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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Assim Acontece

Ao ver o mesmo José Luís Carneiro impresso num cartaz a pedir “confiança” aos portugueses hesita-se entre uma súbita amnésia de quem escolheu o fatal substantivo e uma atroadora impreparação política.        (Maria João Avillez, OBSR)

Na tempestade mais obsessiva do que perfeita que se tem abatido sobre o governo, ocorreu-me um exercício inocente: abra-se por momentos um entre parêntesis e ponha-se lá dentro Montenegro&governo&AD&CDS. A seguir esqueça-se a tropa de Ventura e o próprio ruidoso Ventura, mantenha-se na penumbra o amontoado de extremas esquerdas e depois olhe-se só, só, para José Luís Carneiro.

Não digo para o PS – em mais um dos “episódios” da sua novela de péssimos comportamentos mas recusando que “aquilo” seja com ele – porque era difícil saber de que PS se falaria, havendo mais do que um em curso. Atente-se só no líder actual, revejam-se estes seus embaraçantes meses de responsável-mor e a pergunta irrompe com verosimilhança: alguém o antecipa em S. Bento? A escolher, decidir, corrigir, mandar, desagradar, transmitir autoridade, exercê-la… governando?

As recentes (e aliás irrisórias) sondagens conhecidas são de borla: não haverá eleições tão cedo, até podem ser um entretenimento (se não forem uma mistificação).

É tempo de exigir valores e princípios e de acabar com esta ideia de confundir a liberdade e a tolerância com o facilitismo e a permissividade.            (Bruno Bobone,Greve OBSR)

Li nos últimos dias num jornal, alguém que dizia que temos de tomar cuidado para que a democracia não mate o sistema democrático.

E a primeira condição que referia era que a liberdade não deve ser considerada como ilimitada e que deve ser sempre travada quando põe em causa a liberdade dos outro

Para um político, aquilo que lhe parece essencial é garantir que satisfaz todas as pessoas com um facilitismo que não contraria e que, assim, não o condena nas suas atitudes.

Não policiar, não é dar liberdade, aceitar greves sem razão, que sempre se juntam a pontes e feriados e que prejudicam a vida diária dos cidadãos, também não é liberdade, permitir a destruição do património público por ocasião de espectáculos e manifestações também o não é.
É tempo de exigir valores e princípios e de acabar com esta ideia de confundir a liberdade e a tolerância com o facilitismo e a permissividade, que em vez de fazer crescer a sociedade a levam à sua destruição.

Não deixemos que a falsa democracia destrua o sistema democrático, pois isso será a nossa própria destruição.bilidade sobre o comportamento das pessoas, de ser capaz de dizer não aos comportamentos que são invasores da liberdade dos outros e que, a maioria dos políticos não está disponível para o fazer.

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