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terça-feira, 7 de abril de 2026

Assim Acontece

A estratégia imperialista de Trump está a destruir a ordem global. O ajustamento estratégico que as outras potências farão em resposta é difícil de prever. Mas o que sabemos é que o mundo está muito mais perigoso e blocalizado. E vai ficar ainda mais. Resta à Europa perceber que tudo mudou e assumir a coragem, mobilizar os recursos, e desenvolver a capacidade para continuar a apoiar a Ucrânia, que está a lutar valentemente pela liberdade. A Europa tem também de reforçar a sua autonomia estratégica, militar, digital e financeira, enquanto grande bloco mundial, o mais rapidamente possível.   (Filipe Santos, J Negócios)

A eficiência económica não é inimiga da justiça social, é a sua condição. Enquanto o Estado continuar a confundir bondade com economia, continuará a falhar nas duas.   (João Tovar Salles, ECO)

Há leis que envelhecem tão mal como os edifícios que pretendem proteger, e o arrendamento vitalício é um exemplo paradigmático. Trata-se de uma distorção (e aberração) jurídica e económica que, em nome de uma compaixão social mal desenhada, bloqueia o funcionamento do mercado da habitação, desincentiva o investimento e gera injustiças profundas entre cidadãos.

Portugal é hoje uma exceção europeia. Na maioria das economias avançadas, a proteção no arrendamento é temporária, transparente e pública, compatível com a liberdade contratual e os direitos de propriedade. Aqui, mantivemos um regime onde a propriedade existe formalmente, mas o uso está sequestrado. A compaixão transformou-se numa forma de expropriação disfarçada. Os defensores do sistema afirmam que acabar com o arrendamento vitalício seria “desumano”. Mas o que é verdadeiramente desumano é perpetuar uma ficção jurídica que adia soluções reais. Nenhum mercado funciona com contratos perpétuos, sem ajustamento, sem partilha de risco e sem responsabilidade pública. A economia política mostra que quando o Estado evita decisões difíceis, transfere os custos para grupos difusos e perpetua ineficiências. Não se trata de despejar idosos, mas de devolver racionalidade ao sistema.

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