O Chega não é inocente no suspense da novela. O Chega que despreza a Constituição, o Chega que afirma que quem respeita as decisões do Tribunal Constitucional são “políticos cobardes”, o Chega fundador da 4ª República sonha com a autoridade de uma cadeira no velho Palácio Ratton. Parece que ao Chega sobra peso eleitoral, mas faltam as tais prerrogativas democráticas. O Chega adora cães de pernas para o ar e todos os bichos-do-mato. O Chega é o último moralista da Velha República e o primeiro moralista da Nova República.
O que fica bem visível aos olhos dos portugueses é a natureza eminentemente política do Tribunal Constitucional, espécie de casa das máquinas de uma República com ciclos à esquerda e contraciclos à direita.
O que fica bem visível aos olhos dos portugueses é a natureza eminentemente política do Tribunal Constitucional, espécie de casa das máquinas de uma República com ciclos à esquerda e contraciclos à direita.
O Presidente da República está em silêncio público e em conversações privadas. Os juízes do Tribunal Constitucional não podem ter nomeações vitalícias. Os juízes do Tribunal Constitucional não podem ser escolhidos por sorteio. Logo sobra a circulação interna dos juízes em consonância com o peso relativo das forças políticas dominantes no exercício de um qualquer equilíbrio democrático. Efectivamente, a democracia portuguesa gosta da aparência imponente ou equívoca.
( Tópicos do texto de Carlos Marques de Almeida, ECO)

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