é uma inutilidade.

António Barreto, DN  

Fala Também Tu

Fala também tu,
fala em último lugar,
diz a tua sentença.

Fala —
Mas não separes o Não do Sim.
Dá à tua sentença igualmente o sentido:
dá-lhe a sombra.

Dá-lhe sombra bastante,
dá-lhe tanta
quanta exista à tua volta repartida entre
a meia-noite e o meio-dia e a meia-noite.

Olha em redor:
como tudo revive à tua volta! —
Pela morte! Revive!
Fala verdade quem diz sombra.

Mas agora reduz o lugar onde te encontras:
Para onde agora, oh despido de sombra, para onde? 

Sobe. Tacteia no ar.
Tornas-te cada vez mais delgado, irreconhecível, subtil!
Mais subtil: um fio,
por onde a estrela quer descer:
para em baixo nadar, em baixo,
onde pode ver-se a cintilar: na ondulação
das palavras errantes.

Paul Celan 

sábado, 2 de janeiro de 2016

O Sistema Bancário Português É Um Queijo Gruyère

O sistema bancário português é um queijo Gruyère. Só que os famosos buracos do queijo francês são outras tantas promessas de apreciados sabores, enquanto os sinuosos meandros do nosso sistema bancário nos levam de buraco em buraco, cada vez mais fundo, sem base firme onde quer que seja. Só agora é que isso está à vista depois da quinta intervenção do Estado desde 2009 – se não me engano: BPN, BPP, BES, Banif e a mais recente no Novo Banco – mas a verdade é que as causas vêm de longe e têm mais que ver com a economia política do regime do que propriamente com a crise e as respectivas questões financeiras.

Manuel Villaverde Cabral, OBS