A crise que vivemos em Portugal é, para lá das suas características bem
conhecidas e do seu evidente carácter global e sistémico, uma aguda crise das
elites, tanto no plano moral como intelectual. E de todas as elites, sejam elas
políticas ou jornalísticas, financeiras ou universitárias.
Manuel Maria Carrilho, DN
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quinta-feira, 12 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Afinal Qual É O Estado Da Nação ?
Conversa fiada, ouvimos o mesmo de todos os dias, repetido até à exaustão. A oposição não saiu da mesma tecla, muito conveniente ao Governo, falou, falou, e não disse nada de novo.
Se não assistiu não perdeu nada.
Agora vamos ao que interessa: estão não é que a palavra poupar tantas e tantas vezes repetida deu nisto:
A poupança das famílias atingiu os 117% do PIB em Junho passado, que é o valor mais elevado pelo menos desde 2000, data em que se iniciou a série do indicador de poupança da APFIPP/Universidade Católica, via AF.
Conclusão: o medo é tanto que aqueles que ainda têm dinheiro, o guardam bem guardado. O dinheiro não circula, as lojas fecham, as fábricas ou exportam ou fecham, e por aí fora.
Se não assistiu não perdeu nada.
Agora vamos ao que interessa: estão não é que a palavra poupar tantas e tantas vezes repetida deu nisto:
A poupança das famílias atingiu os 117% do PIB em Junho passado, que é o valor mais elevado pelo menos desde 2000, data em que se iniciou a série do indicador de poupança da APFIPP/Universidade Católica, via AF.
Conclusão: o medo é tanto que aqueles que ainda têm dinheiro, o guardam bem guardado. O dinheiro não circula, as lojas fecham, as fábricas ou exportam ou fecham, e por aí fora.
Notícias Soltas De Setúbal
Quer Saber Quem Convidou O BIC Para Negociar A Compra Do BPN ?
Quer mesmo saber? Leia aqui.
O fingidor, finge tão completamente, que chega a fingir que é dor, a dor que os outros sentem.
(alterações, o Poeta que me perdoe)
O fingidor, finge tão completamente, que chega a fingir que é dor, a dor que os outros sentem.
(alterações, o Poeta que me perdoe)
terça-feira, 10 de julho de 2012
Igualdade? Ora Toma !
... Agora pagam todos.
O Ministério das Finanças deu instruções para que o Orçamento do Estado para 2013 (OE/13) seja preparado pelos serviços tendo em conta a suspensão do pagamento dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos. Apesar da decisão do Tribunal Constitucional (TC), o Governo tem de respeitar "os tectos de despesa aprovados na Assembleia da República", justifica fonte oficial do ministério liderado por Vítor Gaspar.(aqui)-
É. Pago eu, pagas tu, e... pagamos todos - não tenham dúvidas.
Ainda se conseguíssemos voltar aos mercados - não era mau de todo.
Ainda se conseguíssemos baixar o desemprego - não era mau de todo.
Ainda se conseguíssemos .... pois, os Ses, são mais que muitos, e os bolsas estão cada vez mais vazios.
Aguardamos por Setembro, não há volta a dar. Esperamos que o anúncio do pedido à troika para que, durante o quinto exame do programa de ajustamento português, melhore e favoreça "o sucesso do processo", se concretize.
O Ministério das Finanças deu instruções para que o Orçamento do Estado para 2013 (OE/13) seja preparado pelos serviços tendo em conta a suspensão do pagamento dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos. Apesar da decisão do Tribunal Constitucional (TC), o Governo tem de respeitar "os tectos de despesa aprovados na Assembleia da República", justifica fonte oficial do ministério liderado por Vítor Gaspar.(aqui)-
É. Pago eu, pagas tu, e... pagamos todos - não tenham dúvidas.
Ainda se conseguíssemos voltar aos mercados - não era mau de todo.
Ainda se conseguíssemos baixar o desemprego - não era mau de todo.
