Os novos dados sobre a população portuguesa revelam desde logo uma falha gravíssima na governação de políticas públicas.
O Governo de António Costa baseou as suas políticas de educação, saúde e habitação tendo como referência dados para a população completamente errados, em média 95% abaixo do que era a realidade. E estivemos estes últimos cinco anos com um retrato da economia que se afastou da realidade em matéria de convergência com o rendimento médio da União Europeia, que registou uma evolução da produtividade mais negativa do que se pensava e, ainda mais grave, constituiu um incentivo a sectores de baixo valor acrescentado, os vencedores desta política que garantiu salários baixos.
Juntemos ainda a estas consequências, os efeitos nas escolhas políticas dos portugueses e podemos atribuir, também a essa era, parte das raízes do crescimento do Chega, ao mesmo tempo que se colocou em risco a aceitação de imigrantes por parte dos portugueses. enorme a probabilidade de descobrirmos que convergimos menos para a União Europeia do que pensávamos e que fomos ultrapassados por alguns países. Assim como enorme é a probabilidade de descobrirmos que o comportamento da nossa produtividade foi pior do que pensávamos até agora. (...)

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