Nos últimos dias, vieram-me à memória as palavras de Robert Gates, secretário da Defesa de George W. Bush e de Barack Obama, quando, em Junho de 2011, veio à sede da NATO em Bruxelas despedir-se dos seus homólogos europeus. “Apesar de terem mais de dois milhões de soldados em uniforme, os membros europeus da NATO estão com dificuldades para manter entre 25 mil e 40 mil tropas no Afeganistão, não apenas botas no terreno, mas o apoio crucial, como helicópteros, aviões de transporte, manutenção, informações, vigilância e reconhecimento”, disse o então chefe do Pentágono.~~
“A pura realidade é que haverá uma diminuição do apetite e da paciência dos Estados Unidos para gastar fundos cada vez mais preciosos em nome de nações que não parecem dispostas a devotar os recursos necessários ou proceder às mudanças necessárias para se tornarem parceiros sérios e preparados para a sua própria defesa.” Terminou com um aviso: se este caminho não for revertido, “futuros líderes políticos da América, aqueles para quem a Guerra Fria não constitui a experiência formativa que foi para mim, podem considerar que as vantagens do investimento americano na NATO não merecem o seu custo.” (Teresa de Sousa, Público)

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