Ainda se conseguíssemos .... pois, os Ses, são mais que muitos, e os bolsas estão cada vez mais vazios.
Aguardamos por Setembro, não há volta a dar. Esperamos que o anúncio do pedido à troika para que, durante o quinto exame do programa de ajustamento português, melhore e favoreça "o sucesso do processo", se concretize.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
De Lá Elogios,Cá Vasculha-se ...
Pelo segundo mês consecutivo, indicadores avançados da OCDE foram
significativamente revistos e até mudaram de sinal. Voltam agora a sinalizar a
probabilidade de a recessão sair de Portugal no fim do ano. Há um mês, o cenário
era bem mais sombrio.(JNegócios)
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmou esta segunda-feira, em Bruxelas, que a implementação do programa de ajustamento em Portugal continua a ser "boa" e assinalou "progressos importantes" em diversas áreas.(CM)
Por cá a maior preocupação parece ser quem emprestou a quem as instalações Franjinhas para a sede de campanha de Passos Coelho, ou a inquisição dos fundamentos da licenciatura de Miguel Relvas. Não é por nada, mas, se é com estes assuntos que os Jornais se gostam de entreter, muito útil seria que as investigações precedessem a eleição dos governantes. Vasculhavam à vontade, e talvez fosse a altura exacta para podermos formular algum juízo sobre as personalidades políticas do nosso país. Já agora, podiam entregar as investigações a quem de direito que pudesse julgar e condenar, se fosse caso disso, os prevaricadores. Levantar questões para o ar servirá a quem? Ao País não é com certeza.
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| Valha-nos Mario Draghi! |
Por cá a maior preocupação parece ser quem emprestou a quem as instalações Franjinhas para a sede de campanha de Passos Coelho, ou a inquisição dos fundamentos da licenciatura de Miguel Relvas. Não é por nada, mas, se é com estes assuntos que os Jornais se gostam de entreter, muito útil seria que as investigações precedessem a eleição dos governantes. Vasculhavam à vontade, e talvez fosse a altura exacta para podermos formular algum juízo sobre as personalidades políticas do nosso país. Já agora, podiam entregar as investigações a quem de direito que pudesse julgar e condenar, se fosse caso disso, os prevaricadores. Levantar questões para o ar servirá a quem? Ao País não é com certeza.
Esta É A Frase
«Falta de seletividade e equidade na aplicação das medidas de austeridade" em
Portugal.»
António Barreto, DN
António Barreto, DN
domingo, 8 de julho de 2012
Livros ...
"Há os livros que antes de lidos já estão lidos. Há os que se lêem todos e ficam logo lidos todos. E há os que nos regateiam a leitura e que pedimos humildemente que se deixem ler todos e não deixam e vão largando uma parte de si pelas gerações e jamais se deixam ler de uma vez para sempre."
Vergílio Ferreira
Sempre e desde cedo que leio bastante. É politicamente incorrecto, mas ler todos os livros que existiam lá em casa, mais os que trocava com os amigos e os da biblioteca lá do bairro enquanto fingia que estudava, contribuiu para que a partir do segundo ciclo as minhas notas passassem a ser decepcionantes. Os professores não percebiam a razão, os pais também não. Tinha horas marcadas no escritório, porque chegaram à conclusão que não devia continuar a estudar no quarto, pois me distraia. A secretária tinha uma gaveta estreita logo por baixo do tampo, era óptima para colocar o que gostava de ler, enquanto os livros de estudo descansavam abertos em cima da secretária. Se, alguém por lá aparecia. era só encostar-me à secretária e a tal gaveta fechava. Livros que me desassossegaram por motivos muito diferente foram o 'Diário de anne frank' (porque os meus dez anos, idade em que o li colocaram-me na 'pele' daquela outra menina). Por motivo diferente foi a frustração de só conseguir ler escassas páginas dos Tomos de Alexandre Herculano, a leitura era difícil para a idade, mas quando não conseguia nada novo voltava à leitura, sempre com igual resultado. Passaram anos até voltar aos romances e crónicas históricas portuguesas.
