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sábado, 4 de julho de 2026

Esta É A Frase (125)

A América nunca foi inocente. Mas foi, durante muito tempo, indispensável. A questão é saber se continuará a sê-lo como farol ou apenas como força. Se voltará a ser a nação que transforma poder em responsabilidade, ou se ficará reduzida a uma potência que confunde grandeza com intimidação.      (Miguel Baumgartner, Visão)

Hoje, porém, a América que vemos é outra. Ou, pelo menos, é outra a América que a Administração Trump tenta projetar para o mundo. Uma América zangada, fechada, desconfiada, punitiva. Uma América que transforma aliados em suspeitos, imigrantes em inimigos, diferenças em ameaça e fé religiosa em instrumento de combate político. Uma América onde a liberdade é muitas vezes invocada para negar a liberdade dos outros. Onde a bandeira, em vez de símbolo comum, passa a ser fronteira moral entre “nós” e “eles”.

Talvez seja essa a grande tragédia deste aniversário: a América chega aos 250 anos dividida entre o seu mito e o seu medo. Entre a república que quis fundar e o império emocional que hoje parece tentada a construir. Entre a promessa de liberdade universal e a tentação de uma identidade fechada, ressentida e vingativa.

Duzentos e cinquenta anos depois, talvez a pergunta mais difícil não seja: Que América temos? Talvez seja outra: Que América ainda pode a América querer ser?    (ler aqui texto na íntegra

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