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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

Esta É A Frase (87)

O PSD parece encurralado entre duas identidades incompatíveis: a de partido fundador da democracia portuguesa e a de uma direita ansiosa por competir com o Chega no terreno do espetáculo raivoso e da desumanização . E foi aí que os passos se prederam.  (Gonçalo Ribeiro Teles, Visão)

Pedro Passos Coelho e o passismo tornaram-se o rosto mais evidente dessa falha. Não necessariamente por o acompanharem, mas porque durante anos ajudaram a legitimar o ambiente onde André Ventura prosperou. Cá, como praticamente em todo o lado, percebeu-se e percebe-se que existe um eleitorado disponível para o discurso do ódio, da raiva, da simplificação brutal, da humilhação dos mais vulneráveis e nunca se procurou travar essa deriva. Pelo contrário: alimentaram-na sempre que isso serviu para condicionar o próprio PSD e para manter influência sobre uma direita cada vez mais contaminada.

Hoje, o resultado é evidente. A Assembleia da República tornou-se demasiadas vezes um palco de ruído e indignação fabricada, onde a mais recente proposta do Chega para uma comissão de inquérito ao vazio processual e mediático da Operação Influencer é só mais um retrato da política transformada em circo digital.  (Texto na íntegra aqui)

Filosofia em Tom Maior • Música e Filosofia

 
Filosofar com notas musicais ou cantar ideias filosóficas? Medir o tempo em segundos ou contar suas pulsações? Escrever um texto ou criar uma melodia? Ler um livro ou uma partitura? Ambos! – já não é mais uma questão de um ou outro – deixamos a exclusividade para trás, os especialistas provavelmente vão abrigá-la em algum canto. Bach e Beethoven podem nos prover de pensamentos tão potentes quanto Espinosa e Nietzsche! Alguém duvida? Basta ouvir de corpo inteiro, sem apartar os conhecimentos, ao contrário, promover a orgia dos pensamentos. Escrever ouvindo e ouvir escrevendo. E por que não filosofar em tom maior? Já é meio-dia, não há mais sombra para a filosofia.     (Razão Inadecuada)

Este manifesto propõe a dissolução das fronteiras entre a música e a filosofia, fundindo a razão e a sensibilidade num único ato criativo.     

Nietzsche e a Nova Música: Nietzsche defende uma inversão onde a música não ilustra conceitos, mas sim um ato sonoro que incorpora o trágico e o sublime.

O Ato Criativo: A ideia de um manifesto que funde estas áreas reflete a busca por uma nova forma de conhecimento, onde o "fazer" artístico (performance/composição) é, ele próprio, um ato filosófico.

Esta abordagem defende que a música possui uma inteligência própria, unindo o rigor racional (estruturas sonoras) com a intuição sensível.