Todo e qualquer português que se preze pretende apenas extrair o máximo do Estado e devolver o mínimo à nação. Os portugueses não querem oportunidades. Os portugueses querem a oportunidade de um subsídio. Quando um português não procura um subsídio, tal significa que estamos na presença de um cidadão corrupto. A pobreza da nação tem uma causa que oscila entre o subsídio e a corrupção.
Nesta visão política do país fica bem presente o ressentimento histórico e a demolidora ideia de uma profunda inferioridade. Para garantir a modernidade e o progresso, o país tem apenas de erradicar toda a corrupção e toda a fraude nos sistemas de assistência social. O que é fantástico é a ideia política de um país pobre que apenas sabe roubar os mais pobres. O que é ainda mais fantástico é a ideia de que um país rico só pode existir quando todos os corruptos estiverem na prisão. Com pobres à solta e corruptos em liberdade não existe prosperidade nacional. Esta não é uma ideia de país porque é o modelo de uma colónia penal. (Carlos Marques de Almeida, ECO)
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