quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Investigadores Concluíram Que As Placas, Apesar De Estarem Mais Fracas Devido Às Pressões, Não Se Desintegram Completamente Mas Enfraquecem Nas Zonas De Subducção

No final da experiência, os investigadores concluíram que as placas, apesar de estarem mais fracas devido às pressões, não se desintegram completamente, como se julgava que acontecia.

Nas zonas de subducção, onde as placas tectónicas deslizam umas sobre as outras e afundam no manto subjacente (astenosfera), as placas não desaparecem completamente — como se pensava que acontecia –, mas enfraquecem e dobram: é esta a principal conclusão do estudo do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique e das universidades de Yale e do Texas, recém-publicado na revista Nature.

Os investigadores usaram modelos informáticos 2D de zonas de subducção, programando-os segundo leis da física que explicam, entre outras ocorrências, como é que as rochas se deformam quando sujeitas a determinadas forças. As simulações corresponderam a observações sísmicas profundas e imagens de áreas enfraquecidas de uma zona de subducção no Japão.

Durante a experiência, os investigadores repararam que a placa mergulhou por baixo de outra e dobrou-se abruptamente, quebrando ligeiramente, mas não se partiu. No fim, as pressões deixaram a placa quase intacta, porém mais fraca. Ou seja, as placas não quebram e permanecem a deslizar umas sobre as outras “por muito tempo”, garantiu o autor principal do estudo, Taras Gerya.

Os investigadores também calcularam o que teria acontecido se o interior da Terra fosse 150 graus mais quente, como o era há cerca de mil milhões de anos. Nessas condições, descobriram que a placa quebraria mais depressa na astenosfera, pois não suportaria o próprio peso num manto menos viscoso que a litosfera devido ao aumento do calor. Portanto, ao contrário da subducção moderna, que pode durar centenas de milhões de anos, a subducção naquela época teria terminado rapidamente. Isto significa que pode ter existido uma forma primitiva de placas tectónicas há 3.500 e 2 mil milhões de anos, diferente da que o planeta tem atualmente.

Fonte: OBSR

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