A maior alegria foi quando me foi concedida permissão para aceder à completíssima biblioteca dos meus padrinhos, por volta dos meus 12 ou 13 anos. De tal modo, que não saia de lá, julgaram que estava doente, o meu comportamento passou subitamente de irreverente e irrequieta para uma passividade que eles desconheciam.
Hoje em dia, continuo a ler muito, mas sou muito mais selectiva. É importante para mim que o que leio me traga conhecimento, seja factual, experimental ou mesmo de sentimento. A escrita tem de me transportar para o interior da cena , no caso do romance. Na ficção os dados e a imaginação do autor tem de ser coerentes com hipóteses não demonstradas mas com fundamentos possíveis, caso contrário deixa de me interessar. Quanto à poesia deve despertar a emoção e o nosso sentir ou transmitir as sensações por outros vividas e que nos possam trazer uma nova luz.
E, sim. há livros aos quais voltamos sempre. E, sim, por mais livros que se leiam. não faz de nós bons escritores. A escrita é um dom a que só alguns têm acesso.
Vergílio Ferreira
Sempre e desde cedo que leio bastante. É politicamente incorrecto, mas ler todos os livros que existiam lá em casa, mais os que trocava com os amigos e os da biblioteca lá do bairro enquanto fingia que estudava, contribuiu para que a partir do segundo ciclo as minhas notas passassem a ser decepcionantes. Os professores não percebiam a razão, os pais também não. Tinha horas marcadas no escritório, porque chegaram à conclusão que não devia continuar a estudar no quarto, pois me distraia. A secretária tinha uma gaveta estreita logo por baixo do tampo, era óptima para colocar o que gostava de ler, enquanto os livros de estudo descansavam abertos em cima da secretária. Se, alguém por lá aparecia. era só encostar-me à secretária e a tal gaveta fechava. Livros que me desassossegaram por motivos muito diferente foram o 'Diário de anne frank' (porque os meus dez anos, idade em que o li colocaram-me na 'pele' daquela outra menina). Por motivo diferente foi a frustração de só conseguir ler escassas páginas dos Tomos de Alexandre Herculano, a leitura era difícil para a idade, mas quando não conseguia nada novo voltava à leitura, sempre com igual resultado. Passaram anos até voltar aos romances e crónicas históricas portuguesas.
A maior alegria foi quando me foi concedida permissão para aceder à completíssima biblioteca dos meus padrinhos, por volta dos meus 12 ou 13 anos. De tal modo, que não saia de lá, julgaram que estava doente, o meu comportamento passou subitamente de irreverente e irrequieta para uma passividade que eles desconheciam.
Hoje em dia, continuo a ler muito, mas sou muito mais selectiva. É importante para mim que o que leio me traga conhecimento, seja factual, experimental ou mesmo de sentimento. A escrita tem de me transportar para o interior da cena , no caso do romance. Na ficção os dados e a imaginação do autor tem de ser coerentes com hipóteses não demonstradas mas com fundamentos possíveis, caso contrário deixa de me interessar. Quanto à poesia deve despertar a emoção e o nosso sentir ou transmitir as sensações por outros vividas e que nos possam trazer uma nova luz.
E, sim. há livros aos quais voltamos sempre. E, sim, por mais livros que se leiam. não faz de nós bons escritores. A escrita é um dom a que só alguns têm acesso.
Esta É A Frase ...
Puseram-nos a caminhar alegremente para a ruína, aí a partir do início da década de 80, na altura em que armados em bons alunos desistimos da agricultura e da pesca. Os oráculos da economia nem por um minuto suspeitaram no que isso ia dar. Está à vista - Um País sem nada.
Manuel Catarino,CM
Manuel Catarino,CM
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