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sábado, 9 de maio de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde


Esta É A Frase (83)

Reformar em pleno emprego não é atacar trabalhadores, é evitar que a próxima reforma seja feita contra eles. O sindicalismo português continua preso a uma visão defensiva e arcaica da economia.          (André Macedo, J Económico)

Há momentos em que um país tem de escolher entre reformar por convicção ou esperar até reformar por desespero. Portugal, como sempre, inclina-se para a segunda saída. A reforma laboral falhou ontem na Concertação Social, seguirá para o Parlamento onde o calculismo e a chantagem eleitoral ganharão ainda mais protagonismo. Não é preciso grande clarividência para perceber que a UGT confunde prudência com paralisia e que se deixa usar como instrumento político do PS. A CGTP fez o que costuma fazer: preferiu a pureza da barricada comunista à imperfeição natural do compromisso. Ambos partem de uma ideia tão confortável como pobre: a de que proteger o trabalhador é congelar no tempo o Código do Trabalho.

A vida não funciona assim, mas a inflexibilidade define estes burocratas. Proteger os trabalhadores é – deveria ser – dar-lhes poder negocial, qualificações, mobilidade, salários mais altos e empresas capazes de crescer. Nada disto se consegue com uma lei laboral transformada em trincheira.

O Amor Cerra Olhos

 
O amor cerra os olhos,não para ver mas para absorver:a obscura transparência,a espessura das sombras ligeiras, a ondulação ardente: a alegria.Um cavalo corre na lenta velocidade das artérias.O amor conhece-se sobre a terra coroada:animal das águas,animal do fogo,animal do ar:a matéria é só uma,terrestre divina.  

"O amor cerra os olhos" é um verso marcante do poeta português António Ramos Rosa, sugerindo que o amor fecha os olhos não para ignorar, mas para absorver a essência, a transparência obscura e a intensidade da emoção, numa mistura de alegria e matéria. Esta perspetiva transforma o ato de "fechar os olhos" num processo de absorção e sentimento profundo. 

O fechar de olhos representa uma imersão na "obscura transparência" e na "ondulação ardente" do sentir.