O PSD parece encurralado entre duas identidades incompatíveis: a de partido fundador da democracia portuguesa e a de uma direita ansiosa por competir com o Chega no terreno do espetáculo raivoso e da desumanização . E foi aí que os passos se prederam. (Gonçalo Ribeiro Teles, Visão)
Pedro Passos Coelho e o passismo tornaram-se o rosto mais evidente dessa falha. Não necessariamente por o acompanharem, mas porque durante anos ajudaram a legitimar o ambiente onde André Ventura prosperou. Cá, como praticamente em todo o lado, percebeu-se e percebe-se que existe um eleitorado disponível para o discurso do ódio, da raiva, da simplificação brutal, da humilhação dos mais vulneráveis e nunca se procurou travar essa deriva. Pelo contrário: alimentaram-na sempre que isso serviu para condicionar o próprio PSD e para manter influência sobre uma direita cada vez mais contaminada.
Pedro Passos Coelho e o passismo tornaram-se o rosto mais evidente dessa falha. Não necessariamente por o acompanharem, mas porque durante anos ajudaram a legitimar o ambiente onde André Ventura prosperou. Cá, como praticamente em todo o lado, percebeu-se e percebe-se que existe um eleitorado disponível para o discurso do ódio, da raiva, da simplificação brutal, da humilhação dos mais vulneráveis e nunca se procurou travar essa deriva. Pelo contrário: alimentaram-na sempre que isso serviu para condicionar o próprio PSD e para manter influência sobre uma direita cada vez mais contaminada.
Hoje, o resultado é evidente. A Assembleia da República tornou-se demasiadas vezes um palco de ruído e indignação fabricada, onde a mais recente proposta do Chega para uma comissão de inquérito ao vazio processual e mediático da Operação Influencer é só mais um retrato da política transformada em circo digital. (Texto na íntegra aqui)

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