Hoje, porém, a América que vemos é outra. Ou, pelo menos, é outra a América que a Administração Trump tenta projetar para o mundo. Uma América zangada, fechada, desconfiada, punitiva. Uma América que transforma aliados em suspeitos, imigrantes em inimigos, diferenças em ameaça e fé religiosa em instrumento de combate político. Uma América onde a liberdade é muitas vezes invocada para negar a liberdade dos outros. Onde a bandeira, em vez de símbolo comum, passa a ser fronteira moral entre “nós” e “eles”.
Talvez seja essa a grande tragédia deste aniversário: a América chega aos 250 anos dividida entre o seu mito e o seu medo. Entre a república que quis fundar e o império emocional que hoje parece tentada a construir. Entre a promessa de liberdade universal e a tentação de uma identidade fechada, ressentida e vingativa.
Duzentos e cinquenta anos depois, talvez a pergunta mais difícil não seja: Que América temos? Talvez seja outra: Que América ainda pode a América querer ser? (ler aqui texto na íntegra)

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