O amor cerra os olhos,não para ver mas para absorver:a obscura transparência,a espessura das sombras ligeiras, a ondulação ardente: a alegria.Um cavalo corre na lenta velocidade das artérias.O amor conhece-se sobre a terra coroada:animal das águas,animal do fogo,animal do ar:a matéria é só uma,terrestre divina.
"O amor cerra os olhos" é um verso marcante do poeta português António Ramos Rosa, sugerindo que o amor fecha os olhos não para ignorar, mas para absorver a essência, a transparência obscura e a intensidade da emoção, numa mistura de alegria e matéria. Esta perspetiva transforma o ato de "fechar os olhos" num processo de absorção e sentimento profundo.
O fechar de olhos representa uma imersão na "obscura transparência" e na "ondulação ardente" do sentir.
