“O artista como artista sente menos do que os outros homens porque produz ao mesmo tempo que sente, e nesse caso há uma dualidade de espírito incompatível com o estar entregue a um sentimento.”
(Fernando Pessoa)
Nota: Nos seus ensaios sobre estética reunidos no Arquivo Pessoa, ele reflete profundamente sobre o papel do criador:
Fingimento poético: O artista intelectualiza a dor. Ele finge a dor que deveras sente.
Dualidade de espírito: Sentir e produzir ao mesmo tempo impede a entrega total ao sentimento.Pensar o sentimento: Pessoa afirmava que sentia com o pensamento e que pensar era a sua forma de viver
