A pergunta estratégica para Portugal não deveria ser apenas como atrair mais investimento estrangeiro. A questão mais importante é como transformar o país em um dos destinos mais desejados do mundo para cientistas, pesquisadores, empreendedores e profissionais altamente qualificados. (Marcus Vinicius, J Económico)
A ascensão da inteligência artificial, da computação quântica, da biotecnologia e de outras tecnologias avançadas está alterando profundamente a natureza da competição internacional. A riqueza das nações dependerá cada vez menos da abundância de recursos naturais e cada vez mais da capacidade de formar, atrair e reter cientistas, engenheiros, pesquisadores, programadores e empreendedores. O conhecimento tornou-se a matéria-prima fundamental da nova economia. (...)
Mais uma vez, temos uma oportunidade decisiva para colocar Portugal na liderança da transição energética. O despacho n.º 4411-A/2026 surge num momento crítico e pode revelar-se determinante, posicionando o país como um bom exemplo para a Europa e o resto do mundo. (Pedro Antão Alves, J Económico)
Portugal está, assim, numa posição privilegiada. Além de ter sido um dos primeiros países europeus a estabelecer um enquadramento legal para o autoconsumo e para as comunidades de energia, reforçado agora com este despacho, tem uma vantagem competitiva inegável: recursos naturais abundantes e know-how técnico acumulado. Paralelamente, a cadeia de valor da geração solar descentralizada está, cada vez mais, preparada para responder à procura.
Contudo, neste momento, o foco não será apenas no crescimento, pois é necessário garantir que o mesmo é sustentado. Para isso, três fatores serão decisivos: estabilidade nas regras, simplicidade nos processos e confiança para quem investe.
Portugal já mostrou que consegue estar na linha da frente. Agora, tem a oportunidade de liderar. A diferença estará na capacidade de transformar boas intenções em execução consistente.
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