A verdadeira ironia desta crise é que os Estados Unidos e Israel chegaram ao ponto em que a superioridade militar já não produz automaticamente vantagens políticas.
Donald Trump pode prolongar o cessar-fogo durante semanas ou meses. Pode alternar entre ameaças e ofertas de negociação. Pode anunciar progressos ou endurecer posições. Mas nenhum desses movimentos altera um facto fundamental: Washington já não dispõe de instrumentos políticos simples para converter pressão militar em capitulação estratégica iraniana.
No final, as guerras raramente terminam quando os generais o desejam. Terminam quando os políticos encontram uma fórmula aceitável para todos os actores relevantes. E essa fórmula continua distante. Por isso, o cessar-fogo prolonga-se. Por isso, as negociações avançam aos soluços. E por isso, apesar de toda a retórica produzida em Washington, Jerusalém e Teerão, o factor decisivo desta crise já não é a força militar disponível, mas sim quem consegue suportar durante mais tempo o peso da espera. (ler texto na íntegra)
No final, as guerras raramente terminam quando os generais o desejam. Terminam quando os políticos encontram uma fórmula aceitável para todos os actores relevantes. E essa fórmula continua distante. Por isso, o cessar-fogo prolonga-se. Por isso, as negociações avançam aos soluços. E por isso, apesar de toda a retórica produzida em Washington, Jerusalém e Teerão, o factor decisivo desta crise já não é a força militar disponível, mas sim quem consegue suportar durante mais tempo o peso da espera. (ler texto na íntegra)

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